Graça Lobo

Graça Lobo de seu nome artístico, e Maria da Graça Monteiro Lobo da Costa como nome de batismo (Penha de França, Lisboa, 12 de abril de 1939) é uma atriz e escritora portuguesa.

Graça Lobo
Nome completo Maria da Graça Monteiro Lobo da Costa
Nascimento 12 de abril de 1939 (81 anos)
Vialonga, Portugal Portugal
Nacionalidade Portuguesa
Ocupação Atriz, fundadora da Companhia de Teatro de Lisboa e escritora

BiografiaEditar

Graça Lobo é filha única de Lia Sacramento Monteiro e de Artur Leal Lobo da Costa, nascido em Coimbra em 14 de novembro de 1882 e que se destacou como militar, foi Coronel, Arma de Infantaria, Governador Civil de Leiria, Coimbra, Porto e Lisboa, tendo sido Membro do Conselho da Ordem Militar de Aviz, Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar, Cruz de 3.ª Classe de Hohenzollern Grande Oficial da Ordem de Cristo, Deputado português na 1ª legislatura de 1935 até à renúncia em 1937.[1] Nasceu num palácio na Vialonga, propriedade do pai. Passou lá as férias e os fins de semana até aos 18 anos. Depois de ter estudado nos melhores colégios, o pai mandou-a para um convento em Dublin, quando tinha 15 anos até aos 17 anos. Aos 19 anos trabalhou numa companhia aérea de Bogotá como hospedeira e depois na TAP.[2]

CarreiraEditar

Começou a sua vida no mundo do espetáculo com a sua estreia na Casa da Comédia com o espetáculo Noites Brancas de de Dostoievsky, sendo encenador Norberto Barroca) sendo nesta altura ainda apenas aluna do Conservatório.[3]

Fez ao longo da vida parte integrante de várias entidades como foi o caso do Teatro Estúdio de Lisboa, do Teatro Experimental de Cascais, do CPC ou tamb+em Teatro de Todos os Tempos.[3]

Entre os trabalhos que interpretou encontram-se textos de autores famosos como Pirandello, Giraudoux, Gombrowicz, Genet, Copi, Albee, Feydeau. O seu trabalho foi feito com vários encenadores, encontram-do-se entre eles personagens como Victor Garcia ou Carlos Avilez.[3]

Em 1974 participa na peça "A Pedra no Sapato" no Teatro Monumental.[4]

Corria o ano de 1979, procedeu à fundação da Companhia de Teatro de Lisboa, local onde interpretou vários trabalhos de Harold Pinter, de James Joyce, de Samuel Beckett, de Miguel Esteves Cardoso, de Noel Coward, de Henrik Ibsen, de Alan Ayckbourn, e também a obra, Cartas Portuguesas, obra esta atribuída a Mariana Alcoforado, tendo feito esta interpretação feito carreira em vários teatros portugueses como foi o caso do Teatro Nacional D. Maria II, do São Luiz Teatro Municipal, do La Mamma Experimental Theatre & Etc/New York, do Festival Internacional de São Francisco (1980).[3]

Representou em Ljubliana na Eslovénia, no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Tóquio fazendo neste cado um intercâmbio com atriz de nacionalidade japonesa Kyoko Kishida, que se manteve em Tóquio com o espetáculo a fazer carreira comercial.[3]

Sobre a carreira de Graça Lobo, e dotado de uma entrevista bastante longa feita à atriz, é possível ver-se o filme e documentário intitulado: "Graça Lobo Dois Pontos" da autoria de Frederico Corado, nascido em (Lisboa, 22 de Outubro de 1977), realizador e produtor de cinema e vídeo e também encenador de teatro.[3]

ObrasEditar

  • Sinceramente, Oficina do Livro (2001)

Referências

  1. Genealogia Hebraica - 5 vols. José Maria Abecassis, Edição do Autor, 1.ª Edição, Lisboa, 1990, vol. I-pg. 406
  2. Revista Sábado n,º 565, 26/02/2015.
  3. a b c d e f Artistas Unidos - Graça Lobo
  4. http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06819.169.26726#!5