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Hapteno (do grego haptien = unir) é uma substância não proteica, de baixo peso molecular (menos de 10.000 u), que sozinha não consegue induzir uma resposta imunológica, como a formação de anticorpos, necessitando assim estar ligada a uma proteína transportadora de maior peso molecular, como por exemplo a albumina ou uma imunoglobulina, para gerar resposta imune.[1] Contudo, haptenos livres podem reagir aos produtos da resposta imunológica quando induzidos por eles. O termo proposto por Landestiner em 1920.[2]

A ligação do anticorpo com o hapteno não provoca a precipitação como ocorre com o complexo anticorpo-antígeno.

FunçãoEditar

Muitas substâncias biologicamente importantes como fármacos, hormônios peptídeos e hormônios esteroides têm a propriedade de agir como haptenos, que podem ser conjugados para produzir anti-haptenos específicos e assim medir a concentração essa substância em uma solução em um exame laboratorial. Por exemplo, no exame caseiro de gravidez que investiga a presença de Gonadotrofina coriônica humana (GCH) na urina, o GCH atua como hapteno. [3]

PatologiasEditar

Alguns haptenos podem induzir a doença autoimune. Um exemplo é a hidralazina, um medicamento usado para reduzir a pressão arterial, mas que pode causar lúpus eritematoso sistêmico em alguns indivíduos. Isto também parece ser o mecanismo pelo qual halotano, um gás anestésico, pode causar hepatite autoimune, e o mecanismo através do qual os fármacos, tais como penicilina, podem causar anemia hemolítica autoimune.[4]

Haptenos também podem causar uma reação de hipersensibilidade, como no caso do urushiol, a toxina da hera venenosa. Quando se entra em contato com essa planta pela primeira vez, o urushiol sofre oxidação nas células da pele para gerar o hapteno real, uma molécula chamada de quinona reativa, que reage com as proteínas transportadoras da pele e gera resposta imune. O primeiro contato geralmente causa sensibilização, com uma proliferação de linfócitos T efectores. Após uma segunda exposição, os linfócitos T podem ser ativados, proliferar e gerar uma reação imunológica (inflamação, vermelhidão, lesão, coceira e bolhas) típica do contato com heras venenosas.[4]

Referências

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