Heduíno Gomes

Heduíno Gomes (Ervidel, 1944), também conhecido como Eduíno Vilar, é um militante político e empresário português.

Heduíno Gomes
Nome completo Heduíno dos Santos Gomes
Nascimento 1944
Nacionalidade português(a)
Cônjuge Ana Faria
Filho(s) 3 (João, Nuno e Pedro Faria Gomes)
Ocupação Militante político e empresário
Religião Católica

BiografiaEditar

Heduíno dos Santos Gomes nasceu em Ervidel em 1944, na província do Baixo Alentejo.

Enquanto estudante do Instituto Superior Técnico, em inícios da década de 60, Heduíno Gomes envolveu-se nas lutas políticas que dominavam a Universidade portuguesa. Exilado em Bruxelas, fez parte do CMLP, criado em 1964 por Francisco Martins Rodrigues. Em 1970, o CMLP transformou-se em Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista)[1] já sob a sua liderança. Com o pseudónimo de 'Vilar', foi o líder deste pequeno partido que tinha a sua base fundamental de militância em Paris.[2]

Em Maio de 1974, o PCP (m-l) dividiu-se em dois partidos com o mesmo nome e editando um jornal, também com o mesmo título – Unidade Popular. Este partido, em 17 de Novembro de 1974, deu origem à Aliança Operário-Camponesa, de duração efémera, e entendia que os principais inimigos do povo eram o PCP de Álvaro Cunhal e o «social-imperialismo russo».

Nos anos 80, Heduíno Gomes abandonou a militância política de extrema-esquerda e tornou-se no empresário musical da mulher, a cantora Ana Faria. Dedicou-se também à recolha de repertório de música tradicional portuguesa para ser interpretada pelo grupo Terra a Terra e colaborou na produção dos discos dos Onda Choc, das Popeline e dos Jovens Cantores de Lisboa.

Em 1993, fundou o núcleo sportinguista Os Leões de Benfica e incentivou a fundação de vários núcleos sportinguistas a sul do rio Tejo, colaborando com o Departamento de Expansão do Sporting Clube de Portugal, para o qual elaborou manual para a fundação de núcleos. Em 1994, no último ano da direção de José de Sousa Cintra, fundou o Departamento Cultural do Sporting Clube de Portugal e foi seu diretor, tendo este departamento sido posteriormente extinto em 1995 pela direção Pedro Santana LopesJosé Roquette. A actividade deste Departamento foi efémera e por isso embrionária, conseguindo, ainda assim, a atribuição de dez bolsas de estudos superiores a jovens sportinguistas.

Actualmente Heduíno Gomes é militante do Partido Social Democrata (PSD), onde é frequentemente conotado com a facção mais conservadora. É também membro da plataforma Tribuna Leonina de apoio ao Sporting Clube de Portugal.

Obras publicadasEditar

  • Gomes, Heduíno; Dois anos a contracorrente: informe apresentado ao VII Congresso do Partido Comunista de Portugal (M-L). Lisboa: Seara Vermelha, 1977. 71 pp.
  • Vilar, Eduíno Gomes; Deux ans a contre-courant : rapport presente au VII Congres du Parti Communiste de Portugal (M-L). Lisboa: Partido Comunista de Portugal (Marxista-Leninista), 1977. 75 pp.
  • Vilar, Eduíno Gomes; Two years against the tide : report to the seventh Congress of the Communist Party of Portugal (M-L). Lisboa: Communist Party of Portugal (Marxist–Leninist), 1977. 71 pp.
  • Gomes, Heduíno; Dez anos de Cavaquismo — Breve balanço da catástrofe tecnocrática (O contraditório proibido). Lisboa: QUOD Editor / Lusitânia Expresso. 32 pp.
  • Gomes, Heduíno; As actividades trotskistas nas sociedades contemporâneas: O activismo dissoluto da ralé do comunismo e os apoios que recebe esta minoria activa do Bloco de Esquerda. Lisboa: QUOD Editor / Lusitânia Expresso. 32 pp.
  • Gomes, Heduíno; Levantai hoje de novo o Sporting de Portugal — Questões de fundo do universo Sporting CP. Valores, prospectiva, estratégia.

Referências

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar