Álvaro Cunhal

escritor e Secretário-Geral do Partido Comunista Português (1913-2005)

Álvaro Barreirinhas Cunhal (Coimbra, 10 de Novembro de 1913Lisboa, 13 de Junho de 2005) foi um político e escritor português, conhecido por ser um opositor ao Estado Novo, e ter dedicado a vida ao ideal comunista e ao Partido Comunista Português (PCP). É descrito como uma das maiores personalidades políticas e intelectuais de Portugal do século XX, assim como do movimento comunista internacional.[1]

Álvaro Cunhal
Álvaro Cunhal
Secretário-Geral do Partido Comunista Português
Período 31 de março de 1961
a 5 de dezembro de 1992
Antecessor(a) Bento António Gonçalves
Sucessor(a) Carlos Carvalhas
Ministro de Portugal Portugal
Período I, II, III e IV Governos Provisórios
  • Ministro sem pasta
Dados pessoais
Alcunha(s) Duarte
Nascimento 10 de novembro de 1913
Coimbra, Portugal
Morte 13 de junho de 2005 (91 anos)
Lisboa, Portugal
Cônjuge Isaura Moreira (1 filha)
Partido Partido Comunista Português
Profissão Escritor, pintor, político

BiografiaEditar

JuventudeEditar

 
Álvaro Cunhal, comício do PCP/APU no Porto em Setembro de 1980
 
Álvaro Cunhal na República Democrática Alemã a 22 de Outubro de 1982.

Álvaro Cunhal nasceu em Coimbra a 10 de novembro de 1913, na freguesia da Sé Nova, e foi filho de Avelino da Costa Cunhal e Mercedes Simões Ferreira Barreirinhas.[1] Quando se mudou para Seia, Álvaro tinha três anos.[2] Tinha um irmão, António, e duas irmãs, Maria Mansueta e Maria Eugénia.[3] António José morreu aos 24 anos, em 1933, e Maria aos nove anos, em 1921, ambos de tuberculose, tendo António também sofrido de gangrena pulmonar.[4] Cunhal, cujo padrinho fora António José, foi batizado em maio de 1919 na igreja matriz de Seia, onde viveu até o seu pai decidir mudar-se para Lisboa, na sequência da morte da sua filha.[5] Maria Eugénia nasceu após esta mudança, em 1927.[6] Mudaram-se para Lisboa em 1924, Rua Pinheiro Chagas, onde nasce Maria Eugénia, em 1927, e depois mudaram-se para uma casa maior em Benfica, na Avenida Grão Vasco, com António já muito enfermo.[7] A contagiosidade da tuberculose, e a indispensabilidade de o ter por perto, enquanto haja espaço para continuar o trabalho artístico, estiveram na causa da mudança.[8] Após a morte do irmão, Cunhal e a sua família mudaram-se de novo para o meio de Lisboa, primeiro para a Avenida 5 de Outubro, e depois para a Avenida Miguel Bombarda, local onde Avelino e Eugénia foram posteriormente presos pela PIDE.[8] A ditadura do Estado Novo causou a prisão de Avelino, pela PVDE, em 1945, e, com o objetivo de montar uma armadilha a Álvaro Cunhal, a sua casa foi ocupada por agentes dessa polícia secreta.[8]

Ainda em Seia quando foi fundado o PCP, Cunhal deixou a escola primária, dada a violência dos professores, e passou a estudar no próprio lar com o pai, que era advogado e escritor.[9] Após mudar-se para Lisboa em 1924, fez o exame de admissão ao liceu Pedro Nunes, e conseguiu adaptar-se à mudança do ensino familiar para o ensino de um liceu.[10] Em 1929, transferiu-se para o Liceu Camões.[11] Jogava futebol como ponta-direita, jogava xadrez, damas, cartas, e praticava atletismo, além de tomar parte da publicação de livros infantis.[11] Quando passou à clandestinidade, o que ganhou do atletismo começara a ter um uso importante, pois tinha de percorrer milhares de quilómetros de bicicleta para falar com pessoas do Partido.[11] Acabou o liceu com uma média de 13 valores, e entrou na Universidade de Lisboa em 1931, pouco após dos dezoito anos.[12] Aqui, encontra-se com o Marxismo, e aderiu ao PCP.[12] Cunhal diz que "[a] minha opção já estava feita e quando entrei na Faculdade [de Direito] procurei os comunistas para me filiar no Partido".[12] Teve um contacto paulatino com o Partido através de livros e jornais, e, já no Partido, teve como principal referência política Bento Gonçalves.[13] Envolveu-se também numa intensa atividade em outros organismos e organizações periféricas do Partido, como o Socorro Vermelho Internacional, a Liga Portuguesa contra a Guerra e o Fascismo, os Grupos de Defesa Académica, a Liga dos Amigos da União Soviética, e, por fim, a Federação das Juventudes Comunistas, através da qual seria recrutado pelo PCP em outubro de 1934.[14][15] Cunhal declara-se como comunista aos dezassete anos, e contactou o PCP através das organizações periféricas por volta de 1931.[16] A sua entrada formal no Partido deu-se nos finais de 1932, através da ala jovem do PCP recentemente criada — a Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas — ao qual chegou a secretário-geral em 1935, com 21 anos.[16]

Álvaro Cunhal adquiriu uma influência crescente no PCP após a prisão de Bento Gonçalves, e a sua vida na universidade passou a ter uma essência política, passando a aluno voluntário na sequência da reprovação do primeiro ano universitário.[17] As ações do PCP levaram Cunhal a sofrer um perigo constante e sempre presente, havendo o perigo de ser denunciado à polícia política, de ter a sua casa assaltada, de ser preso e torturado, e também para a sua família — os pais e a irmã.[17] O fortalecimento da ligação ao comunismo fez com que o receio destes perigos aumentasse, mas nunca fez com que as suas atividades revolucionárias parassem.[18] Assim, os contactos com a família tornaram-se menos frequentes.[19] Aos 22 anos viajou clandestinamente para Moscovo, União Soviética (URSS), e, pouco após, fez parte da Guerra Civil Espanhola.[19] Foi preso pela PVDE pela primeira vez em junho de 1937, quando estava a difundir em Lisboa panfletos pró-URSS.[19] A mãe visitou-o enquanto estava na prisão, e, como Cunhal tinha sido espancado, levou as suas roupas, todas ensaguentadas, para lavar.[19]

Em 1934 é eleito pelo núcleo comunista presente, representante dos estudantes no Senado da Universidade de Lisboa. Em 1936, após uma visita à URSS, é indicado pelo PCUS para o Comité Central do PCP. Ao longo da década de 1930, colaborou com vários jornais e revistas como a Seara Nova e o O Diabo, e nas publicações clandestinas do PCP, o Avante e O Militante, com vários artigos de intervenção.

Em 1940, a cumprir pena de prisão pela segunda vez, Cunhal é escoltado pela polícia à Faculdade de Direito de Lisboa, onde apresenta a sua tese da licenciatura em Direito, sobre a temática do aborto e a sua despenalização, tema pouco vulgar para a época em questão. A sua tese, apesar do contexto político pouco favorável, foi classificada com 16 valores. Do júri fazia parte Marcello Caetano.[20][21]

Oposição à DitaduraEditar

Devido aos seus ideais comunistas, à sua assumida e militante oposição ao Estado Novo e à acção violenta perpetrada por movimentos afectos ao partido, esteve preso em 1937, 1940 e 19491960, num total de 15 anos, oito dos quais em completo isolamento sem nunca, incrivelmente, ter perdido a noção do tempo. Mesmo sob violenta tortura, nunca falou, o que evidencia a sua coragem física. Na prisão, como forma de passar o tempo, dedicou-se à pintura e à escrita. Uma das suas produções mais notáveis aquando da sua prisão, foi a tradução e ilustração da obra Rei Lear, de William Shakespeare,[22] Contando-se também os romances Cinco dias, cinco noites e Até amanhã, camaradas, que editaria sob o pseudónimo de Manuel Tiago.

A 3 de Janeiro de 1960, Cunhal, juntamente com outros camaradas, todos quadros destacados do PCP, protagonizaram a célebre "fuga de Peniche", possível graças à cumplicidade do próprio regime, a um planeamento muito rigoroso e a uma grande coordenação entre o exterior e o interior da prisão.[23]

Em 1962 é enviado pelo PCUS para o estrangeiro, primeiro para Moscovo, depois para Paris.

Ocupou o cargo de secretário-geral do Partido Comunista Português, sucedendo a Bento Gonçalves, entre 1961 e 1992, tendo sido substituído por Carlos Carvalhas.

Em 1968 Álvaro Cunhal presidiu à Conferência dos Partidos Comunistas da Europa Ocidental, o que é revelador da confiança que já nessa altura detinha no PCUS. Para tal não terá sido indiferente o ter-se mostrado um dos mais veementes apoiantes da invasão da então Checoslováquia pelos tanques do Pacto de Varsóvia, ocorrida nesse mesmo ano.

Entretanto, foi condecorado com a Ordem da Revolução de Outubro pelo PCUS.

Após o 25 de AbrilEditar

 
Álvaro Cunhal e outros dirigentes comunistas no Porto, a 5 de Maio de 1982, presentes no desfile e funeral de dois manifestantes mortos pela polícia de choque na véspera do 1.º de Maio.[24]

Regressou a Portugal cinco dias depois do 25 de Abril de 1974. Nesse mesmo dia, passeou de braço dado com Mário Soares, por Lisboa.

Foi ministro sem pasta no I, II, III e IV governos provisórios e também deputado à Assembleia da República entre 1975 e 1992.

Em 1982, tornou-se membro do Conselho de Estado, abandonando estas funções dez anos depois, quando saiu da liderança do PCP.

Além das suas funções na direcção partidária, foi romancista e pintor, escrevendo sob o pseudónimo de Manuel Tiago, o que só revelou em 1995.

Em 1989 Álvaro Cunhal foi à URSS para ser operado a um aneurisma da aorta, sendo recebido em Moscovo por Mikhail Gorbatchov o qual o agraciou com a Ordem de Lenine.[25] Nos últimos anos da sua vida sofreu de glaucoma, acabando por cegar.

Faleceu em 13 de Junho de 2005, em Lisboa, e no seu funeral (a 15 de Junho), participaram mais de 250 000 pessoas.[26] Por sua vontade, o corpo foi cremado.

Da sua relação com Isaura Maria Moreira, teve uma filha, Ana Maria Moreira Cunhal, nascida a 25 de Dezembro de 1960, a qual casou tendo dois filhos. Vive actualmente nos Estados Unidos.

Álvaro Cunhal ficou na memória como um comunista que nunca abdicou do seu ideal.

Cunhal, que tinha aversão ao culto de personalidade, negou a ideia de criar uma autobiografia, dizendo que "[u]m livro de memórias é, em geral, uma coisa tão aborrecida; é um dicionário de factos que uma pessoa coleciona".[1] Em razão das qualidades do coletivo face às individualidades, rejeitou que a sua imagem fosse utilizada nas campanhas eleitorais do PCP.[1]

Pensamento políticoEditar

JuventudeEditar

Cunhal nasceu numa cidade religiosa, e acompanhava a mãe todos os domingos à igreja, que tinha um pensamento e modo de vida religioso.[27] O pai, que tinha um pensamento liberal, esteve na origem da sua "personalidade irreverente e criativa".[27] O pai denunciava depreciativamente os títulos feudais, algo que se refletiu nos seus contos, e, noutra obra, denunciou a amizade entre um padre e um velho fidalgo a respeito do vício dos jogos de azar e da bebida.[27] Eugénia Cunhal, não obstante a omnipresente rejeição deste mundo na vida política de Cunhal, falou da "abertura de espírito do pai" quando este "mostrava aos filhos o Antigo Testamento e apelava a que cada um formasse a sua própria consciência".[28] O republicanismo do pai fomentou na personalidade de Cunhal um sentimento de "solidariedade social" e de "insubmissão política".[29]

Centenário do seu nascimentoEditar

No ano de 2013 comemorou-se os cem anos do nascimento de Álvaro Cunhal, através de iniciativas que percorreram a sua vida política, cultural e artística, bem como exposições em sua homenagem, relembrando a sua importância para a liberdade e a democracia conquistadas em Abril.[30]

Resultados eleitoraisEditar

Eleições legislativasEditar

Data Partido Circulo eleitoral Posição Cl. Votos % +/- Status Notas
1975 PCP Lisboa 1º (em 55) 2.º 240 095
18,9 / 100,0
Eleito Assembleia Constituinte
Secretário-Geral do PCP
1976 1º (em 58) 2.º 260 554
21,8 / 100,0
 2,9 Eleito
1979 APU 1º (em 56) 2.º 341 658
26,0 / 100,0
 4,2 Eleito
1980 1º (em 56) 3.º 304 693
23,1 / 100,0
 2,9 Eleito
1983 1º (em 56) 2.º 320 066
25,3 / 100,0
 2,1 Eleito
1985 1º (em 56) 3.º 258 808
20,1 / 100,0
 5,2 Eleito
1987 CDU 1º (em 56) 3.º 203 263
16,5 / 100,0
 3,6 Eleito

ObrasEditar

Colectâneas

  • Obras escolhidas. Lisboa, Editorial «Avante!»:
    • Volume I (1935-1947), 2007. ISBN 978-972-550-321-8.
    • Volume II (1947-1964), 2008.
    • Volume III (1964-1966), 2010.
    • Volume IV (1967-1974), 2013.
    • Volume V (1974-1975), 2014.
    • Volume VI (1976), 2015.
      • Coordenação, prefácio e notas de Francisco Melo.
      • Texto do prefácio do primeiro volume da obra.

Intervenção política e ensaio

  • «Numa encruzilhada dos homens (A-propósito das "Cartas Intemporais" de José Régio publicadas na «Seara Nova» nºs. 608 e 609)» in Seara Nova n.º 615, 27 de maio de 1939.[31]
  • «Ainda na encruzilhada» in Seara Nova n.º 626, 12 de agosto de 1939.[32]
  • O Aborto: Causas e Soluções (tese apresentada em 1940 para exame no 5.º ano jurídico da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa). Porto: Campo das Letras, 1997.
  • «Cinco Notas sobre Forma e Conteúdo», in Vértice n.º 131-132, agosto-setembro de 1954.[33]
  • Rumo à Vitória: As Tarefas do Partido na Revolução Democrática e Nacional. Edições Avante!, 1964.
    • As duas primeiras edições da obra são clandestinas.
    • 3.ª ed., Porto: Edições "A Opinião", 1974.
    • 4.ª ed., Lisboa: Edições Avante!, 1979.
  • «A questão do Estado questão central de cada revolução» in O Militante n.º 152, novembro de 1967.
  • A Questão Agrária em Portugal. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1968.
    • Reeditado após 1974 como Contribuição Para o Estudo da Questão Agrária. Lisboa: Edições Avante!, 2 vols., 1976.[1]
  • O Radicalismo Pequeno-Burguês de Fachada Socialista. Lisboa: Edições Avante!
    • As duas primeiras edições, em 1970 e 1971, foram clandestinas.
    • A 3.ª edição foi publicada em 1974.
  • A superioridade moral dos comunistas. Lisboa: Edições Avante!, 1974.
  • A Revolução Portuguesa: O Passado e o Futuro. Lisboa: Edições Avante!, 1976.
    • A 2.ª edição, de 1994, inclui o artigo A revolução portuguesa 20 anos depois.
  • As Lutas de Classes em Portugal nos Fins da Idade Média. Lisboa: Editorial Estampa, 2.ª edição, revista e aumentada, 1980.
  • O Partido com Paredes de Vidro. Lisboa: Edições Avante!, 1985.
  • Discursos Políticos
    • 22 volumes editados entre 1974 e 1987
  • «A Revolução de Abril 20 anos depois» in Vértice, n.º 59, março-abril 1994.[34]
  • Acção Revolucionária, Capitulações e Aventura. Lisboa: Edições Avante!, 1994.
  • A Arte, o Artista e a Sociedade, Lisboa: Editorial Caminho, 1996. ISBN 972-21-1068-3.
  • A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril: A Contra-Revolução Confessa-se. Lisboa: Edições Avante!, 1999. [2]

Literatura Autor de vários romances e novelas, publicados sob o pseudónimo de Manuel Tiago.

  • Até Amanhã, Camaradas. Lisboa: Edições Avante!, 1974.
    • Adaptado como série televisiva pela SIC.
  • Cinco Dias, Cinco Noites. Lisboa: Edições Avante!, 1975.
  • A Estrela de Seis Pontas. Lisboa: Edições Avante!, 1994.
  • A Casa de Eulália. Lisboa: Edições Avante!, 1997.
  • Fronteiras. Lisboa: Edições Avante!, 1998.
  • Um Risco na Areia. Lisboa: Edições Avante!, 2000.
  • Sala 3 e Outros Contos. Lisboa: Edições Avante!, 2001.
  • Os Corrécios e Outros Contos. Lisboa: Edições Avante!, 2002.
  • Lutas e vidas: Um Conto. Lisboa: Edições Avante!, 2003.

Artes Plásticas

Traduções

A primeira publicação desta tradução fez parte do volume inicial da colecção Obras de Shakespeare,[35] que também incluía as peças Romeu e Julieta, traduzida por Luís Sousa Rebelo, e Sonho de uma Noite de Verão, traduzida por Maria da Saudade Cortesão.
A tradução foi realizada entre 1953 e 1955, quando Álvaro Cunhal se encontrava detido na cadeia de Lisboa[36] A publicação foi feita sob o pseudónimo de Maria Manuela Serpa.[37]
 
Álvaro Cunhal, por Henrique Matos.

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

Citações

  1. a b c d Cunha 2020, p. 11.
  2. Cunha 2020, p. 57.
  3. Cunha 2020, p. 21.
  4. Cunha 2020, pp. 21-22, 52.
  5. Cunha 2020, pp. 22-23, 38.
  6. Cunha 2020, p. 24.
  7. Cunha 2020, p. 34, 44.
  8. a b c Cunha 2020, p. 44.
  9. Cunha 2020, p. 34.
  10. Cunha 2020, pp. 34, 64.
  11. a b c Cunha 2020, p. 64.
  12. a b c Cunha 2020, p. 65.
  13. Cunha 2020, pp. 65-66.
  14. Cunha 2020, pp. 66-67.
  15. Madeira 2011, p. 74.
  16. a b Cunha 2020, p. 67.
  17. a b Cunha 2020, p. 49.
  18. Cunha 2020, pp. 49-50.
  19. a b c d Cunha 2020, p. 50.
  20. Editada em 1997, pela Campo das Letras (Porto), com o título: O Aborto: Causas e Soluções.
  21. PEREIRA, José Pacheco. Álvaro Cunhal: Uma Biografia Política. Vol I: «Daniel» o Jovem Revolucionário (1913-1941). Lisboa: Temas e Debates, 1999. ISBN 972-759-150-7
  22. Ver, infra, Traduções
  23. PEREIRA, José Pacheco. Álvaro Cunhal: Uma Biografia Política. Vol. II: «Duarte», O Dirigente Clandestino (1941-1949). Lisboa: Temas e Debates, 2001 ISBN 972-759-419-0. Vol. III: O Prisioneiro (1949-1960). Lisboa: Temas e Debates, 2005.
  24. «Revista O Militante». Consultado em 15 de novembro de 2008. Arquivado do original em 17 de setembro de 2008 
  25. «Vidas lusófonas - Álvaro Cunhal». Consultado em 20 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 9 de abril de 2014 
  26. http://expresso.sapo.pt/15-de-junho-de-2005-o-funeral-de-alvaro-cunhal=f586967
  27. a b c Cunha 2020, p. 38.
  28. Cunha 2020, pp. 38-39.
  29. Cunha 2020, pp. 41.
  30. Agência Lusa. «Arrancam comemorações do centenário de Álvaro Cunhal». Diário de Noticias. Consultado em 31 de janeiro de 2013 
  31. Consultado em 17 de fevereiro de 2019.
  32. Consultado em 17 de fevereiro de 2019.
  33. Consultado em 17 de fevereiro de 2019.
  34. Consultado em 17 de fevereiro de 2019.
  35. Editada em Lisboa, pela Tipografia Scarpa.
  36. Excerto de carta, de 13 de fevereiro de 2002, de Álvaro Cunhal a Manuel Gomes da Torre, transcrito na Revista dos Antigos Alunos da Universidade do Porto, n.º 18, pg. 34: «De facto realizei uma tradução de Rei-Lear em 1953-55, quando me encontrava preso em regime celular na Penitenciária de Lisboa. Possuía pessoalmente um volume com as obras dramáticas de Shakespeare e consegui dispor para “leitura domiciliária”, obtidos pela minha irmã, então sócia do Instituto Britânico, dicionários especializados e obras de comentadores categorizados. Tenho actualmente em meu poder o original manuscrito dessa tradução, com numerosíssimas notações justificativas, estas em caligrafia muito deteriorada.»
  37. «A tradução (e um conjunto de notas anexo) foi passada à família e publicada em 1962 num primeiro tomo das Obras Completas de Shakespeare, edição da Tipografia Scarpa, de Lisboa, sob a direção de Luís de Sousa Rebelo, com o pseudónimo de Maria Manuela Serpa.» diz-nos PEREIRA, José Pacheco. Álvaro Cunhal: Uma Biografia Política: O Prisioneiro (1949-1960), Vol. 3, Lisboa: Temas e Debates, 2005. ISBN 972-759-443-3.

BibliografiaEditar

Fontes académicasEditar

Para além das indicadas em notas, o texto baseia-se nas fontes seguidamente enunciadas.

Desde o nascimento até 1960, a obra de José Pacheco Pereira Álvaro Cunhal: Uma Biografia Política, referenciada na bibliografia.

Para a totalidade:

  • Álvaro Cunhal na página do Centro de Investigação Para Tecnologias Interativas da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
  • Álvaro Cunhal na Infopedia.
  • Álvaro Cunhal nas Vidas Lusófonas.

Para as obras publicadas:

  • O catálogo da Biblioteca Nacional de Portugal.

Leitura adicionalEditar

  • AVILLEZ, Maria João. Conversas com Álvaro Cunhal e Outras Lembranças. Lisboa: Temas e Debates, 2004. ISBN 972-759-733-5
  • BARATA, André et. al.Álvaro Cunhal: política, história e estética. Lisboa: Tinta da China, 2013, ISBN 978-989-671-179-5
  • BRITO, Carlos. Sete Fôlegos do Combatente: Memórias. Lisboa: Nelson de Matos, 2010. ISBN 978-989-8236-24-1
  • CARVALHO, Miguel. Álvaro Cunhal, Íntimo e Pessoal: um Dicionário Afectivo. Porto: Campo das Letras, 2006. ISBN 989-625-037-5
  • CASANOVA, José. FILIPE, Dinis. Evocação da Obra de Álvaro Cunhal. Lisboa: Avante, 2006. ISBN 972-550-313-9
  • CUNHA, Adelino. Álvaro Cunhal: Retrato Pessoal e Íntimo: Biografia. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2010. ISBN 978-989-626-256-3
  • FERREIRA, Francisco. Álvaro Cunhal Herói Soviético. Águeda: edição do autor, 1976.
  • NARCISO, Raimundo. Álvaro Cunhal e a Dissidência da Terceira Via. Porto: Ambar, 2007. ISBN 978-972-43-1231-6
  • PAIVA, Maria Valentina (entrevistas); BRINQUETE, José Saraiva (textos). Álvaro Cunhal: Ao Canto do Espelho. Vila Nova de Gaia: Calendário, 2006. ISBN 978-972-8985-08-0
  • PEREIRA, José Pacheco. Álvaro Cunhal: Uma Biografia Política. Lisboa: Temas e Debates:
  • PIRES, Catarina. Cinco Conversas com Álvaro Cunhal. Porto, Campo das Letras, 1999. ISBN 972-610-177-8
  • RODRIGUES, Urbano Tavares. A obra literária de Álvaro Cunhal: Manuel Tiago visto por Urbano Tavares Rodrigues. Lisboa, Editorial Caminho, 2005. ISBN 972-21-1737-8
  • RODRIGUES, Urbano Tavares. Balanço Comovido da Ficção de Álvaro Cunhal.
  • RODRIGUES, Urbano Tavares; SANTOS, José da Cruz. É Tempo de Começar a Falar de Álvaro Cunhal. Porto: Asa, 2006. ISBN 972-41-4783-5
  • SILVA, João Ceú e. Uma Longa Viagem com Álvaro Cunhal. Porto: Asa, 2005. ISBN 972-41-4412-7
  • SILVA, João Céu e. Álvaro Cunhal e as Mulheres que Tomaram Partido. Porto: Asa, 2006. ISBN 972-41-4909-9
  • SILVA, Maria Augusta. Álvaro Cunhal: Obra Literária e Pictórica
  • SOUSA, Judite de. Álvaro, Eugénia e Ana: Álvaro Cunhal, o homem por trás do político. Carnaxide: Objetiva, 2013. ISBN 978-989-672-194-7
  • VIEIRA, Joaquim. Álvaro Cunhal: o homem e o mito. Carnaxide: Editora Objetiva, 2.ª ed., 2013. ISBN 978-989-672-192-3

Ligações externasEditar

 
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Textos de Álvaro CunhalEditar

OutrosEditar

Precedido por
Vacante
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Secretário-Geral do
Partido Comunista Português

19611992
Sucedido por
Carlos Carvalhas