Hino Rio-Grandense

Hino Sul Rio-Grandense

Hino do estado do  Rio Grande do Sul
Letra Francisco Pinto da Fontoura
Composição Joaquim José Mendanha
Adotado 1966
Texto original (Wikisource)
Wikisource-logo.svg Hino do estado do Rio Grande do Sul

O Hino Rio-Grandense é o hino do Estado do Rio Grande do Sul. Tem letra de Francisco Pinto da Fontoura (mais conhecido na época como "Chiquinho da Vovó"), música de Comendador Maestro Joaquim José Mendanha e harmonização de Antônio Corte Real. A obra original possuía uma estrofe que foi suprimida, além de uma repetição do estribilho, pelo mesmo dispositivo legal que a oficializou como hino do estado - A lei nº 5.213, de 5 de Janeiro de 1966.

Oficialmente existe o registro de três letras diferentes para o hino, desde os tempos da Revolução Farroupilha até aos nossos dias, até que finalmente foi resolvido por uma comissão abalizada qual seria a versão oficial, pouco antes dos festejos do Centenário da Revolução Farroupilha.[1] O arranjo oficial para orquestra é do maestro Alfred Hülsberg.[2]

Letra do HinoEditar

Como a aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o Vinte de Setembro
O precursor da liberdade.


Refrão
Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra.
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.
De modelo a toda terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.


Mas não basta pra ser livre
Ser forte aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo.


Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra.
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.
De modelo a toda terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.

Trecho suprimidoEditar

A segunda estrofe foi oficialmente retirada em 1966; a tentativa de restaurá-la em 2007 não encontrou apoio e foi arquivada.[3]

Embora normalmente se atribua tal exclusão à Ditadura Militar da época, por sua citação a "tiranos" e à democracia ateniense, um documentário[4] revelou que o projeto de lei estadual que tratava da normalização dos símbolos oficiais do Rio Grande do Sul vinha de 1961, e a proposta de supressão foi feita pelo relator, o então deputado estadual Aldo Fagundes, eleito pelo PTB, que fazia oposição ao regime. Na proposta, ele sugere a adoção da versão que consquistou a simpatia popular, sendo a mais conhecida e a que é mais cantada hoje, porém de modo abreviado: a primeira e a última estrofes do poema original, com o estribilho. Segundo o ex-Senador Pedro Simon, então também deputado estadual, (excluir) "essa estrofe foi... um entendimento geral. Ela não tinha nada com o resto do hino, e não tinha nada para nós. [...] Tem que falar de nós." Entrevistados, tanto o ex-deputado quanto o ex-senador descartaram qualquer interferência do regime militar na supressão da estrofe.


Entre nós reviva Atenas
para assombro dos tiranos
Sejamos gregos na glória
e na virtude, romanos

Ver tambémEditar

Referências

  1. A história do Hino Rio-Grandense, Regionalismo Gaúcho.
  2. Corte Real, Antônio T. Subsídios para a história da música no Rio Grande do Sul. Movimento, 1984, p. 336
  3. Letícia Costa para G1 (2 de setembro de 2015). «Você sabia que um trecho do Hino Rio-Grandense foi excluído?». Consultado em 29 de janeiro de 2020 
  4. Luciano Potter e Paulo Germano para GauchaZH (20 de setembro de 2017). «Relembre: a verdade sobre o trecho do hino gaúcho que os deputados cortaram há 50 anos». Consultado em 29 de janeiro de 2020 

Ligações externasEditar


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