Abrir menu principal
Ibotirama
  Município do Brasil  
Igreja de Nossa Senhora da Guia
Igreja de Nossa Senhora da Guia
Símbolos
Brasão de armas de Ibotirama
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Capital-céu"
Gentílico ibotiramense
Localização
Localização de Ibotirama na Bahia
Localização de Ibotirama na Bahia
Ibotirama está localizado em: Brasil
Ibotirama
Localização de Ibotirama no Brasil
Mapa de Ibotirama
Coordenadas 12° 11' 06" S 43° 13' 15" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Barra (Bahia), Muquém de São Francisco, Paratinga, Oliveira dos Brejinhos e Morpará
Distância até a capital federal: 805 km

estadual: 652 km

História
Fundação 1732 (287 anos)
Emancipação 14 de agosto de 1958 (61 anos)
Aniversário 14 de agosto
Administração
Distritos
Prefeito(a) Claudir Terence Lessa Lopes de Oliveira (PT, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 1 391,232 km²
 • Área urbana  est. Embrapa[3] 1,633 km²
População total (IBGE/2019[4]) 26 927 hab.
 • Posição BA: 115º
Densidade 19,955 hab./km²
Clima tropical/semi-árido (BSh)
Altitude est. Embrapa[3] 419 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 47.520-000 a 47.520-999[1]
Indicadores
IDH (PNUD/2010[5]) 0,636 médio
 • Posição BR: 3378°
Gini (PNUD/2010[5]) 0,55
PIB (IBGE/2016[6]) R$ 337311
 • Posição BA: 88.º
PIB per capita (IBGE/2016[6]) R$ 12 150,11
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Guia
www.ibotirama.ba.io.org.br (Prefeitura)
camaraibotirama.ba.gov.br (Câmara)

Ibotirama é um município brasileiro no interior do estado da Bahia, Região Nordeste do país. Situa-se na microrregião de Barra e mesorregião do Vale São-Franciscano da Bahia localizando-se a uma distância de 652 quilômetros a oeste da capital estadual, Salvador. Ocupa uma área de aproximadamente 1 740,087 quilômetros e sua população no censo demográfico de 2010 era de 25 422 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o 114º mais populoso do estado e terceiro de sua microrregião.

Formada a partir de fazendas de gado do período colonial, Ibotirama foi fundada como arraial em 1732. Se desenvolveu dentro do território do município de Paratinga e foi a última cidade a se emancipar de sua anterior filiação. Desde que se tornou independente, em 1958, desenvolveu-se em áreas como comércio e turismo. Em termos rodoviários, é servida pelas rodovias BA-160 e BR-242. Localiza-se a 253 km de Barreiras, que é principal cidade da região oeste da Bahia.[7] Ibotirama conta com um Fórum de Justiça que comporta duas Varas - Vara Cível e Vara Criminal.

EtimologiaEditar

O nome Ibotirama, escolhido para batizar a cidade, é uma adaptação de origem tupi ao antigo nome do município ainda como distrito, Jardinópolis, por meio do Decreto Estadual nº 141, de 31 de dezembro de 1943.[8] O nome consiste na junção dos vocábulos indígenas mbotyra ("flor") e rama ("promissor, que vai ser, futuro").[9]

HistóriaEditar

A região à esquerda e direita do Rio São Francisco, no oeste baiano, do qual Ibotirama se localiza, era ocupada por várias populações indígenas, dentre elas os tamoios, cataguás, xacriabás, aricobés, tabajaras, amoipira, tupiná, ocren, sacragrinha e tupinambás.[10] Especificamente em Ibotirama, acredita-se que o grupo indígena predominante era formado por tuxás.[11]

Apesar de relatos e registros de presença portuguesa ao longo dos séculos XVI e XVII no território que, hoje, compreende a cidade, a colonização de fato só veio ocorrer com o processo de exploração capitaneado pelo latifundiário Antônio Guedes de Brito que recebeu, por sesmarias, terras que se tornaram o segundo maior latifúndio do Brasil-colônia. Brito, conhecido pelo desbravamento, foi também reconhecido pela extinção de grande parte desta população utilizando armas. Os indígenas restantes foram escravizados.[12]

Mais tarde, após sua morte, sua neta D. Joana da Silva Caldeira Pimentel Guedes de Brito tornou-se proprietária de várias fazendas herdadas pela família. Entre as propriedades de Joana, existia a Fazenda Bom Jardim, de onde surgiu o arraial de Bom Jardim. Era um dos pontos de passagem de boiadeiros e tropeiros que faziam a travessia do Rio São Francisco. Ali, encontravam um lugar para descansar, pois a fazenda localizava-se à margem esquerda do rio.[12][13]

Seu comércio e transporte fluvial se dava com várias regiões próximas. Além disso, a comunicação e interação entre parte da população de viajantes de Bom Jardim, Santo Antônio do Urubu de Cima e Santuário do Bom Jesus da Lapa, era fundamental no desenvolvimento e povoamento da região, através de rotas terrestres.[12] No ano de 1732, em documento de mapemento feito por Joaquim Quaresma Delgado, era mencionada a existência da fazenda.[13][14]

Até o século XX, o crescimento de Bom Jardim foi lento, e seu território fez parte de Paratinga. Na divisão administrativa que data de 1911, era considerado distrito do município. Em 1938, o nome de Bom Jardim foi mudado para Jardinópolis, topônimo que permaneceu até 1943, quando passou a se chamar Ibotirama.[15]

Conforme dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística feito em 1950, Ibotirama possuía destaque no território paratinguense, sendo que seu aglomerado urbano era equivalente à mais de 2 mil pessoas, valor que equivalia à metade da população urbana de Paratinga. Com isso, em 14 de agosto de 1958, a Lei nº 1029 determinou a criação do município de Ibotirama, com a inclusão do distrito de Boa Vista do Lagamar. Deraldino Lino de Souza, primeiro prefeito eleito da cidade em 1959, não chegou a exercer o cargo por ter morrido dias após a votação. Com isso, o primeiro chefe municipal a exercer o cargo foi Raulindo Araujo de Souza, o então presidente da Câmara dos Vereadores.[15][16]

GeografiaEditar

Localiza-se a uma latitude 12º11'06'' Sul e a uma longitude 43º13'15'' Oeste, estando a uma altitude de 419 metros. Situada na margem direita do rio São Francisco, é cortada pela BR-242, que liga Salvador (BA) a Brasília (DF). Tem um clima quente e temperado.

Possui uma área de 1 391,23 quilômetros quadrados. Ibotirama faz divisas com Muquem do São Francisco, Oliveira dos Brejinhos, Paratinga.

HidrografiaEditar

O Município de Ibotirama é banhado Rio São Francisco, que serve também de divisa da cidade e seu município vizinho.

DemografiaEditar

Sua população estimada em 2016 era de 27 762 habitantes.

Sua economia se baseia na agricultura, comércio e pesca.

ComércioEditar

Ibotirama possui um comércio bastante diversificado. Nos últimos anos, vem atraindo grandes redes de varejo do Brasil, como Paraíba, Casas Freire, Rede Smart, entre outras.

TurismoEditar

Apesar disso a cidade possui praças e avenidas arborizadas. Ficando conhecida na região pelo seu lindo Por do sol sobre a ponte do rio São Francisco. Alguns pontos turísticos do município:

  • Reserva particular do patrimônio nacional
  • Boqueirão do Oco
  • Poços do Mocó, Caatinguinha, Canoão, Perigo, Saltador
  • Gruta da Vereda

Estrutura urbanaEditar

Ibotirama é uma cidade bastante estruturada. A maioria dos bairros possuem pavimentação.

EducaçãoEditar

Ensino superior
  • Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC)
  • Ensino à Distância - EAD
    • UNEB
    • Universidade Norte do Paraná (Unopar)
Ensino fundamental
  • Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães (Colégio Modelo) – escola pública estadual
  • Colégio Estadual Marechal Castelo Branco - escola pública estadual

Segurança, violência e criminalidadeEditar

Existe em Ibotirama a 28ª Companhia Independente de Polícia Militar (28ª CIPM),CORPIN (Coordenadoria de Polícia Civil do Interior) e CIPE/SEMI-ARIDO (CAESA). Possuindo também a RENATRAN que desenvolve o serviço de fiscalização e já utiliza de notificações para doutrinar o trânsito municipal. A 28ª CIPM é atualmente comandada por um Major PM, sediada na avenida principal da cidade, a CIPM utiliza das modalidades de Policiamento Motorizado, Motopatulhamento e Policiamento Ostensivo a Pé, na defesa da comudidade Ibotiramense podendo contar ainda com PETO (Pelotão Especial tatico Operacional).

A Polícia Judiciária é a 24ª COORPIN (Coordenadoria de Polícia do Interior) e é sediada em Bom Jesus da Lapa com Delegacias Territoriais em Ibotirama, Paratinga, Muquém do São Francisco, Oliveira dos Brejinhos, Riacho de Santana, Boquira, Morpará, Brejolândia, Macaúbas, Ibipitanga, Carinhanha, Serra do Ramalho, Sítio do Mato, Feira da Mata, Santa Maria da Vitória.

TransporteEditar

  • Avião: a partir de Salvador e Brasília, existem voos diários para Barreiras (é o aeroporto comercial mais próximo de Ibotirama). No aeroporto alugam-se carros.
  • Estradas: saindo de Salvador de carro, via BR-324, pegar a BR-116 e a partir da ponte sobre o Rio Paraguaçu, a BR-242.
    • Ônibus: existem ônibus comerciais diariamente para Ibotirama. Há também outras opções de ônibus que vão para Barreiras, Brasília e Goiânia. Algumas empresas que atuam no município: Expresso Guanabara, Viação Itapemirim e Emtram.

CulturaEditar

No mês de agosto, acontece o Ibotifolia, carnaval fora de época local, realizado durante as comemorações do aniversário de emancipação política do município, ocorrida a 14 de agosto de 1958. Ao som de bandas e cantores locais (especialmente Axé, forró e pagode) e de expressão nacional, a festa atrai visitantes das cidades próximas e de antigos moradores que sempre retornam para prestigiá-la.

No mesmo período, acontecem o Festival de Música Popular de Ibotirama e o Festival de Poesia de Ibotirama, em que se apresentam compositores e poetas locais e também atrai artistas de outros municípios e estados. O FEMPI acontece oficialmente desde 1976, tendo, portanto, mais de trinta anos de história. O FEPI segue a tradição, com dez anos a menos que o festival de música.

Referências

  1. «CEP de cidades brasileiras». Correios. Consultado em 31 de julho de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Urbanização das cidades brasileiras». Embrapa Monitoramento por Satélite. Consultado em 30 de Julho de 2008 
  4. «estimativa_dou_2019.xls». ibge.gov.br. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  5. a b Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). «Perfil do município de Ibotirama - BA». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Consultado em 28 de dezembro de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  7. ioeste.com.br http://ioeste.com.br/barreiras-barreiras-cidade-polo-regional-por-wagner-pamplona/  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  8. Ferreira, Jurandyr Pires (1958). Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (PDF). 21. Rio de Janeiro: IBGE. p. 104-105 
  9. «Vocabulário Tupi-português das lições». Universidade de São Paulo. Consultado em 31 de julho de 2016. Arquivado do original em 7 de fevereiro de 2006 
  10. «Proposta Político-Pedagógica Institucional». Universidade Federal do Oeste da Bahia. 2014: 13 
  11. Salomão, Ricardo Dantas Borges. «Uma análise sobre o processo de territorialização, afirmação étnica e políticas indigenistas no caso dos índios Tuxá de Rodelas» (PDF). Universidade Federal Fluminense. 13 páginas. Consultado em 11 de abril de 2017. Arquivado do original (PDF) em 17 de abril de 2017 
  12. a b c Nogueira, Gabriela (2011). "Viver por si", viver pelos seus: Famílias e comunidades de escravos no "Certam de Sima do Sam Francisco" (1730-1790) (PDF) (Tese). Universidade do Estado da Bahia. Consultado em 29 de julho de 2016 
  13. a b Dutra, Nivaldo Osvaldo (setembro 2004). «Do Rio das Rãs ao Mangal - Comunidades Quilombolas do baixo médio São Francisco - Bahia» (PDF). Universidade Estadual de Campinas. XVII Encontro Regional de História – O lugar da História. 2 páginas. Consultado em 31 de julho de 2016 
  14. Neves, Erivaldo Fagundes (2011). «Caminho do ouro de boa pinta» (PDF). Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Associação Nacional de História - BA. 17 páginas. Consultado em 18 de abril de 2017 
  15. a b «Histórico - Ibotirama» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 3 de agosto de 2016. Arquivado do original (PDF) em 2 de agosto de 2016 
  16. Araújo, Carlos (2002). «Ibotirama e as canções de agosto» (PDF). 20 páginas. Consultado em 18 de março de 2017 

Ligações externasEditar