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Igreja Católica Bizantina Rutena

A Igreja Católica Bizantina Rutena, ou a Igreja Greco-Católica Rutena, é uma Igreja particular oriental sui iuris em comunhão com a Igreja Católica. Isto quer dizer que esta instituição, nunca abandonando as suas veneráveis tradições e ritos litúrgicos orientais, aceita a autoridade e primazia do Papa. Unida formal e oficialmente à Santa Sé em 1646, esta Igreja foi fruto de uma cisão ocorrida na Igreja Ortodoxa.

Atualmente, esta Igreja oriental católica conta com cerca de 600 mil fiéis, concentrados na sua esmagadora maioria nos EUA, na Ucrânia e na República Checa. O seu rito litúrgico é de tradição bizantina.

HistóriaEditar

Os católicos rutenos são descendentes daqueles que foram convertidos por São Cirilo e São Metódio no século IX. As suas raízes remontam para os rutenos que viviam na parte norte da cordilheira dos Cárpatos [1].

Os habitantes da região foram obrigados a se refugiarem nas montanhas pela invasão dos magiares no século X. Com a União de Uzhhorod em 1646, a Igreja Rutena, juntamente com a Igreja Greco-Católica Eslovaca, pôde reunir-se com o resto da Igreja Católica, mas sem ter que abandonar o seu rito bizantino e as suas tradições. Por isso, os bispos rutenos eram eleitos por um concílio composto por monges e por clérigos seculares. Depois de eleitos, precisam somente do reconhecimento e confirmação do Papa [2]

A região histórica da Igreja Rutena foi, em parte, incorporada na Checoslováquia depois da Primeira Guerra Mundial. A anexação da Checoslováquia à União Soviética, depois da Segunda Guerra Mundial, despoletou uma dolorosa perseguição dos católicos rutenos pelas autoridades comunistas. No entanto, desde o colapso do comunismo, a Igreja Católica Rutena tem assistido a um aumento do número de fiéis e sacerdotes na Europa de Leste [3][4].

AtualidadeEditar

Actualmente, a Igreja Greco-Católica Rutena é composta pela arquieparquia metropolitana sui iuris de Pittsburgh (EUA) [5] - que supervisiona e tem como sufragâneas as eparquias de Parma [6] (1969), Passaic [7] (1963) e Van Nuys (1981) -, pela Eparquia de Mukachevo na Ucrânia (fundada em 1771 e imediatamente sujeita à Santa Sé) [8] e pelo Exarcado Apostólico da República Checa (fundada em 1996 e imediatamente sujeito à Santa Sé).

A Igreja Rutena não tem ainda uma estrutura organizacional e hierárquica muito bem definidas, por causa do desejo de alguns dos sacerdotes e fiéis da Eparquia de Mukachevo de fazerem parte da Igreja Greco-Católica Ucraniana [8]. Por isso, o Arcebispo Metropolita de Pittsburgh, juntamente com o seu Concílio de Hierarcas [9], só tem jurisdição sobre os fiéis dos EUA, enquanto que os católicos rutenos da Ucrânia e da República Checa são governados, respectivamente, por um eparca e um exarca, que são directamente supervisionados pela Santa Sé. Aliás, o próprio Metropolita não é o Chefe da Igreja Rutena, sendo o eparca de Mukachevo o seu verdadeiro Chefe. Mas, este último só tem jurisdição sobre a eparquia de Mukachevo [3].

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Dreamwater Free Web Space». Consultado em 21 de julho de 2009. Arquivado do original em 25 de setembro de 2011 
  2. John Paul II 18 April 1996 Apostolic Letter
  3. a b Ruthenian Church
  4. Encyclopedia of Ukraine
  5. «Byzantine Catholic Metropolitan Church of Pittsburgh». Consultado em 21 de julho de 2009. Arquivado do original em 13 de maio de 2008 
  6. «Byzantine Catholic Eparchy of Parma». Consultado em 21 de julho de 2009. Arquivado do original em 22 de abril de 2008 
  7. «Byzantine Catholic Eparchy of Passaic». Consultado em 21 de julho de 2009. Arquivado do original em 17 de maio de 2008 
  8. a b Greek Catholic Eparchy of Mukachevo
  9. O Concílio de Hierarcas é semelhante ao Sínodo, mas com menos poder. Ver o artigo Rito oriental ou o Código dos Cânones das Igrejas Orien­­tais (CCEO) para mais informações

Ligações externasEditar