Abrir menu principal

Igreja da Misericórdia de Proença-a-Velha

Igreja da Misericórdia, Proença-a-Velha.
Igreja da Misericórdia: retábulo.

A Igreja da Misericórdia de Proença-a-Velha localiza-se na freguesia e povoação de Proença-a-Velha, no concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, em Portugal. É propriedade da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Proença-a-Velha.

HistóriaEditar

Terá erguida nos séculos XV ou XVI, acredita-se que sobre uma edificação anterior, eventualmente um "hospital" ou hospedaria, para peregrinos a caminho para Santiago.

O fato de a Irmandade da Misericórdia de Proença-a-Velha ter sido instituída em 1500, apenas dois anos após Leonor de Avis, Rainha de Portugal ter instituído a primeira Santa Casa de Misericórdia em Lisboa (1498), leva alguns estudiosos a acreditar que já existiria na povoação algum tipo de estrutura assistencial, a qual veio a ser substituída pela Misericórdia.

Em 1671 ter-se-á construído a capela lateral, a expensas do Dr. Domingos Gonçalves Robalo, para sua capela tumular e de sua esposa D. Leonor.

Foi primeiro administrador da capela o sobrinho de ambos, Jerónimo da Cunha Robalo, antepassado dos atuais condes de Proença-a-Velha, razão pela qual é conhecida por Capela dos Condes.

A Igreja e o Edifício da Misericórdia de Proença-a-Velha encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 67/97, publicado no Diário da República nº 301, de 31 de dezembro de 1997.

CaracterísticasEditar

No exterior, destacam-se os seguintes elementos:

  • a fachada principal, virada a oeste, com portal em arco de volta perfeita, sobre o qual se insere um óculo circular, com elementos decorativos, tendo por função permitir a entrada de luz para o coro-alto. No lado esquerdo, ergue-se o campanário.
  • o nicho do "1º Passo das Ladainhas", incorporado no exterior da fachada oeste, à direita da porta principal;
  • a "Varanda de Pilatos", inserida na parte superior do cunhal virado a sudoeste, com vista sobre o largo. É acedida através do coro-alto e foi instalada para servir nas cerimónias religiosas dos Domingos de Quaresma e na Semana-Santa;
  • a porta lateral, na fachada sul, com nicho e a inscrição "MISIRICORDIA";
  • gárgula de canhão em pedra na fachada virada a este;

No interior, por sua vez, destacam-se:

Contíguo à fachada lateral esquerda da Igreja, e ocupando uma área um pouco menor que esta, temos um edifício dividido internamente em dois pavimentos, onde terá funcionado o hospital da Misericórdia, desconhecendo-se a data em que deixou de ter essas funções.

No século XX essas instalações foram utilizadas, na parte virada a oeste, como casa de habitação do sacristão e, na parte este, como sacristia e sala dos 12, no andar inferior. No andar superior funcionou uma escola primária e, mais tarde, um posto médico.

No final do século XX, tendo em vista as comemorações dos 500 anos da Instituição, foram empreendidas obras de conservação por iniciativa da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais e da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, estando esse edifício hoje assim dividido: pavimento inferior, a este, sacristia e Sala dos 12; lado oeste, Casa Mortuária; pavimento superior, instalações administrativas e salas de arquivo e exposição.

Referências

  1. Na ficha do património (IPA PT020505110016) registam-se algumas imprecisões relativamente a esta capela: (a) refere-se o ano da construção como "1611", quando uma data inscrita na base da pilastra do lado direito da capela refere "1671"; (b) menciona-se ter sido construída por iniciativa dos condes de Proença-a-Velha, quando na realidade o foi por antepassados destes, uma vez que o condado foi instituído apenas em 1890; e (c) informa-se que Jerónimo da Cunha Robalo foi o "seu padroeiro administrador", quando na realidade foi o seu primeiro administrador.
  2. Na ficha do património (IPA PT020505110016) há uma imprecisão relativa a este painel, identificado como "Assunção de Cristo" quando, na realidade, retrata a "Assunção de Nossa Senhora". A ser Cristo a personagem central representada na pintura, seria a "Ascensão de Cristo" e não "Assunção".

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar