Ilha Grande de São Cristóvão

Ilha Grande de São Cristóvão
Geografia física
País  Brasil
 Sergipe
Localização Oceano Atlântico
Altitude média 0,5 m

A Ilha Grande de São Cristóvão é uma ilha brasileira situada estuário do rio Vaza-Barris, município de São Cristóvão, estado de Sergipe, próximo a sua desembocadura no oceano Atlântico.[1][2] A ilha está inserida na Área de Proteção Ambiental da Foz do rio Vaza-Barris, criada em 30 de março de 1990 pelo decreto estadual nº. 2795.[1]

HistóriaEditar

Colonizada pelos jesuítas e situada na região palco da colonização do estado de Sergipe,[3] a Ilha Grande possui uma capela cuja construção data de 1933. Tradicionalmente, são comemoradas festas populares nos meses de janeiro, como a Procissão do Bom Jesus dos Navegantes, em maio, a festa da Santa Cruz, padroeira da ilha, e a entrada do mês de junho, com a Festa do Samba de Coco. O Forró da Mangueira se realiza em data móvel durante o ano.

São Cristóvão possui há anos como entidade representativa social denominada «Associação dos Moradores e Amigos da Ilha Grande».

CaracterísticasEditar

 
O coqueiro abunda na ilha, onde é economicamente muito importante.

A ilha apresenta clima tropical quente e úmido, expressiva fauna estuarina e vegetação já antropizada, formada por mangueiras centenárias, que se misturam ao vasto coqueiral, incluindo-se também inúmeros exemplares de cajueiros, goiabeiras, genipapeiros e jaboticabeiras. A ilha tem como limites geográficos a leste o rio Paramopama,[3] ao sul a Barra da Ponta Grossa e o encontro das águas do rio Paramopamba e Vaza-barris, a oeste o rio Vaza-barris e o povoado Costa do Pau d'Arco, e a norte o município de Itaporanga d'Ajuda.

São Cristóvão detém uma população estimada em setenta pessoas, que vivem basicamente da pesca fluvial e pequena agricultura de subsistência baseada na produção de mangas, que ocorre entre os meses de dezembro até fins de abril. A comunidade já apresenta energia elétrica mas não saneamento básico. Seu único meio de transporte é o fluvial, que ocorre entre a ilha e o povoado de Pedreiras, no continente, distante da sede do município sete quilômetros por estrada de piçarra. Grande parte das habitações situa-se na parte leste. As grandes marés de março dividem a ilha em duas partes, ficando na extremidade oeste o lugarejo denominado Traipu, onde predomina uma vegetação composta em sua grande parte por coqueiros e mangabeiras.

Toda a área apresenta dois atracadouros: o primeiro construído pelo governo municipal, e consiste de uma pequena ponte com uma escada em sua extremidade; o segundo é um porto particular com acesso público que consiste de uma ponte tendo em sua extremidade um pier flutuante, o qual acompanha o nível das marés.[nota 1]

Notas

  1. Este segundo atracadouro é iniciativa particular da empresa Contadata.

Referências

  1. a b Marcelo Sousa (2004). «Estuário do rio Vaza Barris» (PDF). Instituto Amuirandê. Consultado em 1 de julho de 2014. Arquivado do original (PDF) em 11 de agosto de 2014 
  2. Antônio Carlos Sant'Ana Diegues (1994). An Inventory of Brazilian Wetlands. [S.l.]: IUCN. 215 páginas. ISBN 9782831702179 
  3. a b PESSOA, José; e PICCINATO, Giorgio (2007). Atlas de centros históricos do Brasil. [S.l.]: Casa da Palavra. 270 páginas. ISBN 9788577340804 
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