Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo

ordem honorífica brasileira

A Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo é uma antiga ordem honorífica brasileira, originada a partir da portuguesa Ordem Militar de Cristo, a qual por sua vez remonta à medieval Ordem de Cristo. Foi a segunda ordem imperial brasileira com mais titulares, logo atrás da Imperial Ordem da Rosa, e premiava tanto militares quanto civis.[1] Após o banimento da família imperial brasileira, a ordem foi mantida por seus membros em caráter privado, sendo seu Grão-Mestre e Soberano, o então Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Dom Bertrand de Orléans e Bragança.

Imperial Ordem de Cristo
Estrela da Grã-Cruz da Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Descrição
País Império do Brasil
Criação 7 de dezembro de 1822
Organização
Grão-Mestre Disputado:
Bertrand de Orléans e Bragança
Pedro de Bourbon de Orléans e Bragança
Graus Grã-Cruz
Comandante
Cavaleiro
Hierarquia
Fita Imperial Order of Christ (Brasil).gif

Criação e regulamentaçãoEditar

O caráter religioso da Ordem residia também na necessidade da propagação e manutenção da Religião de Cristo a fim de "trazer a fé católica os idólatras e gentios" que em grande número ainda existiam no país.

A Ordem de Cristo foi a condecoração mais concedida por D. João VI no Brasil, que a reformou no Rio de Janeiro em 5 de julho de 1809: 3635 hábitos, 442 comendas e 7 grã-cruzes num total de 4084 mercês. Já durante o reinado de D. Pedro I foram 2630 as ordens concedidas.

Foi conservada sob a autoridade papal do Papa Leão XII como ramo brasileiro da Ordem sob o imperador D. Pedro I em 15 de maio de 1827. A chancelaria que cuidava dos registros da ordem pertencia ao Ministério dos Negócios do Império do Brasil. Destituiu-se de seu caráter religioso e foi reformada pelo imperador D. Pedro II por meio de decreto de 9 de setembro de 1843 e a 7 de dezembro de 1861.

A Ordem consistia no imperador como grão-mestre e o herdeiro aparente era comendador-mor.

Foi extinta após a Proclamação da República no Brasil, juntamente com a maioria das ordens imperiais, a 24 de fevereiro de 1891.

Após o banimento da família imperial brasileira, a ordem foi mantida por seus membros em caráter privado, sendo seu Grão-Mestre e Soberano, o então Chefe da Casa Imperial do Brasil, o Príncipe Dom Bertrand de Orléans e Bragança.

CaracterísticasEditar

 
Condecoração de Comendador da Imperial Ordem de Cristo

InsígniaEditar

Grã-cruz
  • Anverso: estrela branca de cinco pontas bifurcadas e maçanetadas, assentada sobre guirlanda de ramos de café e fumo, pendente de coroa imperial. Ao centro, medalhão redondo branco, com cruz da Ordem de Cristo, bordada d'ouro.

Fita e bandaEditar

De cor vermelha, com duas orlas azuis.

GrausEditar

  1. Grã-Cruz (com o tratamento de Excelência e limitado a 12 recipientes)
  2. Dignitário
  3. Comendador
  4. Oficial
  5. Cavaleiro

Lista de grão-mestres da Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus CristoEditar

O Grão-Mestre e Soberano desta ordem é o descendente da família imperial brasileira visto como pretendente ao trono extinto deste país:

Ver tambémEditar

Referências

  1. POLIANO, Luís Marques. Heráldica, pág. 372. Ed. GRD. Rio de Janeiro, 1986.

BibliografiaEditar

  • POLIANO, Luís Marques. Heráldica. Ed. GRD. Rio de Janeiro, 1986.
  • POLIANO, Luís Marques. Ordens honoríficas do Brasil.

Ligações externasEditar


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