Iroqueses

grupo nativo norte-americano na região dos Grandes Lagos
Disambig grey.svg Nota: Se procura o helicóptero também conhecido por Huey, veja UH-1 Iroquois.

Os iroqueses (em inglês e francês:[1] Iroquois, pronunciado irocuá) ou Haudenosaunee foram um grupo nativo norte-americano que vivia em torno da região dos Grandes Lagos, primariamente no sul de Ontário, uma província do Canadá, e no nordeste dos Estados Unidos.

Iroqueses
Haudenosaunee
Flag of the Iroquois Confederacy.svg
Wah-Ta-Waso.jpg
Mulher iroquesa em 1898
População total

~ 125 000 (est. 2010)

Regiões com população significativa
 Estados Unidos ~ 80 000
 Canadá ~ 45 000
Línguas
Mohawk, Oneida, Onondaga, Cayuga, Seneca, Tuscarora, Inglês, Francês
Religiões

Sámi mythology shaman drum Samisk mytologi schamantrumma 086.png Xamanismoiroquês

Ichthus.svg Cristianismo
Etnia
Nativo americanos

HistóriaEditar

Os iroqueses de antigamente eram primariamente nômades. Até o século XVII, formavam o que é atualmente chamado de nação iroquesa. Atualmente, esta nação indígena é composta pelos povos seneca, cayuga, onondaga, oneida, mohawk e tuscarora, formando uma confederação distribuída entre o Canadá e os Estados Unidos (principalmente no Estado de Nova Iorque e na província de Quebec).

Os iroqueses foram estudados, no século XVIII, pelo missionário jesuíta Joseph François Lafitau, que chegou a conviver com eles. Sua obra, Mœures des Sauvages américains comparées aux mœurs des premiers temps, publicada em 1724, descreve os princípios básicos da sociedade iroquesa, principalmente em relação a sua matriarcalidade e matrilinearidade. Lafitau abordou também os ritos de casamento, os jogos, lazer, doenças, enterros, língua, caça, educação e a divisão de trabalho entre os iroqueses, enfocando seus estudos na religião. Para ele, os iroqueses possuíam a sua religião (diferentemente de pensadores anteriores, que afirmavam que os índios não tinham religião alguma), embora esta não fosse tão organizada quanto a católica. Diz que os iroqueses, embora possuíssem religião, eram desprovidos de leis e política. Mostra, também, que a religião dos nativos deturpava a verdadeira religião: o Catolicismo.

Ao estudar os iroqueses, Lafitau distinguiu características positivas (como a coragem) e negativas (como vingança e cobiça), inovando ao utilizar o método comparativo (embora não o tenha inventado) ao comparar os iroqueses aos heróis de Homero (na comunidade científica europeia da época, se idealizavam os gregos e romanos). Nesse sentido, Lafitau enaltecia os iroqueses, ao dizer que as construções náuticas desses povos eram parecidas, mas também os denegria, afirmando que a brutalidade dos heróis de Homero não se distinguia da ferocidade dos iroqueses, ferocidade esta que ele considerava como sendo inata. Mesmo assim, a importância se deu pelo fato de que Lafitau deixou os nativos mais humanos, diferentemente de pensadores anteriores (como Mandeville) que assemelhavam os nativos a monstros.

Economia iroquesaEditar

A Economia dos iroqueses se focaliza na produção comunal e ao sistema combinado de horticultura e de caçador-recolector. As tribos da Confederação Iroquesa e outras do norte do continente americano que compartilhavam idioma (iroqués), como o povo hurón, viviam na região que hoje é o Estado de Nova York e a Região dos Grandes Lagos. A Confederação Iroquesa compunha-se de seis tribos dantes da colonização européia da América. Mesmo não sendo iroquês, o povo hurón entrava no mesmo grupo linguístico e compartilhava economia com os iroqueses.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Peck, William (1908). History of Rochester and Monroe county, New York. [S.l.: s.n.] 12 páginas. Consultado em 4 de abril de 2009 
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