Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre Isabel Gonzaga, Duquesa de Urbino. Se procura a Duquesa de Mântua do mesmo nome, veja Isabel Gonzaga de Novellara.


Isabel Gonzaga (em italiano: Elisabetta Gonzaga; Mântua, 9 de fevereiro de 1523Ferrara, 28 de janeiro de 1526) foi uma nobre italiana famosa pela sua cultura e virtudes.

Isabel Gonzaga
Princesa de Mântua
Retrato de Isabel Gonzaga (c. 1504), atribuído a Rafael
Duquesa consorte de Urbino
1488 - 1508
Antecessor(a) Battista Sforza
Sucessor(a) Leonor Gonzaga
 
Marido Guidobaldo I de Montefeltro
Casa Gonzaga (por nascimento)
Montefeltro (por casamento)
Nome completo Isabella Gonzaga
Nascimento 9 de fevereiro de 1471
  Mântua, Ducado de Mântua
Morte 28 de janeiro de 1526 (54 anos)
  Ferrara, Ducado de Ferrara
Enterro Igreja de S. Francisco, Mântua
Pai Frederico I Gonzaga
Mãe Margarida da Baviera

Nascida na Família Gonzaga, era irmã de Francisco II Gonzaga, Marquês de Mântua e, por casamento, Duquesa de Urbino. Uma vez que o seu marido, o duque Guidobaldo I de Montefeltro, era impotente, Isabel não teve filhos , adoptando o sobrinho e herdeiro do seu marido, Francisco Maria I Della Rovere.

BiografiaEditar

Nascida em Mântua, Itália, era a segunda filha de Frederico I Gonzaga, Marquês de Mântua e de Margarida da Baviera. O seu irmão mais velho foi o Marquês Francisco II de Mântua.

Em 1489, casou com Guidobaldo I de Montefeltro, duque de Urbino. Guidobaldo era doente e impotente e o casal nunca teve descendência, mas Isabel sempre recusou o divórcio e tratou dele ao longo da sua doença.

A educação de Isabel levaram-na a uma vida na companhia de algumas das mais brilhantes mentes italianas de finais do século XV. A sua corte atraía escritores, artistas e estudiosos e as suas relações familiares permitiram-lhe contactar com figuras da política italiana do século XVI. Era cunhada de Isabel d'Este, influente patrono da Renascença e importante figura política.

Em 21 de junho de 1502 César Bórgia ocupou Urbino, colocando Guidobaldo em fuga e forçando Isabel a ficar Mântua, onde se encontrava de visita. Aí ficou até 1503, juntando-se depois ao marido em Veneza. O seu ducado foi-lhes devolvido em 1504. Como não tinham filhos adoptaram nesse mesmo ano Francisco Maria I Della Rovere, filho da irmã de Guidobaldo que, na altura, tinha catorze anos, assegurando, assim, a sucessão.[1]

Em 1506 Isabel acompanhou, com relutância, [Lucrécia Borgia]] na sua viagem a Ferrara, onde esta iria a casar com Afonso I d'Este. Uma testemunha descreve-a no casamento:

Ao entrar em Ferrara montava uma mula negra ornamentada com com veludo negro bordado com fios de ouro, e vestia um manto de veludo também em negro semeado com triângulos em ouro; num outro dia, no interior da residência, vestia um manto de veludo castanho, seguro com correntes de ouro massisso; noutra cerimónia, usava um vestido de veludo, sempre em negro, com riscas de ouro, um colar de joias e um diadema; e, num outro dia, usava uma túnica bordada com monogramas.[2]

Com a morte de Guidobaldo em 1508, aos 36 anos, Isabel continuou a viver em Urbino como regente do herdeiro ainda menor.[2]

Em 1509 Francisco Maria I casa-se com Leonor Gonzaga, sobrinha de Isabel, consolidando, assim, as relações entre o Ducado de Urbino e o de Mântua.[1]

Contudo, em 15 de junho de 1516 foi expulsa de Urbino pelo Papa Leão X, que pretendia atribuir o ducado ao seu sobrinho Lourenço II de Médici, chamado familiarmente Lorenzino. Juntamente com a sobrinha Leonor, e sem qualquer dinheiro, encontraram refúgio em Ferrara, onde Isabel morreu em 1526.

Referências culturaisEditar

Isabel Gonzaga foi imortalizada pelo escritor Baldassare Castiglione que, no seu trabalho de 1528, The Courtier (O Cortesão), baseou-se nas conversas e intervenções que teve com ela.[3]

Um retrato de Isabel, pintado entre 1504 e 1506, é atribuído a Rafael, encontra-se exposto nos Uffizi, em Florença.


Precedido por
Battista Sforza
   
Duquesa Consorte de Urbino

1488-1508
Sucedido por
Leonor Gonzaga


 
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ReferênciasEditar

  1. a b See Cambridge Companion to Raphael page 29
  2. a b Opdyke translation of the Book of the Coutier, Page 320 (note 12 to page 2)
  3. ver Finden pág. 35


BibliografiaEditar

Ligações ExternasEditar