Itapagipe

município brasileiro do estado de Minas Gerais
Disambig grey.svg Nota: Para a península homônima localizada em Salvador, veja Península de Itapagipe.

Itapagipe[nota 1] é um município na microrregião de Frutal, no estado de Minas Gerais, no Brasil. Sua população estimada em 2019 foi de 15.243 habitantes e sua área é de 1.802,438 km².[1] Localiza-se às margens do Rio Grande.

Itapagipe
  Município do Brasil  
Hino
Gentílico itapagipense
Localização
Localização de Itapagipe em Minas Gerais
Localização de Itapagipe em Minas Gerais
Mapa de Itapagipe
Coordenadas 19° 54' 32" S 49° 22' 51" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Municípios limítrofes Campina Verde, Prata, Comendador Gomes, Frutal, Paulo de Faria (SP), Riolândia (SP) e São Francisco de Sales
Distância até a capital 681 km
História
Fundação 27 de dezembro de 1948 (71 anos)
Aniversário 27 de dezembro
Administração
Prefeito(a) Benice Maia (PSDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 1 802,438 km²
População total (est. IBGE/2019[1]) 15 243 hab.
Densidade 8,5 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 420 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[2]) 0,788 alto
PIB (IBGE/2008[3]) R$ 227 733,476 mil
PIB per capita (IBGE/2008[3]) R$ 15 434,33

HistóriaEditar

O atual estado de Minas Gerais era habitado por índios do tronco linguístico macro-jê até a chegada dos bandeirantes, no século XVII[5]. Os primeiros habitantes não índios dessa terra instalaram-se na região conhecida como Serra da Moeda. Mas, com a doação da fazenda Lageado a Santo Antônio, uma igreja foi erguida às margens do córrego Lageado e, ali, em volta da capela, começaram a surgir as primeiras casas que dariam origem ao povoado de Santo Antônio do Lageado, hoje Itapagipe[6]. Isso atraiu também ex-escravos africanos, europeus, fora os índios que já por aqui viviam. Dessa mistura, surgiu Itapagipe, cujo povo é carregado de traços e costumes multirraciais.

Por volta de 1850, chega, à região onde hoje está o município,o desbravador Vicente Joaquim da Silva. Atraído pelas planícies às margens do rio Grande e pela qualidade da terra, ele ali se instala e funda uma fazenda.

Em 1880, chegou Antônio Gomes Sobreiro, "casado" com uma índia caiapó cujo nome não é conhecido, que veio para cá atraído pela fertilidade do solo, relevo plano e abundância de água.

Em 1880, doa terras para a fundação de um povoado, que nasce com o nome de Patrimônio de Santo Antônio do Lajeado. Oito anos mais tarde, inicia-se a construção da capela. Já neste século, o povoado torna-se distrito de Frutal, com o nome de Lajeado. O distrito do Lageado, hoje município de Itapagipe, foi emancipado em 27 de dezembro de 1948, tornando-se município[7].

GeografiaEditar

Sua população em 2010 era de 13 656 habitantes.[8] A área é de 1.802,438 km² e a densidade demográfica, de 8,5 habitantes por quilômetro quadrado.[1]

O municípios limítrofes são Campina Verde a noroeste e norte, Prata e Comendador Gomes a nordeste, Frutal a sudeste, os paulistas Paulo de Faria e Riolândia a sul e São Francisco de Sales a oeste.

ReligiãoEditar

Além da igreja matriz de Santo Antônio (padroeiro da cidade) de Itapagipe, possui também a capela de São Bom Jesus da Lapa. Ela foi construída por Manuel Ferreira Pinto, para pagar uma promessa. Contam que Manuel era alcoólatra e que, certa noite, sonhou com Bom Jesus da Lapa e este lhe teria dito que, se ele construísse uma igreja, sua vida mudaria. Assim foi feito. A capela foi inaugurada, com festa, em 1958.

Atualmente, foi construída a Igreja de Santa Rita de Cássia. Com ajuda de toda a comunidade e com grande influência do atual padre Antônio Ataliba.

Ver tambémEditar

Notas

Referências

  1. a b c d «IBGE Cidades - Panorama». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 17 de janeiro de 2020 
  2. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  4. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo. 3ª edição. São Paulo. Global. 2003. 463 p.
  5. Revista de história.com.br. Disponível em http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/o-ouro-vermelho-de-minas-gerais Arquivado em 24 de junho de 2013, no Wayback Machine.. Acesso em 13 de maio de 2013.
  6. http://www.itapagipe.mg.gov.br
  7. Secretaria da Cultura em: 1 de outubro de 1999 - http://www.itapagipe.mg.probrasil.com.br
  8. «Censo 2010 IBGE - População» (PDF). Censo 2010. IBGE.gov.br. Consultado em 9 de agosto de 2010 

Ligações externasEditar