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João de Faria Fialho

padre brasileiro do século XVII
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João de Faria Fialho
Nome completo João de Faria Fialho
Nascimento 1636[1]
Ilha de São Sebastião[1]
Morte 1712 (76 anos)[1]
Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso[1]
Ocupação padre
Principais trabalhos
  • Descoberta de ouro na região de Ouro Preto[2]
  • Fundação de Pindamonhangaba[2]
  • Fundação da Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso em Pindamonhangaba[2]
Religião Igreja Católica

João de Faria Fialho, natural da Ilha de São Sebastião (São Paulo), hoje Ilhabela, foi vigário de Taubaté e bandeirante. Era filho do capitão Thomé de Faria Sodré e sua esposa Maria Luiz Fialho, irmão de Antônio de Faria Sodré. Dirigiu uma expedição em 1698 responsável pela descoberta de ouro na região de Ouro Preto, em Minas Gerais.[1][2]

Sobre a bandeira deste padre, comentaria mais tarde José Rebelo Perdigão, secretário do governador Artur de Sá e Menezes:

«Com a mesma emulação» (refere-se a Bartolomeu Bueno de Siqueira) « fez sua tropa o padre João de Faria Fialho e em breve tempo descobriu o ribeirão do seu nome». (Assim sendo, seria nos córregos que descem portanto do Itacolomi), «porém como os que tinham mais armas e mais séquito eram sempre nestes descobrimentos os mais bem aquinhoados, determinaram-se os mal contentes a formarem novas Bandeiras. Uma destas descobriu ou socavou o ribeirão que chamou Bento Rodrigues, nome do cabo, de tanta grandeza que tiraram nele bateladas de 200 e 300 oitavas, e a mais, em proporção. E foi tanta a gente que concorreu que em 1697 valeu o alqueire de milho 64 oitavas e o mais na proporção.»

Data de 9 de novembro de 1703 um Relatório de Antônio Luiz Peleja, ouvidor geral de São Paulo, ao rei D. Pedro II em que cita o Padre: vigário de Taubaté, decidira unir-se em 1694 a uma das bandeiras que partia buscar ouro na região dos Campos gerais dos Cataguás. Teria descoberto, na região do Rio Grande e do Rio das Mortes, «três rios de pinta muito boa e geral de ouro de lavagem» e, anos depois, na região de Ouro Preto, o ribeiro aurífero que leva seu nome. Toda sua atividade de bandeirante, segundo Peleja, visava apenas fornecer rendas à paróquia nascente de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Pindamonhangaba, a três léguas de Taubaté, e seu vigário.

Tal carta de Peleja é o documento 2785-90 da Biblioteca Nacional de Lisboa, Arquivo de Marinha e descreve ela ainda que ainda em Pindamonhangaba um reinol, viajando para as Minas, recusara-se a vender fiado uma negra a um nacional da terra. Este, sem mais causa, atira-lhe com a espingarda e o mata, de dia, publicamente, em presença de muitos, dizendo: «Assim se ensinam os forasteiros». Começava a luta que terminaria na Guerra dos Emboabas: em todos os homens das bandeiras uma só alma vibra, o ódio aos estrangeiros os reduzia a uma só vontade, crescendo o amor do solo. Principio de desejo de autonomia ou para apenas garantir um patrimônio inestimável, nunca se saberá. Pela posse das Minas vão-se bater com a consciência de suas forças - é a primeira repulsa ao português, ao reinol.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e H. V. Castro Coelho. «Genealogia Paulistana - Título Farias Sodrés (Primeiras Gerações)» (PDF). Revista da ASBRAP (2): 139 - 151. Consultado em 7 de dezembro de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 19 de julho de 2018 
  2. a b c d Instituto Histórico, Geográphico e Etnográphico do Brazil (1872). Revista trimensal do Instituto Histórico, Geográphico e Etnográphico do Brazil: fundado no Rio de Janeiro. 35. Rio de Janeiro: Instituto Histórico, Geográphico e Etnográphico do Brazil. p. 270 
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