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Jorge Pinto (São Salvador, ? – São Salvador, 2 de abril de 1944), foi um jornalista salvadorenho, notabilizado por seu trabalho de resistência ao regime ditatorial vivido no seu país na década de 1940.

Histórico familiarEditar

O jornal Diario havia sido fundado em 5 de novembro de 1890 por Miguel Pinto, com o nome inicial de La Candela; com a compra em 1894 do jornal Siglo XX, mudou o nome para "El Latinoamericano até que, em 1903, novamente trocou de título para Diario Latino; existindo até os tempos atuais com o nome de Diario CoLatino, tem por lema "decano do periodismo salvadorenho".[1]

Com a morte de seu fundador em 1940, os três filhos deste - Miguel, Jorge e Antonio - passaram a dirigir o jornal; ali Jorge teve importante papel na modernização tecnológica do periódico, do qual também foi chefe da redação.[1] Já em 1923 ele introduzira no país a impressão a cores e uma linha editorial "centroamericanista", havendo inclusive apoiado as lutas de Sandino.[1]

Durante da ditadura de Maximiliano Hernández Martínez Jorge imprime uma linha opositora ao regime e, após publicar um manifesto em que pede por eleição e fim do estado de sítio, é encarcerado no começo de 1943 até sua soltura em 2 de abril de 1944: neste mesmo dia ele foi metralhado nas ruas e o ditador foi deposto.[1] Neste período, diante de dificuldades econômicas, Jorge e o irmão Miguel haviam transformado a companhia familiar em sociedade anônima, e graças ao seu casamento com a influente família Mealdi recebeu o aporte de capital de outras famílias da oligarquia salvadorenha.[1]

Jorge Pinto era pai de Jorge Pinto Mealdi que, em 1955, fundara o jornal oposicionista e concorrente El Independiente.[1][2] El Independiente foi empastelado pelo regime de exceção que voltara ao país nas décadas de 1970 e 1980, tendo incendiada sua sede e destruídos os equipamentos, além do assassinato de um jovem de dezesseis anos - Nicolás Chávez - que trabalhava ali como vigilante; após o ato, Jorge Pinto foi enviado ao exílio.[3] No mesmo ano de 1981 também El Diario sofreu um atentado.[2]

Referências

  1. a b c d e f Margot Vieytez Ruan (2013). «Evaluación del Papel del Estado y de la Prensa Escrita» (PDF). Universidad Centroamericana "Jose Simeón Cañas". Consultado em 8 de outubro de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 9 de outubro de 2018 
  2. a b EFE (5 de abril de 1981). «Otro periódico salvadoreño, destruido en un atentado». El País. Consultado em 8 de outubro de 2018 
  3. Víctor Regalado (17 de junho de 2014). «La fuerza de la palabra». ALAI - América Latina en Movimiento. Consultado em 8 de outubro de 2018. Cópia arquivada em 8 de outubro de 2018 
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