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José Avelino Gurgel do Amaral

Constituição brasileira de 1891, página da assinatura de José Avelino Gurgel do Amaral (décima terceira assinatura). Acervo Arquivo Nacional

José Avelino Gurgel do Amaral (Aracati, 10 de novembro de 1843Rio de Janeiro, 19 de julho de 1901) foi magistrado, jornalista e político brasileiro.

BiografiaEditar

Era filho do capitão Antônio Gurgel do Amaral e de Maria Joana de Lima Gurgel do Amaral. Eram seus irmãos o igualmente magistrado Augusto Gurgel do Amaral e Quitéria Dulcineia Gurgel do Amaral, esposa do médico Rufino Antunes de Alencar.

Começou os estudos preparatórios em Icó sob a direção do professor Simplício Delfino Montezuma; frequentou a Faculdade de Direito do Recife, onde recebeu o grau de bacharel, em 1864, e doutorou-se, em 1872, juntamente com José Austragésilo Rodrigues Lima e Pedro Beltrão. Os primeiros cargos que ocupou foram os de promotor público de Aquiraz e secretário da presidência de São Paulo. Mais tarde salientou-se no jornalismo e na política, tanto no regime monárquico quanto na república, representando o Ceará na Câmara dos Deputados por mais de uma vez. Fez parte da Assembleia Constituinte e esteve ao lado do marechal Deodoro da Fonseca por ocasião do golpe de Estado de 3 de novembro de 1891, sendo um dos que redigiram o manifesto com que o marechal procurou justificar a medida tomada. Deste fato originaram-se grandes atritos que o forçaram até a retirar-se por algum tempo para a Europa.

Foi cavaleiro da Legião de Honra da França e da Ordem de Santo André da Rússia.

Jornalista de pulso, redigiu em Fortaleza O Progressista, Jornal do Ceará e O Futuro, e no Rio de Janeiro, O Globo, O Cruzeiro, Vanguarda, Folha Nova, Brasil, Diário do Brasil, Correio Fluminense, Rio de Janeiro, O Constitucional, Diário do Comércio e O País. Ensaiou também o teatro, tendo escrito a peça As Aparências Iludem, encenada em março de 1875, em Fortaleza, espetáculo que destinava-se a beneficiar o Asilo de Alienados (hoje Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paulo), que o Visconde de Cauípe tratava de fundar.

Em 2 de fevereiro de 1866, casou-se com Augusta de Castro Meneses, filha do capitão de fragata Augusto César de Castro Meneses e de Maria Isabel Florim de Castro Meneses, a qual, porém, veio a falecer dois anos depois, em 31 de julho de 1868. Casou-se pela segunda vez com Eulália Ramos de Barros, filha do Barão de Nazaré, com quem teve três filhos, cujo primogênito foi Silvino de Barros Gurgel do Amaral, diplomata.

O próprio José Avelino faleceu com apenas 57 anos, depois de sofrer um ataque de apoplexia[1] Seu corpo foi sepultado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.[2]

ReferênciasEditar

  1. Portal da História do Ceará
  2. «Dr. José Avelino». memoria.bn.br. Jornal do Brasil. 21 de julho de 1901. Consultado em 11 de maio de 2018 
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