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José da Gama Carneiro e Sousa
Conde de Lumiares
Presidente do Conselho
de Ministros de Reino de Portugal Portugal
Período 10 de setembro de 1836 até 4 de novembro de 1836
Antecessor Duque da Terceira
Sucessor Marquês de Valença
(não empossado)
Visconde de Sá da Bandeira
(de facto)
Dados pessoais
Nome completo José Manuel Inácio da Cunha e Meneses da Gama e Vasconcelos Carneiro de Sousa Portugal e Faro
Nascimento 12 de janeiro de 1788
São José (Lisboa), Flag of Portugal (1750).svg Portugal
Morte 24 de outubro de 1849 (61 anos)
São José (Lisboa), Reino de Portugal Portugal
Nacionalidade Portugal Português
Progenitores Mãe: Maria do Resgate Carneiro Portugal da Gama Vasconcelos de Sousa e Faro, 3.ª condessa de Lumiares
Pai: Manuel Inácio da Cunha e Meneses
Esposa Luísa Henriqueta de Menezes Silveira e Castro
Partido Setembrista
Profissão Militar e político
Títulos nobiliárquicos
4.º conde de Lumiares 1823
15.º senhor do Vimieiro 1823

José Manuel Inácio da Cunha e Meneses da Gama e Vasconcelos Carneiro de Sousa Portugal e Faro, (Lisboa, 12 de Janeiro de 1788 — Lisboa, 24 de Outubro de 1849), 4.º conde de Lumiares e 15.º senhor de Vimieiro, foi brigadeiro dos reais exércitos portugueses e veador da Fazenda da casa da rainha D. Maria II, par do Reino, ministro de Estado, e presidente do Conselho de Ministros (cargo equivalente ao do actual primeiro-ministro de Portugal).

Índice

BiografiaEditar

José da Gama Carneiro e Sousa nasceu em Lisboa a 12 de Janeiro de 1788, filho do 3.º conde de Lumiares, Manuel Inácio da Cunha e Menezes (1742-1791) e de D. Maria do Resgate Carneiro Portugal da Gama Vasconcelos de Sousa e Faro (1771-1823).

Tendo-se alistado no Exército, combateu na Guerra Peninsular, e quando terminou a campanha, foi-lhe conferida a medalha com o algarismo n.º 3, e a de comando de Albuera.

Posteriormente, sendo coronel do Regimento de Infantaria n.º 1, foi no fim do ano de 1826 promovido a brigadeiro. Nesse mesmo ano, outorgada a Carta Cosntitucional, em foi feito par do Reino.

Tendo aderido ao partido liberal, foi vogal do supremo Conselho Militar que foi formado na ilha Terceira, depois comandante da brigada inglesa e dos voluntários nacionais no Cerco do Porto, e presidente do Conselho de Guerra permanente durante a duração daquele cerco.

Em 1836 foi escolhido para presidente do Conselho de Ministros, no gabinete que se organizou em seguida à revolução de Setembro, e nessa situação se conservou, acumulando também as pastas da guerra a da marinha, até ao movimento da Belenzada, em Novembro daquele ano de 1836.

Em 1837 foi eleito deputado substituto às Cortes pelo círculo de Lisboa, tendo prestado juramento a 25 de Janeiro de 1837. Foi esta a sua única passagem pela Câmara dos Deputados, mas teve uma longa carreira na Câmara dos Pares.

Entre 1835 e 1836 foi o 3.º Grão-Mestre interino do Oriente Saldanha ou Maçonaria do Sul.[1]

Casamento e DescendênciaEditar

O conde de Lumiares casou a 15 de Agosto de 1807 com D. Luísa Henriqueta de Menezes da Silveira e Castro, dama da rainha D. Maria I de Portugal e filha do 1.º marquês de Valada, D. Francisco de Menezes da Silveira e Castro.

Tiveram os seguintes filhos:

MorteEditar

 
Jazigo do Conde de Lumiares, no Cemitério dos Prazeres

Faleceu em Lisboa a 24 de Outubro de 1849, aos 61 anos, no palácio dos Condes de Lumiares sito na Travessa da Glória, Nº1, da freguesia de São José (Lisboa), onde nasceu, com a patente de marechal-de-campo. Foi a sepultar no dia seguinte ao jazigo de família no Cemitério dos Prazeres.

Referências

  • Maria Filomena Mónica (coordenadora), Dicionário Biográfico Parlamentar (1834-1910), vol. III, pp. 837–839, Assembleia da República, Lisboa, 2006 (ISBN 972-671-167-3).

Ligações externasEditar