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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com seu filho, Lúcio Volcácio Tulo, cônsul em 33 a.C..
Lúcio Volcácio Tulo
Cônsul da República Romana
Consulado 66 a.C.

Lúcio Volcácio Tulo (em latim: Lucius Volcatius Tullus) foi um político da gente Volcácia da República Romana eleito cônsul em 66 a.C. com Mânio Emílio Lépido. Lúcio Volcácio Tulo, cônsul em 33 a.C., e, possivelmente, o general Caio Volcácio Tulo, eram seus filhos.

CarreiraEditar

De convicções moderadas, Volcácio Tulo não pertencia nem à facção conservadora dos optimates e nem à facção progressista dos populares no Senado Romano e, por isto, jamais foi realmente relevante na política romana. Segundo Cícero[1], fracassou em sua eleição para edil[2], mas foi eleito pretor em 69 a.C.[3] e, possivelmente, curador das vias no ano seguinte[4] antes de ser eleito cônsul em 66 a.C.[5] com Mânio Emílio Lépido. Durante seu mandato, soube que Catilina iria tentar o consulado em 65 a.C.[6]. Como Públio Clódio Pulcro havia declarado sua intenção de processar Catilina por corrupção durante seu mandato como governador da África[7], Tulo, depois de se consultar com os principais senadores e com o apoio de Marco Licínio Crasso e Júlio César, recusou a aceitar a nomeação de Catilina para o consulado com tais acusações pendentes — veja Primeira Conspiração de Catilina[8]. Com a irrupção da Segunda Conspiração de Catilina, Tulo aprovou as medidas de Cícero contra os cúmplices de Catilina e discursou em favor de Cícero no Senado[2].

Em 56 a.C., Tulo apoiou o grupo que estava tentando conceder a Pompeu poderes especiais para tentar a restauração de Ptolemeu XII Auletes no Egito[2]. Dois anos depois, foi um dos consulares que apoiaram Marco Emílio Escauro em seu julgamento por extorsão[2].

Praticamente abandonou a política depois de seu consulado[2], Tulo tentou se manter distante quando o conflito entre Pompeu e Júlio César chegou num ponto crítico no final da década de 50 a.C.. Em janeiro de 49 a.C., propôs enviar emissários de paz a César para tentar reverter a crise[9] e, assim como muitos outros senadores, obedeceu às instruções de Pompeu e fugiu de Roma, mas retornou quando César convocou todos os membros Senado[10]. A partir daí, não participou mais da guerra civil e viveu pacificamente na Itália. Cícero, porém, lembra que ele era inimigo de Caio Cláudio Marcelo Menor, perdoado por César em 45 a.C.[2][11][12].

Ver tambémEditar

Referências

  1. Cícero, Pro Plancio 21
  2. a b c d e f Smith 1849, p. 1190.
  3. Broughton, pg. 130
  4. Broughton, pgs. 138-140
  5. Broughton, pg. 150; Smith, pg. 1190
  6. Holmes I, pg. 233
  7. Holmes I, pg. 234
  8. Broughton, pg. 150; Holmes I, pg. 234
  9. Holmes III, pg. 3
  10. Holmes III, pg. 41
  11. Cícero, In Catilinam I 6; Epistulae ad Atticum VII 3, 8, 9; VIII 15, IX 10, 19; X 3; XII 21; Philippicae II 5; Epistulae ad Familiares I 1, 2, 4 e IV, 4 § 4; Epistulae ad Quintum Fratrem II 1.
  12. Ascônio, In Scaur. pp. 28, ed Orelli

BibliografiaEditar