Laudatio Iuliae amitae

A laudatio Iuliae amitae é uma oração fúnebre bem conhecida que Júlio César fez em 68 a.C. para homenagear sua falecida tia Julia, a viúva de Marius. A introdução[1] desta laudatio funebris é reproduzida na obra Divus Iulius do historiador romano Suetônio:[2]

CitaçãoEditar

Quando questor, ele pronunciou as orações costumeiras da rostra em louvor de sua tia Julia e sua esposa Cornélia, ambas falecidas, e no elogio de sua tia ele falou nos seguintes termos de sua ascendência paterna e materna:

A família de minha tia Julia é descendente de reis de sua mãe e por parte de pai é semelhante aos deuses imortais. Pois os Marcii Reges remontam a Ancus Marcius, e os Iulii, a família da qual a nossa é um ramo, a Vênus. Nossa linhagem tem, portanto, ao mesmo tempo a santidade dos reis, cujo poder é supremo entre os homens mortais, e a pretensão de reverência que se liga aos deuses, que dominam os próprios reis.[3]

ReferênciasEditar

  1. A good indication for the introductory character is the reference to the name of the deceased, combined with exact ancestral relations. This pattern was reiterated by Nero at the beginning of his funerary oration for Claudius antiquitatem generis, consulatus ac triumphos maiorum enumerabat (Publius Cornelius Tacitus, Annals 13.3.1). However, whether Caesar's introduction hints at a Roman funerary custom to deliver a prooemium (προοίμιον), can't be concluded, since other supporting sources are missing. (Cp. also Sanctus Ambrosius episcopus Mediolanensis, De Excessu fratris Satyri 1.1: deduximus […] fratrem meum Satyrum). In favor of the introductory character: H. Graff, De Romanorum laudationibus commentatio, Dissertation, Dorpat 1862; F. Vollmer, "De funere publico Romanorum" in: Jahrbücher für classische Philologie, Supplement volume 19, 1893, pp. 321–364; W. Kierdorf: Laudatio funebris, Meisenheim am Glan 1980
  2. Suetonius, Julius 6 = ORF3 No. 121, fragment 29 = Caes. frg. 7 KLOTZ
  3. amítae méae Iûliae [dicr] A1 mâtérnum génus_ab rêgibus_órtum, [cl. heroica] B1 patérnum cum diîs_immortâlibus coniûnctum_(e)st. [cr + mol] A2 nam ab_Áncô Mârciô sunt Mârciî Rêgês, [cr + tr]
    quô nômine fuit mâter; [cr + tr]
    B2 â Vénere Iûliî, [cr?]
    cûius géntis família_(e)st nóstra. [cr + tr]
    est érgô_in génere
    A3 et sánctitâs rêgum, [cr + tr]
    quî plûrim(um)_ínter_(h)óminês póllent, [cr + tr]
    B3 et caerimônia deôrum, [cr + tr]
    quôr(um)_ípsî_(i)n potestâte sunt rêgês. [cr + tr]
    (comments by Karl Deichgräber: "Elegantia Caesaris—Zu Caesars Reden und 'Commentarii'". In: Gymnasium 57, 1950)