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Leme (bairro do Rio de Janeiro)

bairro nobre de classe alta e classe média alta da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, localizado na mesma dependência da praia de Copacabana
Leme
  Bairro do Brasil  
Praia do Leme
Praia do Leme
Leme.svg
Distrito Zona Sul[1]
Área
- Total 97,72 ha (em 2003)[1]
População
 - Total 14 799 (em 2 010)[1][2]
- IDH 0,955[3](em 2000)
Domicílios 7 399 (em 2010)
Limites Botafogo, Copacabana e Urca[4]
Subprefeitura Zona Sul[1]
Fonte: Não disponível

Leme é um bairro da zona sul do município do Rio de Janeiro, localizado na mesma dependência da praia de Copacabana.

Índice

EtimologiaEditar

O bairro deve seu nome a Pedro Leme, descendente de flamengos madeirenses que migraram ao Brasil no século XVI. Na Madeira existe ainda a Quinta do Leme do século XVI.

HistóriaEditar

 
Foto aérea do leme.
 
Leme, de Benno Treidler.
 
United Buddy Bears - Copacabana, Leme 2014
 
Avenida Atlântica, parte do Leme (1921) - Acervo Digital Afro-Brasileiro Flickr

No Império a região onde se encontram Leme e Copacabana era reduto de famílias que faziam piqueniques e passeios.[5] Por ficar numa área de difícil acesso, areal deserto, até o final do século XIX somente existiam na localidade o Forte Reduto do Leme, a pequena igreja de Nossa Senhora de Copacabana e algumas chácaras e sítios.[6]

A atração das famílias à área era tão grande que houve, entre 1892 e 1894, o primeiro loteamento, cuja primeira via aberta se chamaria Rua Gustavo Sampaio. A Empreza de Construcções Civís pertencente a Alexandre Wagner, Otto Simon e Theodoro Duvivier foi responsável pelo projeto.[6] As terras foram adquiridas a partir de 1873 pelo capitalista e empreendedor Alexandre Wagner, eram as chácaras: do Leme, do Sobral e do Boticário, que se estendiam Morro do Vigia até a atual Rua Siqueira Campos.[6]

A inauguração do Túnel Novo (ou do Leme), em 1906, levou a linha de bondes da Companhia Ferro-Carril Jardim Botânico ao bairro, na Praça do Vigia. No mesmo ano na orla do Leme e Copacabana foi concluída a Avenida Atlântica[6].

No Morro da Babilônia ainda havia chácaras, uma delas era pertencente a Wilhelm Marx, pai do paisagista Roberto Burle Marx.[6] E a ocupação de suas encostas se deu em 1915, alcançando seu auge a partir de 1934 quando foram criadas as Comunidades da Babilônia e do Chapéu Mangueira. Já no Morro do Leme situava-se o Forte Duque de Caxias, construído em 1776, sendo desativado em 1975. O bairro apresentava outras quatro estruturas militares, como: o Forte da Ponta da Vigia, o Forte da Ponta do Anel, o Forte Duque de Caxias e o Forte Guanabara.[6]

Nos anos 1950 e 60 a verticalização atinge o bairro, com a construção dos prédios dos hotéis Meridian da rede frances Le Méridien, rebatizado em 2009 como Windsor Atlântica Hotel, além de edifícios residenciais. Em 1971 houve a duplicação do calçadão.

 
Avenida Princesa Isabel.

AtualidadeEditar

O Leme é um bairro residencial, onde se situam os túneis Botafogo - Leme e o hotel Windsor Atlântica Hotel. Nesse local, era costume ocorrer uma cascata de fogos de artifício durante o Réveillon. Vários eventos esportivos ocorrem no bairro, como a chegada da Travessia dos Fortes.

Os índices de violência no bairro [7] levaram a ocupação, pela policia, dos morros do bairro (Babilônia e Chapéu Mangueira) no ano de 2009.[8]

Panorama da Praia do Leme e do bairro nobre.

Ver tambémEditar

Referências