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Lotário
Rei da Francia Ocidental
Reinado 12 de novembro de 954
a 2 de março de 986
Antecessor(a) Luís IV
Sucessor(a) Luís V
 
Esposa Ema da Itália
Descendência Luís V de França
Oto de França
Casa Carolíngia
Nascimento 941
Morte 2 de março de 986 (45 anos)
  Laon, França
Pai Luís IV de França
Mãe Gerberga da Saxônia
Religião Catolicismo

Lotário (9412 de março de 986) foi o Rei da Francia Ocidental de 954 até sua morte. Era filho de Luís IV e Gerberga da Saxônia.

Índice

BiografiaEditar

Acesso ao tronoEditar

Filho de Luís IV d'Além-mar e de Gerberga da Saxónia, sucede a seu pai e é sagrado a 12 de Novembro de 954 na Abadia Saint-Remi de Reims, pelo arcebispo Artaud. Segundo a vontade de seu pai, que o tinha associado ao trono em 952, Lotário descarta da sucessão o irmão mais novo Carlos, nascido durante o verão de 953. Em 954, à morte do rei Luís IV, pela primeira vez a tradição de partilha dos reinos francos entres seus filhos não se prevê. É uma novidade na sucessão real desde a fundação do reino dos Francos na época merovíngia[1].

O enfraquecimento do princípio hereditário em favor do benefício electivo consagrou o princípio unitário, a escolha repetida de reis fora da dinastia carolíngia, excluindo necessariamente essa prática de compartilhar, nascida apenas da hereditariedade.

Degradação das relações com o impérioEditar

Lotário reina sob a tutela de Hugo, o Grande duque dos Francos mas também sob a de seu tio Bruno de Colónia. Bruno de Colónia e os próximos de Lotário orientam a politica real em entendimento com o reino da Frância Oriental. Apesar da sua juventude, Lotárioquer reinar sozinho e assegurar a sua autoridade so os vassalos. Esta vontade e as circunstâncias vão conduzir a uma degradação das relações e depois a disputa com o reino da Frância Oriental.

Em 976, o imperador Otão II, havia excluído da sua herança paterna os condes Rainério IV de Mons e Lamberto I de Lovaina, o irmão de Lotário, Carlos junta-se com um exército que Hugo Capeto e Otão de Vermendois tinham feito marchar em socorro dos condes. Uma batalha, indecisa, ocorre em frente a Mons[2]. Lotário encoraja esta operação mas não intervém diretamente para ajudar o seu irmão.

Carlos conta aproveitar a operação para estabelecer a sua situação na Lotaríngia[1]. O seu interesse é então que se rompa o bom entendimento entre Lotário e a casa das Ardenas, muito poderosa na Lotaríngia à qual pertencem Adalberão de Reims e seu homónimo Adalberão. A casa das Ardenas é devolvida ao imperador e rei da Frância Oriental Otão II.

Em 977, Carlos acusa a esposa de Lotário, a rainha Ema de Itália, de infidelidade com o bispo de Laon Adalberão. O concílio de Sainte-Macre reunido em Fismes absolve os acusados, por falta de provas, mas Carlos, que mantinha os rumores, é perseguido por seu irmão. A família das Ardenas e a parte lotaríngia favorável ao entendimento com Otão II juntam todos os poderosos na corte do rei Lotário.

Otão II comete então uma maldade ao restituir o condado de Hainaut aos filhos de Rainério III e nomeia Carlos duque da Baixa-Lotaríngia, região correspondente à metade norte da Lotaríngia, distinta da Alta-Lotaríngia desde o fim dos anos de 950[1].

Guerra com o ImpérioEditar

 
Moeda de Lotário

Em agosto de 978, Lotário, assistido por Hugo Capeto e seu irmão Henrique da Borgonha, dirige uma expedição contra Otão II. Toma Aix-la-Chapelle, mas não Otão nem Carlos. Após deixar os seus guerreiros pilhar o palácio durante três dias, Lotário bate em retirada com o seu exército, não sem antes recolocar a águia de bronze que decorava a cúpula do palácio na direção original, face para este, contra o país saxónico, já que Otão I, o próprio de origem saxónica tinha-a voltado para oeste, para o reino da Frância Ocidental[1].

Em represália, Otão II, acompanhado de Carlos,envia a França em outubro de 978, vingança às regiões de Reims, Soissons e Laon. Lotário teve de fugir, e Carlos é proclamado rei dos Francos[3] em Laon pelo bispo Teodorico I, primo do imperador Otão I. Otão persegue Lotário até Paris, onde se encontra frente a frente com o exército de Hugo Capeto. A 30 de novembro de 978, Otão e Carlos, incapazes de manter Paris, levantam o cerco da cidade e dão meia volta. A hoste real persegue-os, recupera Laon, e obriga Otão II a fugir e a refugiar-se em Aix-la-Chapelle com Carlos, o rei que quis impor no Oeste.

Reaproximação com o impérioEditar

A união dos Francos contra o imperador saxónico por consequência remete para primeiro plano a família dos Robertianos na pessoa de Hugo Capeto, cujos contemporâneos constatam que serviu o rei Lotário com fidelidade[1]. A luta com o rei da Francia Oriental permite o reforço do poder de Hugo Capeto; durante este periodo, apodera-se em 980 de Montreuil em detrimento de Arnulfo II da Flandres.


  1. a b c d e Yves Sassier, , Paris, Fayard, 1995, 357 p. (ISBN 978-2-2130-1919-2, OCLC 468527028).
  2. Jean Le Mayeur, La gloire belgique : poème national en dix chants… [archive], Valinthout et Vandenzande, 1830, p. 304.
  3. Thérèse Charmasson, Anne-Marie Lelorrain, Martine Sonnet, Chronologie de l'histoire de France, 1994, p.  90, [lire en ligne [archive]].