Abrir menu principal
Louis Vierne
Louis Vierne, cerca de 1910
Informação geral
Nome completo Louis Victor Jules Vierne
Nascimento 8 de outubro de 1870
Local de nascimento Poitiers, França
Morte 2 de junho de 1937 (66 anos)
Local de morte Paris, França
Nacionalidade francesa
Ocupação(ões) compositor, organista e professor de música
Alma mater Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris
Prémios cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra em 1931.

Louis Victor Jules Vierne (Poitiers, 8 de outubro de 1870 - Paris, 2 de junho de 1937) foi um compositor, organista e professor de música francês. Foi um dos professores de Lili Boulanger.

BiografiaEditar

Louis nasceu em Poitiers, em 1870, quase totalmente cego por conta de uma catarata congênita. Ainda criança notou-se seu talento nato para a música.[1] Com apenas 2 anos de idade, ele ouviu uma música ao piano e ao final foi capaz de escrever as notas da canção.[2]

Depois de terminar a escola, ingressou no Conservatório de Paris. Em 1892, ele foi assistente do organista Charles-Marie Widor, na Igreja de São Sulpício, em Paris. Acabou tornando-se o principal organista da Catedral de Notre-Dame, de 1900 até sua morte em 1937.[2]

Sua vida não foi fácil. Sua catarata congênita o tornava quase que totalmente cego e isso refletia no tom de suas composições. Inicialmente, ele tinha ajuda de seu amigo Marcel Dupré para escrever suas músicas, mas anos mais tarde, conforme sua visão degenerou completamente, Louis precisou aprender braile. A separação e o subsequente divórcio de sua esposa, a morte de seu irmão, René e a morte de seu filho, Jacques, no fronte de batalha na Primeira Guerra Mundial.[1][2]

Enquanto foi organista de Notre-Dame, o órgão da igreja estava em péssimo estado e Louis chegou a fazer uma turnê pelos Estados Unidos a fim de levantar fundos para sua renovação. Apesar do sucesso, a viagem foi bastante cansativa fisicamente. Um acidente em Paris lhe fez quebrar a perna, que quase foi amputada. Apesar de ter mantido a perna, a recuperação foi muito difícil, o que prejudicou sua performance no órgão, obrigando-o a praticar por um ano a usar o pedal do instrumento novamente.[1][2]

Alguns de seus pupilos foram Augustin Barié, Edward Shippen Barnes, Lili Boulanger, Nadia Boulanger, Marcel Dupré, André Fleury, Isadore Freed, Henri Gagnebin, Gaston Litaize, Édouard Mignan, Émile Poillot, Adrien Rougier, Alexander Schreiner e Georges-Émile Tanguay.[1][2]

MorteEditar

Louis sofreu um AVC ou um infarto enquanto fazia um recital de órgão na Catedral de Notre-Dame, na manhã de 2 de junho de 1937.[3] Ele foi sepultado no Cemitério do Montparnasse.[2]

Referências

  1. a b c d Mark Swed (ed.). «Review: Louis Vierne's organ symphonies are a revelation». LA Times. Consultado em 25 de setembro de 2018 
  2. a b c d e f Luke W. Lockhart (ed.). «The Most Epic Death In Music History: Louis Vierne». The Odissey Online. Consultado em 25 de setembro de 2018 
  3. Christopher Houlihan (ed.). «Famous Last Notes: The Epic Death of Louis Vierne». Huffington Post. Consultado em 25 de setembro de 2014 

Ligações externasEditar