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Parábola do Juiz IníquoEditar

 
Parábola do Juiz Iníquo, um dos episódios de Lucas 18.
Entre 1881 e 1882. Manuscrito iluminado russo.
 Ver artigo principal: Parábola do Juiz Iníquo

Esta parábola, conhecida também como "Parábola da Viúva Inoportuna", só aparece em Lucas (Lucas 18:1-8) e conta a história de um juiz (que é, além de incompassivo, ateu) que é repetidas vezes abordado por uma pobre viúva em busca de justiça. Inicialmente, ele rejeita seus pedidos, mas acaba cedendo para se livrar de suas persistentes investidas. Ela demonstra a importância a importância da persistência da oração e ocorre imediatamente antes da Parábola do Fariseu e do Publicano, sobre o mesmo tema, e é similar ainda à Parábola do Amigo Inoportuno em Lucas 11 (Lucas 11:5-8).

Parábola do Fariseu e do PublicanoEditar

 
Parábola do Fariseu e do Publicano, um dos episódios de Lucas 18.
Afresco de Charles Varade & Jean Sarina na igreja de São José em Marselha, na França.
 Ver artigo principal: Parábola do Fariseu e do Publicano

Esta parábola, também exclusiva de Lucas (Lucas 18:9-14), conta a história de um fariseu obcecado por sua própria virtude que é contrastado[3] com um publicano que, humildemente, pede a Deus misericórdia. A história termina na conhecida frase em que Jesus diz «...porque todo o que se exalta, será humilhado; mas o que se humilha, será exaltado.» (Lucas 18:14).

Ela aparece imediatamente após a Parábola do Juiz Iníquo, que também trata da oração.

Venham a mim as criancinhasEditar

 Ver artigo principal: Venham a mim as criancinhas

Em outro trecho famoso, Jesus fala sobre as crianças:

«Traziam-lhe também as crianças, para que as tocasse; e os discípulos, vendo isto, repreendiam aos que as traziam. Mas Jesus, chamando-as para junto de si, disse: Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais; pois dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Aquele que não receber o reino de Deus como um menino, de maneira alguma entrará nele.» (Lucas 18:15-17)

Este trecho aparece ainda em Marcos 10 (Marcos 10:13-16) e Mateus 19 (Mateus 19:13-14). Jesus também fala de crianças em Mateus 18 (Mateus 18:1-6), Marcos 9 (Marcos 9:33-37) e Lucas 9 (Lucas 9:46-48).

Jesus e o jovem ricoEditar

 
Jesus e o jovem rico, um dos episódios de Lucas 18.
2010. Por Andrey Mironov.
 Ver artigo principal: Jesus e o jovem rico

Lucas 18:18-23 conta um episódio de Jesus que trata da vida eterna[4][5] e que aparece nos três evangelhos sinópticos: Mateus 19:16-30, Marcos 10:17-31 e Lucas 18:18-30. É nele que Jesus diz uma de suas mais famosas frases:

«Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Pois mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus.» (Lucas 18:24-25)

Com Deus, tudo é possívelEditar

 Ver artigo principal: Com Deus, tudo é possível

Ainda discursando para seus ouvintes, Jesus é perguntado sobre quem pode ser salvo, ao que Jesus famosamente responde que «O que é impossível aos homens, é possível a Deus!» (Lucas 18:27). Ele continua reafirmando as recompensas, no presente e na vida eterna, para os que se sacrificaram pelo Reino de Deus. Este trecho aparece nos três evangelhos sinóticos: Lucas 26:30, Mateus 19:27-30 e Marcos 10:28-31.

Jesus profetiza sua morte e ressurreiçãoEditar

 Ver artigo principal: Jesus profetiza sua morte

Pela terceira vez, Jesus profetiza sua morte, afirmando que, ao chegarem em Jerusalém, todas as profecias sobre o Filho do Homem se cumprirão. Ele será humilhado, açoitado, morto e ressuscitará no terceiro dia. Porém, segundo o relato de Lucas, «Eles, porém, nada disto entenderam; e o sentido destas palavras era-lhes oculto, e não percebiam o que ele dizia.» (Lucas 18:34).

Jesus curando o cego perto de JericóEditar

Os três evangelhos sinóticos falam de Jesus curando um cego "perto de Jericó" enquanto o grupo atravessava a cidade, pouco antes do início da Paixão. Em Marcos 10 (Marcos 10:46-52), um "Bartimeu" é citado. Em Mateus 20 (Mateus 20:29-34), são dois cegos curados, ambos sem nome. Finalmente, em Lucas 18:35-43, há somente um cego, que teria sido curado ainda durante a aproximação do grupo de Jesus à cidade de Jericó.

Este homem (ou homens) seria a segunda vez que Jesus curaria cego(s) em sua jornada a partir de Betsaida ("Jesus curando o cego de Betsaida") até Jerusalém, passando por Jericó[6]. É possível que Bartimeu tenha ouvido sobre a primeira cura e já soubesse da reputação de Jesus[7].

TextoEditar

O texto original deste evangelho foi escrito em grego koiné e alguns dos manuscritos antigos que contém este capítulo, dividido em 43 versículos, são:

Ver tambémEditar


Precedido por:
Lucas 17
Capítulos do Novo Testamento
Evangelho de Lucas
Sucedido por:
Lucas 19

Referências

  1. Halley, Henry H. Halley's Bible Handbook: an abbreviated Bible commentary. 23rd edition. Zondervan Publishing House. 1962. (em inglês)
  2. Holman Illustrated Bible Handbook. Holman Bible Publishers, Nashville, Tennessee. 2012. (em inglês)
  3. O fariseu e o publicano Arquivado em 20 de dezembro de 2013, no Wayback Machine. Portal Estudo Bíblico.
  4. Matthew for Everyone: Chapters 16-28 by Tom Wright 2004 ISBN 0664227872 p 47 (em inglês)
  5. The Bible Exposition Commentary: New Testament: Volume 1 by Warren W. Wiersbe 2003 ISBN 1564760308 p. 251 (em inglês)
  6. "Reflections: The blind Bartimaeus: Mark 10:46-52," October 24, 2009, The Manila Bulletin, The Manila Bulletin, citando 365 Days with the Lord, (St. Paul's, Makati City, Philippines);
  7. Phyllis Kersten, "What Bartimaeus wanted: Mark 10:46-52," Christian Century, Christian Century (em inglês)

BibliografiaEditar