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Manuel António dos Santos Lourenço

(Redirecionado de M. S. Lourenço)
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M.S. Lourenço
M.S. Lourenço, casa de Sintra
Nome completo Manuel António dos Santos Lourenço
Nascimento 13 de maio de 1936
Sintra, Portugal
Morte 1 de agosto de 2009 (73 anos)
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação Filósofo, Tradutor e Escritor
Principais trabalhos O Desequilibrista (1961), O Dodge e Ode a Upsala e Arte Combinatória (1971)
Prémios Prémio D. Dinis (1991)
Escola/tradição Philosophia mathematica, Leibniz
Principais interesses Filosofia da matemática
Lógica
Matemática
Filosofia da ciência
Filosofia austríaca
Página oficial
MSL

M. S. Lourenço (Sintra, 13 de Maio de 1936 - Lisboa, 1 de Agosto de 2009) foi um filósofo, tradutor e escritor português, e professor catedrático jubilado de Lógica e Filosofia da Matemática no Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Destacou-se também como teórico do Experimentalismo poético português.

BiografiaEditar

Manuel António dos Santos Lourenço licenciou-se, em 1963, com a tese A filosofia da matemática de Ludwig Wittgenstein. Entre 1965 e 1968 foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Fez os seus estudos pós-graduados em Oxford (Master of Arts) sob a orientação de Michael Dummett, durante a qual preparou a antologia O teorema de Gödel e a hipótese do contínuo (F. C. Gulbenkian, 1979) e uma tradução portuguesa das duas obras clássicas de Ludwig Wittgenstein, Tratado lógico-filosófico e Investigações filosóficas (F. C. Gulbenkian, 1987). Em 1980, doutorou-se na Universidade de Lisboa (em Letras) com a dissertação Espontaneidade da razão: A analítica conceptual da refutação do empirismo na filosofia de Wittgenstein (editada em 1986 pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda). Ocupou um cargo de Leitor de português nas Universidades de Oxford (1968-1971) e da Califórnia (Santa Bárbara, EUA; 1972-1975), leccionando depois (1976-1980) na Universidade do Estado de Indiana (EUA) e mais tarde (1983-1984) na Universidade de Innsbruck (Áustria). Foi ainda Fellow (1979-1980) no National Humanities Center(Chapel Hill, EUA). Entre 1999 e 2004 presidiu à Sociedade Portuguesa de Filosofia. A sua actividade de ensino foi quase exclusivamente preenchida com a divulgação da Filosofia da Matemática e da Lógica. M. S. Lourenço foi, do seu casamento com Manuela Lourenço (1937-1998), pai da bailarina Catarina Lourenço (1965-) e do helenista, ensaísta e professor universitário Frederico Lourenço (1963-); e, do casamento com Sylvia Wallinger (1948-), pai de Leonora Wallinger Lourenço (1981-2001). Foi ainda detentor das seguintes Ordens: Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e Cruz de Honra de I Classe da República da Áustria.

Após uma luta prolongada contra o cancro, Manuel S. Lourenço faleceu no dia 1 de Agosto de 2009, na companhia dos familiares mais próximos.

ObraEditar

LiteraturaEditar

  • O desequilibrista, 1960.
  • O doge, 1962.[1]
  • Ode a Upsala ou Aria detta la Frescobalda, 1964.
  • Arte combinatória, 1971.
  • Wytham Abbey, 1974 (poesia).
  • O homem como planta no Auto da Alma de Gil Vicente, 1977.
  • Pássaro paradípsico, 1979.[2]
  • O doge, 1998, edição revista e aumentada.
  • Nada brahma, 1991.
  • Os degraus de Parnaso, 1991 (1.ª edição). Obra com a qual ganhou o Prémio D. Dinis da Casa de Mateus, em 1991.
  • Os degraus de Parnaso, 2002 (2.ª edição integral).
  • O caminho dos Pisões, 2009. A obra poético-literária reunida de M.S. Lourenço (preparada ainda em vida do autor) foi editada por João Dionísio para a Assírio & Alvim[ligação inativa]. Esta obra foi lançada no dia 28 de Outubro às 18h30, na sala 5.2 da Faculdade de Letras (UL); participantes: Fernando Martinho, Miguel Tamen e João Dionísio.

TraduçãoEditar

LógicaEditar

  • Espontaneidade da razão: a analítica conceptual da refutação do empirismo na filosofia de Wittgenstein, 1986.
  • Teoria clássica da dedução, 1991.
  • A cultura da subtileza: aspectos da filosofia analítica, 1995.
  • Estruturas lógicas de primeira ordem, 2003.
  • Os elementos do programa de Hilbert, 2004.
  • Acordar para a lógica matemática, 2006.[5].
  • Fundamentos da matemática, 2008-2009; 13 artigos publicados sob o pseudónimo 'gribskoff' na enciclopédia online de matemática PlanetMath (aqui).

Notas

  1. O livro está assinado por 'Arquiduque Alexis-Christian Von Rätselhaft Gribskov' (tradução de M.S. Lourenço).
  2. O poema foi ilustrado por Mário Cesariny.
  3. Co-traduzido com o poeta Raul de Carvalho.
  4. A tradução parcial (a primeira página) de Finnegans wake foi publicada na revista O tempo e o modo, nº 57/58, pp. 243-244. M.S. Lourenço aborda dois problemas acerca da tradução de Finnegans Wake: "Finnegans Wake em Português", 1969; in Colóquio/Letras, nr. 23, Jan. 1975 (aqui).
  5. O livro contém uma bibliografia comentada pelo autor, "Os meus clássicos".

Ligações externasEditar

ObituáriosEditar