Manuel de Almada

Manuel de Almada (Lisboa, c. 1500 — Lisboa, 2 de Outubro de 1580[1]) foi o 4.º bispo de Angra, tendo governado a diocese de 1564 a 1567. Durante a crise da sucessão que se seguiu à morte do cardeal-rei D. Henrique foi um dos poucos prelados que apoiou o Prior do Crato.

Manuel de Almada
Nascimento 1500
Lisboa
Morte 2 de outubro de 1580
Lisboa
Cidadania Portugal
Ocupação padre
Religião Igreja Católica

BiografiaEditar

Nasceu em Lisboa, filho de Gil Alvarez[2] ou de Gil Gonçalves e de sua mulher Isabel de Almada, uma família da aristocracia.[3] Destinado à vida sacerdotal, foi ordenado padre muito cedo.

Foi doutor em Cânones pela Universidade de Coimbra, tendo exercido diversos cargos eclesiásticos, entre os quais o de Desembargador dos Agravos, chantre da Sé de Lisboa, inquisidor e deputado da Mesa da Consciência e conservador das Ordens Militares. Foi também governador da Relação do Porto.

Aquando do casamento da princesa D. Maria de Portugal com Alessandro Farnese, Duque de Parma e Piacenza, no ano de 1555, integrou o grupo de nobres que a acompanhou a Bruxelas.

Foi também capelão-mor de D. Catarina de Áustria, viúva do rei D. João III de Portugal.

Em 1564 o cardeal Henrique de Évora, regente em nome do rei D. Sebastião de Portugal, apresentou Manuel de Almada para prelado da Diocese de Angra, no qual foi confirmado pela Santa Sé. Sagrado bispo, tomou posse da sua diocese por procuração, nunca nela entrando. Governou por meio de uma junta por ele nomeada e composta de três membros do cabido.

Ao ser feito confessor da rainha renunciou ao bispado de Angra a 26 de Setembro de 1567, tendo antes tentado que o açoriano Dr. Gaspar Frutuoso aceitasse o governo da diocese como vigário-geral, o que não conseguiu. A ela, dedicou a sua obra escrita «Adversus Epistulam Gualteri Hadonni Serenissima Regina Anglia a Supplicum Libelis contra Reverendi P. Hyronimi Oforii Lusitani Episcopi Silversis epistolam nuper editam»[4].

Durante este episcopado começaram a ter aplicação nos Açores as decisões do Concílio de Trento.

Jaz sepultado na Sé Catedral de Lisboa.[5]

Referências

Ligações externasEditar