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Martim Leme (Lisboa - Bruxelas, 27 de Março de 1487) foi um nobre flamengo e português.

FamíliaEditar

Filho de Maarten (Martim) Lem, Cavaleiro Nobre e rico da Cidade de Bruges, donde era natural, que teve de sua mulher Joana Barroso, casados em Lisboa e falecidos ambos em Bruges, Willem (Guilherme) Lem, casado com Catharina (Catarina) …, falecida em 1383, Maarten (Martim) Lem e Carl (Carlos) Lem, Almirante de França. Neto paterno de Willem Lem e de sua mulher Claartje (Clara) van Beernem, natural de Beernem, ambos casados e falecidos em Bruges.[1][2]

O apelido na Flandres é Lem, cuja pronúncia se manteve em Portugal pela adição dum e final. As Armas dos Leme, usadas na Flandres e em Portugal, são: de prata, com três merletas de negro; timbre: uma merleta do escudo.[3]

BiografiaEditar

Martim Lem, filho mais velho, sucedeu na Casa e nos Feudos paternos. Mostrou-se tão admirador de Portugal que desejou contribuir para a Expedição de D. Afonso V de Portugal contra os Infiéis, para o que aparelhou uma urca à sua custa, na qual mandou seu filho António Leme com vários homens de lanças e espingardas para com ele servirem. Embora as notícias da família assim o refiram, parece, porém, que este Martim Lem veio para Portugal com o fim de comerciar, estabelecendo-se em Lisboa com grande negócio e a quem D. Afonso V tomou por Escudeiro Fidalgo da sua Casa em agradecimento de ter mandado armar à sua custa uma embarcação em que seu filho com gente de armas o foi servir em África.[4]

DescendênciaEditar

Martim Lem não casou, mas teve com Leonor Rodrigues os seguintes filhos naturais: Luís Leme, legitimado com todos os seus irmãos em 1464 por D. Afonso V, a pedido do pai, a quem se chama Flamengo Honrado, Escudeiro e Mercador em Lisboa; Martim Leme, Gentil-Homem da Casa do Imperador Maximiliano I; António Leme, que passou a África a servir na Guerra contra os mouros, por ordem de seu pai, como se referiu acima, e se encontrou na Tomada de Arzila e na Tomada de Tânger no ano de 1463, por cujos serviços o Rei o fez Fidalgo de sua Casa, donde passou para a de seu filho, o Príncipe D. João, quando lhe pôs casa, que teve Confirmação das Armas paternas por Carta de 12 de Novembro de 1471, e se recebeu com Catarina de Barros, filha de Pedro Gonçalves da Câmara, "o da Clara" e de sua mulher Isabel de Barros, de quem descendem os Leme da Ilha da Madeira, e cujas Armas, usadas por si e seus descendentes, conforme a Carta do Rei D. Afonso V, diferençadas das de seu pai para as poder usar sem diferença do filho, mas como Chefe de Linhagem, são: de ouro, com cinco merletas de negro, postas em sautor; timbre: uma aspa de ouro, carregada de uma merleta de negro; Rodrigo Leme, sem geração; Catarina Leme, que se casou com Fernão Gomes da Mina, com geração; e Maria Leme, casada em Lisboa com Martim Dinis da Beira, com geração.[4][5]

Ligações ExternasEditar

Referências

  1. "Armorial Lusitano", Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 3.ª Edição, Lisboa, 1987, p. 301
  2. "Genealogia Paulistana", Luiz Gonzaga da Silva Leme, Vol. II, p. 179
  3. "Armorial Lusitano", Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 3.ª Edição, Lisboa, 1987, p. 302
  4. a b "Armorial Lusitano", Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 3.ª Edição, Lisboa, 1987, pp. 301 e 302
  5. "Genealogia Paulistana", Luiz Gonzaga da Silva Leme, Volume II, p. 179