Massacre dos siques em 1984

Massacre dos siques em 1984 foi uma série de pogroms [1][2][3][4] contra os siques na Índia, por multidões antissique, em resposta ao assassinato de Indira Gandhi por seus guarda-costas siques. Houve mais de 8000 mortes[5], incluindo 3.000 em Deli. [3] O Departamento Central de Investigação, a principal agência de investigação indiana, é da opinião de que os atos de violência foram organizados com o apoio das autoridades policiais e do governo central de Deli, então liderado pelo filho de Indira Gandhi, Rajiv Gandhi.[6] Rajiv Gandhi foi empossado como primeiro-ministro após a morte de sua mãe e, quando perguntado sobre os tumultos, disse que "quando uma grande árvore cai, a terra treme." [7]

Durante a emergência indiana imposta por Indira Gandhi em 1970, milhares de siques em campanha por um governo autônomo foram presos. [carece de fontes?] A violência esporádica continuou como resultado de um grupo separatista armado sique ser designado como uma entidade terrorista pelo governo indiano. Em junho de 1984, durante a Operação Estrela Azul, Indira Gandhi ordenou que o exército indiano atacasse o Templo Dourado e eliminasse todos os insurgentes, uma vez que tinha sido ocupado pelos separatistas siques que estavam estocando armas. Mais tarde, operações pelas forças paramilitares indianas tiveram início para expulsar os separatistas do interior do estado de Panjabe. [8]

A violência em Delhi foi desencadeada pelo assassinato de Indira Gandhi, primeira-ministra da Índia, em 31 de outubro de 1984, por dois de seus guarda-costas siques, em resposta a suas ações que autorizaram a operação militar. O governo indiano informou 2.700 mortes no caos que se seguiu. Na sequência dos tumultos, o governo indiano informou que 20.000 haviam fugido da cidade, no entanto a União Popular pelas Liberdades Civis informou "pelo menos" 1.000 pessoas deslocadas. [9] As regiões mais atingidas foram os bairros siques em Nova Deli. Organizações de direitos humanos e jornais em toda a Índia acreditam que o massacre foi organizado. [3][6][10] O conluio de autoridades políticas nos massacres e o fracasso do Poder Judiciário para punir os assassinos indispuseram os siques normais e reforçaram os apoios ao movimento do Calistão. [11] O Akal Takht, o corpo religioso dirigente do Siquismo, considera os assassinatos como sendo um genocídio. [12]

Em 2011, a Human Rights Watch informou que o governo da Índia tinha "ainda que julgar os responsáveis ​​pelos assassinatos em massa". [13] Os vazamentos de telegramas diplomáticos pelo WikiLeaks em 2011 revelaram que os Estados Unidos estavam convencidos da cumplicidade do governo indiano dirigido pelo Partido do Congresso Nacional Indiano nos motins, e denominou-o como "oportunismo" e "ódio" do governo do Congresso contra os siques. [14][15] Os Estados Unidos recusaram-se a reconhecer os distúrbios como um genocídio, mas reconhecem que "graves violações dos direitos humanos" de fato ocorreram. [16] Também em 2011, um novo conjunto de valas comuns foram descobertas em Hariana, e a Human Rights Watch informou que "os ataques generalizados antissique em Hariana foram parte dos mais vastos ataques de vingança" na Índia. [17]

Referências

  1. State pogroms glossed over. The Times of India. 31 December 2005.
  2. «Anti-Sikh riots a pogrom: Khushwant». Rediff.com 
  3. a b c Bedi, Rahul (1 de novembro de 2009). «Indira Gandhi's death remembered». BBC. Cópia arquivada em 2 de novembro de 2009. The 25th anniversary of Indira Gandhi's assassination revives stark memories of some 3,000 Sikhs killed brutally in the orderly pogrom that followed her killing 
  4. Nugus, Phillip (primavera de 2007). «The Assassinations of Indira & Rajiv Gandhi». BBC Active 
  5. Delhi court to give verdict on re-opening 1984 riots case against Congress leader Jagdish Tytler
  6. a b «1984 anti-Sikh riots backed by Govt, police: CBI». IBN Live. 23 de abril de 2012 
  7. «1984 anti-Sikh riots 'wrong', says Rahul Gandhi». Hindustan Times. 18 de novembro de 2008 
  8. Charny, Israel W. (1999). Encyclopaedia of genocide. [S.l.]: ABC-CLIO. pp. 516–517. ISBN 978-0-87436-928-1 
  9. Mukhoty, Gobinda; Kothari, Rajni (1984), Who are the Guilty ?, People's Union for Civil Liberties 
  10. Swadesh Bahadur Singh (editor of the Sher-i-Panjâb weekly): "Cabinet berth for a Sikh", Indian Express, 31 May 1996.
  11. Watch/Asia, Human Rights; (U.S.), Physicians for Human Rights (maio de 1994). Dead silence: the legacy of human rights abuses in Punjab. [S.l.]: Human Rights Watch. p. 10. ISBN 978-1-56432-130-5 
  12. «1984 riots were 'Sikh genocide': Akal Takht – Hindustan Times». Hindustan Times. 14 de julho de 2010. Cópia arquivada em 17 de julho de 2010 
  13. World Report 2011: India (PDF). [S.l.]: Human Rights Watch. 2011. pp. 1–5. Cópia arquivada (PDF) em 30 de janeiro de 2011  C1 control character character in |páginas= at position 3 (ajuda); |deadurl= e |urlmorta= redundantes (ajuda)
  14. «US saw Cong hand in Sikh massacre, reveal Wiki leaks – Times of India». Indiatimes. 6 de maio de 2011 
  15. «Cable Viewer». WikiLeaks. Arquivado do original em 27 de abril de 2011  |deadurl= e |urlmorta= redundantes (ajuda)
  16. «US refuses to declare 1984 anti-Sikh riots in India as genocide». Washington: CNN-IBN. Press Trust of India. 2 de abril de 2013 
  17. «India: Bring Charges for Newly Discovered Massacre of Sikhs». Human Rights Watch. 25 de abril de 2011. Cópia arquivada em 11 de julho de 2011 

BibliografiaEditar

  • Singh, Parvinder (maio de 2009). 1984 Sikhs’ Kristallnacht (PDF). [S.l.]: Ensaaf. Consultado em 4 de novembro de 2010. Arquivado do original (PDF) em 26 de julho de 2011 
  • Rao, Amiya; Ghose, Aurobindo; Pancholi, N. D. (1985). Truth about Delhi violence: report to the nation. India: Citizens for Democracy. Consultado em 30 de julho de 2010 
  • Kaur, Jaskaran; Crossette, Barbara (2006). Twenty years of impunity: the November 1984 pogroms of Sikhs in India (PDF) 2nd ed. Portland, OR: Ensaaf. ISBN 978-0-9787073-0-9. Consultado em 4 de novembro de 2010 
  • Cynthia Keppley Mahmood. Fighting for Faith and Nation: Dialogues With Sikh Militants. University of Pennsylvania Press, ISBN 978-0-8122-1592-2.
  • Cynthia Keppley Mahmood. A Sea Of Orange: Writings on the Sikhs and India. Xlibris Corporation, ISBN 978-1-4010-2857-2
  • Ram Narayan Kumar et al. Reduced to Ashes: The Insurgency and Human Rights in Punjab. South Asia Forum for Human Rights, 2003. Report
  • Joyce Pettigrew. The Sikhs of the Punjab: Unheard Voices of State and Guerrilla Violence. Zed Books Ltd., 1995.
  • Anurag Singh. Giani Kirpal Singh’s Eye-Witness Account of Operation Bluestar. 1999.
  • Patwant Singh. The Sikhs. New York: Knopf, 2000.
  • Harnik Deol. Religion and Nationalism in India: The Case of the Punjab. London: Routledge, 2000
  • Mark Tully. Amritsar: Mrs Gandhi's Last Battle. ISBN 978-0-224-02328-3.
  • Ranbir Singh Sandhu. Struggle for Justice: Speeches and Conversations of Sant Jarnail Singh Bhindranwale. Ohio: SERF, 1999.
  • Iqbal Singh. Punjab Under Siege: A Critical Analysis. New York: Allen, McMillan and Enderson, 1986.
  • Paul Brass. Language, Religion and Politics in North India. Cambridge: Cambridge University Press, 1974.
  • PUCL report "Who Are The Guilty. Link to report.
  • Manoj Mitta & H.S. Phoolka. When a Tree Shook Delhi (Roli Books, 2007), ISBN 978-81-7436-598-9.
  • Jarnail Singh, 'I Accuse...' (Penguin Books India, 2009), ISBN 978-0-670-08394-7
  • Jyoti Grewal, 'Betrayed by the state: the anti-Sikh pogrom of 1984' (Penguin Books India, 2007), ISBN 978-0-14-306303-2

Ligações externasEditar


  • Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «1984 anti-Sikh riots».