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Mesquita de Al-Aqsa
al-Masjid al-Aqṣā
Mesquita de Al-Aqsa
Estilo dominante Islâmico
Religião Islão (PT); Islã (BR)
Geografia
País Israel
Local Cidade Antiga, Jerusalém
Coordenadas 31° 46′ 34,44″ N, 35° 14′ 07,65″ L

A Mesquita de Al-Aqsa situa-se na cidade de Jerusalém, capital do Estado de Israel, mais concretamente na área da Cidade Antiga, na parte sul do Haram al-Sharif (o "Nobre Santuário"), terceiro local sagrado para o islão, depois de Meca e Medina. O local também é sagrado para o Judaísmo e é denominado Har ha-Bayit, ou seja, o Monte do Templo. É a maior mesquita da capital israelense, tendo capacidade para receber cerca de cinco mil pessoas.

Índice

NomeEditar

O nome Mesquita de Al-Aqsa traduz-se como "a mesquita distante" e alude a uma passagem do Alcorão na qual se descreve uma viagem nocturna do profeta Muhammad (Maomé) desde Meca à "mesquita distante" (al-masjid al-aqsa). Esta viagem é conhecida como Isra e embora não seja mencionada no Alcorão o nome de Jerusalém, as tradições islâmicas posteriores identificaram o local como o Monte do Templo em Jerusalém. De acordo a visão islâmica, a partir deste ponto Muhammad ascendeu ao céu (a Miraj) onde dialogou com profetas como Moisés antes de se encontrar com a figura central do islamismo: Alá.

EstruturaEditar

A estrutura atual da mesquita é, no essencial, do século XI. A planta corresponde a de uma basílica com uma nave central ladeada por seis naves laterais. Não possui o habitual pátio das mesquitas, onde se realizam as abluções. A cúpula do edifício está folheada a prata.

HistóriaEditar

 
Mesquita de Al-Aqsa. Fotografia realizada entre 1890 e 1900

A mesquita foi mandada construir pelo califa omíada Abdal Malique ibne Maruane (que também ordenou a construção do Domo da Rocha) no final do século VII. Sobre o local onde foi construída já existia uma pequena mesquita do tempo do califa Omar. Em 705, no tempo do califa Ualide I, a mesquita já se encontra pronta.

Em 748, um sismo destruiria a mesquita, que foi reconstruída pelos califas abássidas, Almançor e Almadi. Um novo abalo de terra em 1033 danificou de novo a estrutura, que foi reconstruída dois anos depois pelo califa fatímida Ali Azair.

Durante o período do reino de Jerusalém, a estrutura serviu como palácio real e mais tarde como quartel general dos Cavaleiros Templários. Quando Saladino conquistou Jerusalém, o espaço retornou às suas funções de mesquita. Saladino ofereceu à mesquita um mirabe (nicho das orações) ricamente decorado, assim como um mimbar (púlpito) de madeira de cedro.

Entre 1938 e 1942, a mesquita foi alvo dos últimos grandes trabalhos de restauração e continua sendo até hoje. O italiano Benito Mussolini ofereceu colunas de mármore de Carrara. Em 1969 o turista cristão australiano Dennis Michael Rohan lançou fogo à mesquita, provocando grandes danos, como a destruição do mimbar doado por Saladino.

Esta mesquita, bem como o Domo da Rocha, tornou-se um dos símbolos do movimento nacionalista palestiniano. Quando o estado de Israel conquistou Jerusalém Oriental em 1967, procedendo à reunificação da cidade, manteve a administração da mesquita nas mãos dos muçulmanos. Visitar a mesquita é complemento do percurso e da visita ao Kotel (Qotel HaMa'aravi הכותל המערבי em hebraico; Muro Ocidental ou Muro das Lamentações, como é mais conhecido pelos turistas, mesmo não sendo esta a denominação justa), pois é o único vestígio do antigo Templo de Herodes, erguido por Herodes, o Grande no lugar do Templo de Jerusalém inicial. O Kotel é a parte que restou de um muro de arrimo que servia de sustentação para uma das paredes do edifício principal e que em si mesmo, não integrava o Templo que foi destruído pelo general Tito, que depois se tornaria imperador romano, no ano de 70.[1] Muitos fieis judeus visitam o Hotel (Muro das Lamentações) para orar e depositar seus desejos por escrito, podendo ser visitado por todos, indistintamente de religião, ao contrário da Mesquita de Al-Aqsa em que turistas podem visitá-la mas quaisquer sinais de oração ou até mesmo o movimento dos lábios que possam sugerir que a pessoa esteja rezando não são permitidos, exceto para as pessoas de religião muçulmana. Guardiões masculinos e femininos observam os visitantes quanto a esse tipo de comportamento.

Antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967, o local era chamado de Mughrabi Quarter ou o Quarteirão Marroquinho que, a ordem do prefeito de Jerusalém, 135 famílias árabes foram removidas para a abertura da esplanada do Muro das Lamentações. [2]

Os restos que hoje existem datam da época de Herodes, o Grande, que mandou construir grandes muros de contenção em redor do monte Moriá, ampliando a pequena esplanada sobre a qual foram edificados o Primeiro e o Segundo Templo de Jerusalém, formando o que hoje se designa como a Esplanada das Mesquitas.

BibliografiaEditar

  • Merriam-Webster's Encyclopedia of World Religions. Merriam-Webster, 2000. ISBN 0-87779-044-2
  • PETERSON, Andrew - Dictionary of Islamic Architecture. Routledge, 1994. ISBN 0-415-06084-2
 
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