Judaísmo messiânico

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O Judaísmo Messiânico é o nome pelo qual é conhecido a vertente que crê em Yeshua (Jesus).[carece de fontes?]

São comunidades religiosas formadas por não judeus, descendentes de judeus e judeus que tem por característica principal a crença em Yeshua (Jesus), como o Mashiach (Messias) prometido ao povo judeu. Como não há uma organização que centralize essas comunidades, comumente acontecem divergências de opiniões que acabam por fazer com que isolem-se uma das outras. Não possuem nenhum vinculo com o Estado de Israel, e nenhuma ligação com as Associações, Federações ou Confederações Israelitas porque de fato, não são judeus.[carece de fontes?]

Os auto-intitulados "rabinos messiânicos" não tem formação rabínica, tampouco passam por um Beit Din (Tribunal Rabínico). Os judeus messiânicos tem uma visão mais liberal do que os judeus ortodoxos. Ao contrário do judaísmo ortodoxo e Judaismo Conservador, que só aceita judeus filhos de mães judias, no judaísmo messiânico aceita qualquer pessoa que esteja disposta.[1] No entanto, salvo exceções de algumas comunidades, os judeus messiânicos guardam algumas mitzvot de Israel, as 613 mitzvot (obviamente, aqueles que são passíveis de serem cumpridos atualmente), observando as festas tradicionais e a Kashrut, professam os treze princípios da fé judaica, formulados por Maimônides, no século XII,[2] podem também atender ao Tzahal (quando vivendo em Israel).[3]

O judaísmo em geral rejeita o judaísmo messiânico/nazareno como sendo um ramo do judaísmo - muito embora, em sua origem no século I, tenha sido considerado como tal. Visto que são comunidades originadas por judeus com o propósito de agregar gentios à visão judaica, formando assim um só corpo, entre judeus e gentios crentes em Yeshua, - como por exemplo a organização Ministério Ensinando de Sião[4] a CINA Congregação Israelita da Nova Aliança[5] e diversas outras comunidades existentes tanto no Brasil quanto no restante do mundo, até mesmo em Israel, onde essas comunidades estão ganhando cada vez mais força[6]-, os convertidos ao judaísmo messiânico, não usufruem da Aliá (Lei de Retorno). A posição oficial do Estado de Israel atualmente reconhece para a Lei do Retorno apenas judeus que possam comprovar sua ascendência judaica.[7]

HistóriaEditar

No Tanakh (Antiga Aliança) que ficou conhecido como Antigo Testamento, a palavra Messias (do hebraico משיח Māšîªħ, Mashiach ou Moshiach, "Ungido", através do aramaico e transliterado, no grego do "Novo Testamento" como Μεσσιας) referia-se ao "ungido por D'us", o rei ou governante de Israel.[8]

Nos tempos após o Cativeiro Babilônico, o termo passou a ser usado como ha-Kohen ha-Mashiaḥ, ou o sacerdote ungido, se referindo ao Sumo Sacerdote de Israel.[8] Ciro, o Grande também foi chamado de "messias" ("ungido por Deus") porque Deus fez ele ser vitorioso para que libertasse os judeus exilados.[8]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Issues of Status». www.ourrabbis.org. Consultado em 23 de outubro de 2016 
  2. http://www.israelitas.com.br/OhelDavid/index.php/principios-de-fe/  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  3. http://www.yeshuachai.org/judaismo-messianico/  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  4. http://ensinandodesiao.org.br  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  5. «QUEM SOMOS – CONGREGAÇAO ISRAELITA DA NOVA ALIANÇA». www.israelitas.com.br. Consultado em 22 de outubro de 2016 
  6. http://www.cpadnews.com.br/universo-cristao/25683/com-mais-de-150-igrejas-judaismo-messianico-ganha-forca-em-israel.html  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  7. Berman, Daphna (10 de junho de 2006). «Aliyah with a cat, a dog and Jesus». Haaretz. Consultado em 9 de agosto de 2010. In rejecting their petition, Supreme Court Justice Menachem Elon cited their belief in Jesus. ‘In the last two thousand years of history…the Jewish people have decided that messianic Jews do not belong to the Jewish nation…and have no right to force themselves on it,’ he wrote, concluding that ‘those who believe in Jesus, are, in fact Christians.’ 
  8. a b c Enciclopédia Judaica (1906), Messiah [em linha]

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar