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Apolo, no pedimento do Templo de Zeus em Olímpia
Cena da batalha entre os lápitas e os centauros

Mestre de Olímpia é o nome dado a um escultor desconhecido responsável pela criação da decoração externa do Templo de Zeus em Olímpia. Pausânias relata que o Mestre e seus colaboradores estiveram ativos entre 470 e 457 a.C

O sítio arqueológico do templo foi escavado sistematicamente pela primeira vez por uma equipe francesa em 1829, e depois por alemães entre 1875 e 1881, liderados por Georg Treu. O edifício e as esculturas foram destruídos por um terremoto na antigüidade, e parte dos fragmentos foi subseqüentemente reutilizada como material de construção, e o resto acabou sendo coberto por aluvião.[1]

Desde a reconstrução do pedimento por Treu em 1897 e a rejeição da atribuição feita por Pausânias a Peônio e Alcamenes, com base na cronologia, as obras do templo passaram a ser atribuídas ao putativo Mestre de Olímpia, que trabalhou com outros cinco escultores, nenhum deles identificado com segurança pela crítica.[2][3] Ross Holloway, da Universidade Brown, estudando evidências documentais e arqueológicas, pensa que a liderança do grupo cabe a Ageladas, sendo auxiliado entre outros por Míron e Fídias.[4]

Na época do descobrimento dos remanescentes do templo a estatuária dos períodos Arcaico e Severo não atraía tanta atenção como as obras dos períodos Clássico e Helenístico, mas hoje este conjunto é tido como de importância superlativa, sendo colocando entre as expressões máximas do estilo Severo.[2][3][5]

O grupo mostra uma grande unidade estilística, de linhas fortes e simples, ainda com certa rigidez característica do passado arcaico, mas expressando uma riqueza de emoções e posturas que transcende sua herança e aponta para os desenvolvimentos do helenismo séculos adiante, e que foram pouco explorados no período intermédio do auge do classicismo.[2][3]

O pedimento leste representa a disputa de Pélops contra Enômao pela mão de Hipodâmia. No lado oeste vemos Teseu e Pirítoo lutando contra os centauros, em cena de grande movimento e violência. As métopes mostram os doze trabalhos de Hércules. Foram encontrados resíduos de pigmento sobre o mármore, sugerindo que o conjunto era pintado, pelo menos nos detalhes. A composição geral ainda permanece assunto de polêmica, uma vez que já foram elaboradas dezenas de propostas de reconstituição com os fragmentos remanescentes.[2][3]

Referências

  1. Foerster, Richard. Alkamenes und die Giebelkompositionen de Zeustempels in Olympia. In: Rheinisches Museum, 1883; 38:421-449
  2. a b c d Beazley, John Davidson & Ashmole, Bernard. Greek Sculpture and Painting to the End of the Hellenistic Period. Cambridge University Press, 1932, pp. 37-39
  3. a b c d Gowans, Alan. "The Master of Olympia — Creative Intellectual?" In: Delaware Notes, 1957; 30: 35-46
  4. Holloway, R. Ross. "Il Maestro di Olimpia". In: Colloqui del Sodalizio, 2 (2):45-58
  5. Seltman, Charles. "Greek Sculpture and Some Festival Coins". In: Hesperia, XVII, 2:71-85

Ver tambémEditar