Missal dos fiéis

O Missal dos fiéis é um pequeno missal usado para assistência pelos fiéis ao assistir à Missa Tridentina, lendo a tradução do latim dos textos recitados pelo sacerdote, para orações públicas ou privadas, a fim de ganhar indulgências ou não, cantar hinos católicos e salmos de forma pública ou privada e para ler a tradução dos textos dos sacramentos feitos na forma anterior às reformas do Concílio Vaticano II. Um sacerdote pode usar esse missal para aplicar uma benção ou um sacramento em Vernáculo.[1]

UtilizaçãoEditar

O Missal dos Fiéis foi amplamente difundido durante o período entre 1570 e 1962, onde depois houve a construção do Missal do Vaticano II do Papa Paulo VI e seus sucessores, celebrada geralmente na língua do povo, resultando em seu amplo esquecimento. Os fiéis católicos tradicionalistas da Fraternidade Sacerdotal São Pio X e comunidades amigas, porém, nunca abandonaram seu uso, por não aceitarem as reformas conciliares nem a Missa do Vaticano II como legitimamente católicas.[2] Voltou a ser procurado em maior escala após a publicação do Motu Proprio Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI, onde ele expande a possibilidade da celebração da Missa Tridentina e afirma que jamais foi abolida e pode ser assistida pelos católicos tradicionais (diferencia-se de tradicionalistas).[3] De forma geral, um missal tem as últimas modificações da Missa e das cerimônias pré-conciliares de 1962 pelo Papa João XXIII, mas existem os anteriores à reforma de 1962 e que podem ser utilizados, já que poucas alterações foram feitas nas cerimônias pré-conciliares desde 1570 até as reformas do Concílio Vaticano II.[4]

O uso do missal porém não é obrigatório para assistir à Missa Tridentina. Ela pode ser assistida toda de joelhos na Missa Baixa com a recitação do Santo Rosário, sem a necessidade de responder as orações do sacerdote como o "Dominus Vobiscum" ou somente acompanhando as orações do sacerdote tanto na Missa Baixa quanto na Missa Cantada. Essa diferenciação da Missa não existe na Missa do Vaticano II do Papa Paulo VI e seus sucessores.[5]

Estrutura geralEditar

Um Missal dos fiéis geralmente apresenta:[6]

 
Um sacerdote fazendo as Orações ao pé do altar, exclusivo da Missa Tridentina

1. Missas votivas

2. Algumas Missas que se dizem freqüentemente como votivas

3. Liturgia dos defuntos

4. Ritual dos sacramentos

5. Missas do Comum dos Santos

6. Festas dos Santos

7. Festas de Cristo Rei e dos Mistérios de Cristo

8. Festas da Santíssima Virgem

9. Salmos e cânticos

10. Hinos, seqüências e motetes

11. Orações diversas com indulgências atreladas

ReferênciasEditar

  1. Existe o ritual de alguns sacramentos no missal dos fiéis em vernáculo que podem ser recitados pelo sacerdote.
  2. http://www.fsspx.com.br/declaracao-sobre-a-missa-nova-e-o-papa/
  3. http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/motu_proprio/documents/hf_ben-xvi_motu-proprio_20070707_summorum-pontificum.html
  4. Houve poucas reformas, as mais notáveis em 1604, 1634, 1888, 1920, 1955 e 1962, mudando algumas poucas orações ou datas de Missas.
  5. Não é recomendado rezar o Rosário na Missa Cantata, já que os cânticos poderiam atrapalhar e é necessário levantar-se para ouvir o evangelho, epístola e etc. Já na Missa Baixa, isso é perfeitamente possível sem a necessidade de levantar-se.
  6. Estrutura do Missal Quotidiano dos Fiéis, Dom Gaspar Lefebvre e os beneditinos da Abadia de S. André