Cultura maker

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A cultura maker se baseia na ideia de que as pessoas devem ser capazes de fabricar, construir, reparar e alterar objetos dos mais variados tipos e funções com as próprias mãos, baseando-se num ambiente de colaboração e transmissão de informações entre grupos e pessoas.[1] "Maker" é uma palavra em inglês que significa criador, fazedor, realizador. Um aspecto importante desse universo "maker" é o espaço físico, sendo famosos os laboratórios de fabricação onde estão disponíveis máquinas e ferramentas como impressoras 3D, cortadoras a laser, equipamentos e acessórios para desenvolver eletrônica.[2] Nesse contexto, são notórios os chamados "makerspaces", fab labs ou mesmo os já mais tradicionais hackerspaces, que permitem a disseminação da cultura maker. A Educação Maker é a introdução dessa cultura nas escolas públicas e privadas, em cursos e em outros projetos educacionais.[3]

Solder workshop at Oakland Student Makers, Bret Harte Middle School, Oakland (2015-02-26 16.11.52 by Mitch Altman).jpg

A cultura maker tem crescido nas instituições de ensino e sua ideia principal é deixar os alunos desenvolverem sua aprendizagem com autonomia, utilizando sua criatividade e curiosidade. Isso é feito através de momentos planejados pelo educador a fim de propiciar experiências em que que o aluno desenvolva a sua  capacidade de resolver problemas. Nesse tipo de educação o aluno pode agir de forma individual ou em grupo, como na educação colaborativa, enquanto está  ali presente um professor como mediador das atividades, colocando o aluno no centro do processo de ensino e aprendizagem, como sujeito da construção de conhecimento.[4]

A educação Maker, contribui para as habilidades trabalhadas na BNCC documento que norteia a educação básica brasileira. Elementos como empatia, responsabilidade, autonomia, curiosidade e reflexão, trabalha-se questões cognitivas, entre outras, como multidisciplinaridade nas escola e habilidades sócio emocionais. Que proporciona ao aluno uma educação mais integradora.[5]

HistóriaEditar

No Brasil vemos eventos semelhantes acontecendo com encontros de grupos de pessoas que usam controladores como Arduino day, Campus Party, Flisol. No mundo, o maior evento maker é a Maker Faire, que ocorre em várias cidades pelo mundo com a participação de grandes referências tecnológicas. Há também edições itinerantes. O Rio de Janeiro foi até então a cidade escolhida para a realização deste evento no Brasil.

A realidade é que este tipo de cultura já existia há décadas e foi responsável pela criação e evolução de indústrias inteiras como foi o caso da indústria dos computadores pessoais que teve suas origens no Homebrew Computer Club, ou Clube dos Computadores Caseiros. Foi no Homebrew Computer Clube que Steve Jobs e Steve Wozniak apresentaram pela primeira vez o Apple I.

Hoje em dia, com a chegada e popularização de tecnologias de construção super sofisticadas como a impressão 3D e os microcontroladores como o Arduino, o Movimento Maker pode ser apenas o início de uma revolução industrial de proporções gigantescas e bastantes profundas para nossa sociedade.

Um dos pilares do movimento maker é o compartilhamento de informações e tecnologia. O criador do Arduino - uma das grandes referências para a massificação dos makers - desenvolveu este microcontrolador como open hardware. E assim também se desdobra para qualquer projeto que uma pessoa esteja idealizando ou desenvolvendo.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Marini, Eduardo (18 de fevereiro de 2019). «A expansão da Cultura Maker nas escolas brasileiras». Revista Educação. Consultado em 24 de setembro de 2019 
  2. «Um guia para se relacionar com a cultura maker». epocanegocios.globo.com. Consultado em 25 de setembro de 2019 
  3. Marini, Eduardo (22 de fevereiro de 2019). «Entenda o que é o Movimento Maker e como ele chegou à educação». Revista Educação. Consultado em 30 de janeiro de 2021 
  4. «Saiba o que é a cultura maker, como ela funciona, que benefícios ela pode gerar e quais são os principais passos para implementá-la em sala de aula». escola da inteligência educação socioemocional. Consultado em 30 de janeiro de 2021 
  5. «POLÍTICA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL, INTEGRADA E INTEGRADORA» 

Ligações externasEditar