Abrir menu principal
Ilustração de Murtisco

O Murtisco (na versão original, em inglês, Murtlap) é um animal fictício similar a um rato, com uma saliência dorsal semelhante a uma anêmona-do-mar. Presente em algumas obras da escritora britânica J. K. Rowling, foi criado pela autora. Introduzido ao público no livro Animais fantásticos & onde habitam, ganhou maior destaque na obra cinematográfica homônima.

CaracterísticasEditar

O livro Animais fantásticos & onde habitam - escrito, ficcionalmente, pelo bruxo Newt Scamander, em 1927 - descreve diversas criaturas pertencentes ao Mundo Bruxo criado por J. K. Rowling. Segundo essa obra, o Murtisco é incluso, pelo Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas do Ministério da Magia, como pertencente à classe XXX de periculosidade, isto é, um bruxo competente pode enfrentá-lo.[1]

De acordo com o mesmo livro, o Murtisco é um animal parecido com um rato encontrado na Grã-Bretanha. Possui uma protuberância na região dorsal que lembra uma anêmona-do-mar. Quando essa pseudoflor saliente é consumida em conserva produz resistência a feitiços e azarações, embora uma overdose possa ocasionar o crescimento de pelos de coloração púrpura nas orelhas. A dieta do Murtiscos é composta por crustáceos e por pés de qualquer desavisado que pise neles.[1] No livro Animais fantásticos e onde habitam, cujos acontecimentos se passam em 1927, há mais informações acerca de tal criatura, já que a obra exibe a posse de um Murtisco por Newt Scamander. Newt, ao visitar Nova Iorque, levou consigo um exemplar, no interior de uma maleta mágica. Ao perseguir Dougal, um Pelúcio, em um banco não-maj, o Steen National Bank, houve um acidente, de modo que sua maleta foi trocada por uma idêntica por fora, a qual pertencia a um não bruxo, Jacob Kowalski.[2]

Na residência de Jacob, os fechos da maleta mágica de Newt se abriram, um a um, e dela saíram diversas criaturas, como: Dougal, um Murtisco, um Occami, um Seminviso e algum Gira-giras. Assim que deixou seu receptáculo, o Murtisco saltou sobre o não-maj, mordendo-o no pescoço.[3] Ao chegar ao local, Newt se deparou com um Jacob caído, devido à ação do veneno do animal. O bruxo explicou à bruxa Tina Goldestein, que o acompanhava, que as mordidas e Murtisco não costumam ser graves. Jacob apesentava uma reação mais séria do que o normal, porém não chegou a apresentar o quadro extremo, que consiste na saída de chamas pelo ânus.[4]

ReferênciasEditar

  1. a b SCAMANDER, Newt (2017). Animais fantásticos & onde habitam. Rio de Janeiro: Rocco. p. 58 
  2. ROWLING, J. K. (2017). Animais fantásticos e onde habitam: o roteiro original 1ª ed. Rio de Janeiro: Rocco. p. 14-25 
  3. ROWLING, J. K. (2017). Animais fantásticos e onde habitam: o roteiro original 1ª ed. Rio de Janeiro: Rocco. p. 51 
  4. ROWLING, J. K. (2017). Animais fantásticos e onde habitam: o roteiro original 1ª ed. Rio de Janeiro: Rocco. p. 62-63