Nova Prata

Nova Prata
  Município do Brasil  
Prefeitura municipal de Nova Prata
Prefeitura municipal de Nova Prata
Símbolos
Bandeira de Nova Prata
Bandeira
Brasão de armas de Nova Prata
[[Brasão|Brasão de armas]]
Hino
Apelido(s) "Capital Nacional do Basalto"
Gentílico nova-pratense[1]
Localização
Localização de Nova Prata no Rio Grande do Sul
Localização de Nova Prata no Rio Grande do Sul
Mapa de Nova Prata
Coordenadas 28° 47' 02" S 51° 36' 36" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Municípios limítrofes André da Rocha, Fagundes Varela, Guabiju, Nova Araçá, Nova Bassano, Protásio Alves, São Jorge, Vila Flores e Vista Alegre do Prata.
Distância até a capital 180 km
História
Fundação 11 de agosto de 1924 (95 anos)
Aniversário 11 de agosto
Administração
Prefeito(a) Volnei Minozzo (PSB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 258,752 km²
População total (est. IBGE/2018[3]) 26 849 hab.
Densidade 103,8 hab./km²
Clima subtropical (Cfa)
Altitude 662 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 95320-000
Indicadores
IDH (PNUD/2000[4]) 0,839 muito alto
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 763 078,720 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 32 168,91
Outras informações
Padroeiro(a) São João Batista

Nova Prata é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

HistóriaEditar

Após a conquista da região missioneira, realizada em 1801, verificou-se a necessidade urgente de se dividir o Rio Grande do Sul em municípios, por forma a melhor administrar a região. A 7 de outubro de 1809, foram criados os quatro primeiros municípios do Rio Grande do Sul: Porto Alegre, Rio Grande, Santo Antônio da Patrulha e Rio Pardo.

A Santo Antônio da Patrulha coube, através de sua Câmara, instalada em 3 de abril de 1811, administrar a vasta área municipal de 34.184 km², reunindo dentre outros distritos, o de São Paulo da Lagoa Vermelha, surgido na década de 1840.

Na segunda metade do século XIX, especialmente entre os anos de 1859 e 1862, o distrito de Lagoa Vermelha se destacava através de dois projetos de povoamento. E entre outros fatores que levaram a 12 de abril de 1876, através da Lei nº 1.081, o distrito a se tornar município.

Com a política imigratória de 1875, muitos imigrantes chegaram no estado do Rio Grande do Sul e povoaram todas as áreas disponibilizadas, entre elas estavam as terras de Lagoa Vermelha, que foram povoadas em grande parte pelos imigrantes italianos, oriundos do norte da Itália, região que sofria com os horrores da guerra.

Em 1884, o Governo Imperial criou a Colônia de Alfredo Chaves, nas terras pertencentes a Lagoa Vermelha. Essa colônia era atravessada de norte a sul por um picadão, que se mantinha graças ao pisotear das mulas e depois pelo passar das carroças. Em 1888, a estrada recebeu o nome de Buarque de Macedo. A partir de então, essas terras começaram a receber os imigrantes.

Devido a extensão da Colônia de Alfredo Chaves, a Comissão de Terras previu uma nova sede ou vila para atender aos imigrantes que se estabeleceriam ao norte, deixando determinada uma área, junto à estrada Buarque de Macedo, no local onde hoje localiza-se o Bairro Retiro. Quem adquiriu essas terras foram: J.A. Barros, Rafael Cherubini e Antonio Velho, que apesar dos esforços não conseguiram que a vila prosperasse, pois encontraram uma forte concorrente que nascia na época. Era o povoado de São João Batista do Herval, localizado junto a Estrada Buarque de Macedo, nas terras do Tenente Silvério Antonio de Araújo.

Silvério Antonio de Araújo era natural do Paraná, onde recebeu uma faixa de terras ao norte do estado. Filho de Antônio Joaquim de Araújo e de Dona Senhorinha Maria dos Santos. Esteve na Guerra do Paraguai onde perdeu uma de suas pernas. Silvério preferiu vender as terras que havia recebido e comprou uma área da colônia de Alfredo Chaves. Era casado e não teve filhos. Sua esposa, Placidina Vieira, era natural do estado de São Paulo e foi quem oficializou, depois da morte do marido a doação das terras do então fundado povoado de São João Batista do Herval.

Em 15 de janeiro de 1898, graças ao progresso alcançado pelos imigrantes estabelecidos na Colônia Alfredo Chaves, a mesma deixou de ser colônia e foi adquirindo autonomia política e passou a ser município de Alfredo Chaves e na mesma ocasião o povoado de São João Batista do Herval passou a ter a sua jurisdição política, sendo anexado ao novo município, como 2º Distrito e, oficialmente recebeu o nome de Capoeiras.

Capoeiras progredia rapidamente e o povoamento da zona rural mais a extração de madeira - mais especificamente da araucária -, muito contribuiu para o seu desenvolvimento e, a ideia de que Capoeiras poderia ser a sede do município surgiu entre a população. Após muitas reuniões, uma equipe constituída pelos senhores Henrique Lenzi, Cônego João Peres, Felix Engel Filho, Adolpho Schneider, Fernando Luzzatto, Clemente Tarasconi e Luiz Marafon, elaboraram um memorial que foi, em 1924, apresentado ao Governo do Estado. Em apoio à suas pretensões, ressaltava a Comissão, entre outros fatos, o seguinte: "Superfície dos núcleos igual a 404 km² de terras fertilíssimas, População maior que 14 mil almas. Renda superior a 15.000 Contos de Réis. O suficiente para a manutenção da Nova Comuna. Possui várias indústrias, um importante Frigorífico de indústria suína, um moderno moinho de trigo, diversas serrarias e regular número de carijós. O apoio das duas grandes fazendas, conhecidas como Pratinha, no primeiro distrito e LIcks, no segundo distrito, ambas cobertas de vastos e excelentes terras de cultura".

Tudo isso influiu o espírito do Governador do Estado - Antonio Augusto Borges de Medeiros -, o qual em 11 de agosto de 1924, atendia a justa aspiração dos seus habitantes do 2º, 5º e 6º distritos de Alfredo Chaves, assinando o decreto nº 3.352, que criou o município de Prata, tendo como primeiro administrador, Dr. Felix Engel Filho.

Em sessão solene no dia 1 de janeiro de 1945, presidida pelo prefeito Adolpho Schneider, foi inaugurado o novo quadro territorial do município do Prata, que desta data em diante, passou a denominar-se Nova Prata - a troca foi feita pelo IBGE, pois em Minas Gerais há um município com o nome de Prata.

GeografiaEditar

Localiza-se a uma latitude 28º47'02" sul e a uma longitude 51º36'36" oeste, estando a uma altitude de 662 metros. Sua população estimada em 2018 foi de 26.849 habitantes.

O solo apresenta formação rochosa basáltica.

A temperatura mínima é de -2°C e a máxima de 32°C, com média anual de 17°C.

BairrosEditar

São Cristóvão, Santa Cruz, Centro, Sagrada Família, São Pelegrino, São João Batista, Retiro, Basalto, Três Martires, Santa Terezinha, Saúde, São João, São João Bosco, Povoado Colla, Rio Branco, Fazenda da Pratinha, Antena, Santa Catarina, Vila Sabiá, Vila Lenzi e Citadela.

Principais ViasEditar

Avenida Placidina de Araújo, Avenida Borges de Medeiros, Avenida Presidente Vargas, Estrada Buarque de Macedo, Avenida Fernando Luzatto e Rua Flores da Cunha.

EsportesEditar

Nova Prata possui o Estádio Municipal Mario Cini, no qual a Associação Nova Prata, time Profissional de futebol da cidade, manda seus jogos. Ainda, se destaca na grande quantidade de equipes amadoras de futebol, como Brasil, Kalábia, Nacional Super Sport, Santa Cruz, Moreira, Amigos, América, União São João Bosco, Ipiranga, São Cristóvão e Texugos como sendo alguns dos principais da cidade. Nova Prata também se destaca em competições de ciclismo e jiu-jitsu à nível estadual e nacional.

EconomiaEditar

Principais atividades econômicas do município são extração de basalto, indústria de transformação, indústria metalúrgica, cultivo de hortigranjeiros e indústria moveleira.

Pontos turísticosEditar

EventosEditar

  • Festival Internacional de Folclore de Nova Prata - realizado de 1998 a 2019 pelo grupo Bailado Gaúcho - Folclore, Arte e Danças, com apresentações folclóricas e artísticas.
  • Festa Nacional do Basalto - realizado até 2003.
  • Congresso Florestal Estadual - iniciado em 1968, com a última edição em 2008, na comemoração dos 40 anos da edição pioneira.
  • Festa de São João Batista.

PolíticaEditar

Símbolos oficiaisEditar

BandeiraEditar

A bandeira é esquartelada em cruz, lembrando nesse símbolo o espírito de seu povo. As faixas brancas carregadas sobre as faixas vermelhas, que formam uma cruz deitada na bandeira, representam a irradiação do poder do município, que se expande por todo seu território.

O brasão da cidade, presente na bandeira, simboliza a própria Nova Prata. A cor verde, abundante, lembra esperança, em busca de colheitas proveitosas.

BrasãoEditar

No brasão, a estrela de prata de cinco pontas representa o céu e a grandeza espiritual do povo de Nova Prata; os pinheiros simbolizam uma marca registrada da cidade; as coxilhas, a altitude da cidade no altiplano da encosta da serra; o Rio da Prata, ondulado, como símbolo de fertilidade e pureza do solo; e, em meio, um arado antigo, simbolizando as riquezas agrícolas do município.

O uso do brasão de Nova Prata foi aprovado em 4 de abril de 1924.

EducaçãoEditar

EscolasEditar

SaúdeEditar

A cidade conta com o Hospital São João Batista.

Pratenses ilustresEditar

Referências

  1. [1]
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rs/nova-prata/panorama
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar