Novidades

Novidades foi um jornal diário publicado em Portugal. A primeira edição é de 7 de Janeiro de 1885.[1]

Inicialmente, foi um jornal monárquico e católico, ligado a personalidades do Partido Progressista. De 1885 a 1891 e de 1895 a 1905, o jornal teve como director Emídio Navarro. Foi director e secretário de redacção Eduardo de Noronha.[1]

Em 1913, deixou de ser diário, publicando-se apenas duas ou três edições anuais para manutenção do título.

Em 1923 foi comprado pela Igreja católica, dando-se início à segunda série do diário, como órgão oficioso do episcopado português. Tomás de Gambôa foi o redactor principal até à sua morte em 1950. Um dos directores do jornal foi, durante 14 anos, o Padre Amadeu de Vasconcelos. De 1948 até 1974, o director foi o Padre Avelino Gonçalves.

Durante o Estado Novo, o jornal espelhou o alinhamento político do episcopado com o regime de Salazar. Em 1958, o jornal foi alvo do protesto colectivo de 28 dirigentes e militantes da Acção Católica Portuguesa, que lhe censuraram o claro apoio dado à candidatura de Américo Tomás durante a campanha eleitoral presidencial desse ano.

Novidades manteve a sua publicação diária até 1974, tendo a Igreja suspendido o jornal pouco depois da revolução de 25 de abril. A 3 de maio de 1974 foi publicado o seu último número.

Referências

  1. a b Rogério Santos (2006). «O Jornalismo na Transição do Século XIX para o XX. O Caso do Diário Novidades (1885-1913)». , Vol. 9, nº 9 (2006). Media & Jornalismo. Consultado em 27 de Outubro de 2012. Arquivado do original em 2 de fevereiro de 2014 
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