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Guilherme, em 1932.

Olympio Guilherme (Bragança Paulista, 1902Rio de Janeiro, 1973) foi um ator, diretor de cinema, economista, escritor e jornalista brasileiro, considerado um dos primeiros do país a tentar carreira em Hollywood.

Índice

BiografiaEditar

Olympio era considerado um homem bonito, foi a primeira paixão de Pagu, musa do Modernismo no Brasil, e havia principiado no jornalismo junto a Cásper Líbero.[1]

Quando tinha pouco mais que vinte anos foi escolhido, junto a Lia Torá, em concurso realizado pelo estúdio Fox, cujo real objetivo era se promover no país; apesar de não conseguir uma carreira nos Estados Unidos, o estúdio lhe permitiu a realização de um filme em estilo documentário - Fome - que foi vetado pelo estúdio por considerá-lo deprimente num momento de crise.[1]

 
Créditos do nº 1 de "O Observador", Guilherme aparece como redator-chefe.

De volta ao Brasil Olympio estudou economia e foi trabalhar com Valentim Bouças na revista Observador Econômico; com a mudança de Bouças para os EUA Olympio passou a dirigir a revista, onde teve início a carreira jornalística de Carlos Lacerda.[1]

Em 1955 tornou-se comentarista econômico em programa da Rede Globo, que mais tarde lhe rendeu um livro.[2]

Morreu após levar Levou um tiro na boca, disparado pelo polêmico empresário Assis Chateaubriand, que o confundiu com um agressor. Deixou uma filha (Bonina Guilherme Moran), que foi conhecida pea sua família apenas após sua morte, quando o corpo era velado. [1]

Olympio tem um neto que e um cineasta britanico e locutor de radio chamado Raphael Moran. [3] [4] [5]

O tiro de ChateaubriandEditar

O biógrafo de Assis Chateaubriand, Fernando Morais, narra que o empresário da mídia havia realizado ataques pesados ao empresário Clito Bockel em seus jornais pois este passara a viver com sua ex-amante, Corita Cunha e, no dia seguinte, 27 de junho de 1941, participou da entrega de mais um avião de sua campanha "Dê Asas à Juventude" que efetuou a doação de milhares de aviões às cidades brasileiras; em meio à solenidade "Chatô" foi abordado por um militar que se identificou como irmão de Bockel e dele recebeu um soco; ao cair o empresário sacou seu revólver, efetuando vários disparos.[6]

Ao ver a cena, Olympio Guilherme acudiu Chateaubriand, de quem era amigo, mas este viu apenas o vulto que se aproximava e disparou contra sua cabeça, atingindo-lhe os dentes e indo a bala alojar-se na garganta, a poucos milímetros da medula; Morais conta que seu biografado ficara arrasado ao pensar que havia inicialmente assassinado, depois mutilado "a cara mais bonita do Brasil" e, finalmente, acreditado haver destruído seus dentes — no que seu subalterno Dario de Almeida Magalhães teria acalmado o atirador: "Quanto a isso o senhor pode se tranquilizar, doutor Assis. Acabamos de descobrir que eram dentes falsos, iguais aos de qualquer velhinho."[6]

Apesar da forte censura à imprensa da época, e dos esforços de Assis em acobertar o incidente, a notícia foi publicada por jornais concorrentes aos seus, causando grande escândalo.[6]

FilmografiaEditar

 
Diante do cartaz de Fome.

Guilherme participou dos seguintes filmes:

Bibliografia do autorEditar

Dentre os livros de Guilherme estão:

  • Hollywood, Novela da Vida Real (1952)
  • Estudos Americanos (em 4 volumes):
    • À Margem da História e da Política Norte-Americana
    • A Realidade Americana
    • Homens e coisas Norte-Americanas
    • A Revolução Capitalista Norte Americana
  • URSS & USA
  • Roboré- a luta pelo petróleo boliviano
  • O Brasil e a Era Atômica
  • A questão do Oriente Médio

Referências

  1. a b c d Luiz Nassif (27 de março de 2017). «Olympio Guilherme, um brasileiro em Hollywood». Jornal GGN. Consultado em 21 de maio de 2018. Cópia arquivada em 21 de maio de 2018 
  2. institucional. «Olympio Guilherme, biografia». olympioguilherme.com. Consultado em 21 de maio de 2018. Cópia arquivada em 22 de maio de 2018 
  3. https://www.raphaelmoran.co.uk/about
  4. https://www.imdb.com/name/nm9768026/bio?ref_=nm_ov_bio_sm
  5. http://www.meridianfm.com/raphael-moran/
  6. a b c Fernando Morais (1994). Chatô, o rei do Brasil 2ª ed. [S.l.]: Companhia das Letras. 735 páginas. ISBN 8571643962. Episódio narrado da pág. 400 à 404. 

Ligações externasEditar

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