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Omar Torrijos
Líder Máximo da Revolução Panamenha
Presidente do Panamá
Período 11 de outubro de 1968
a 31 de julho de 1981
Antecessor José Pinilla
Sucessor Florencio Flores Aguilar
Dados pessoais
Nascimento 13 de fevereiro de 1929
Morte 31 de julho de 1981 (52 anos)
Coclé, Panamá
Alma mater - Academia Militar de San Salvador
- Western Hemisphere Institute for Security Cooperation (Escola das Américas)
Cônjuge Raquel Pauzner de Torrijos
Filhos 3
Religião Católica
Profissão Advogado

Omar Efraín Torrijos Herrera (Santiago de Veraguas, 13 de fevereiro de 192931 de julho de 1981) foi um oficial do exército e líder do Panamá de 1968 até 1981.

Torrijos nunca disputou uma eleição no Panamá nem teve o título de presidente do país. A Constituição panamiana de 1972, atribuiu-lhe os títulos de Líder Máximo da Revolução Panamenha e Comandante-Chefe da Guarda Nacional.[1]

Torrijos conseguiu a devolução do canal do Panamá e promoveu grandes mudanças no setor agrícola do país.[2]

Omar Torrijos morreu em julho de 1981, vítima de grave acidente aéreo que comoveu todo o país e nunca foi esclarecido. Ainda permanecem fortes suspeitas de que a queda do avião tenha sido provocada por uma ação da CIA.

O seu filho Martín Torrijos venceu a eleição em 1 de maio de 2004, assumindo o cargo de presidente da república em 1 de setembro de 2004.

Omar Torrijos (à direita) com camponeses panamenhos. Seu governo notabilizou-se pela política de redistribuição de terras.

Especulações acerca da morte de TorrijosEditar

A morte de Torrijos gerou acusações e especulações de que ele teria sido vítima de uma conspiração para assassiná-lo. Em Miami, maio de 1991, durante depoimentos anteriores ao julgamento, o advogado de Manuel Noriega, Frank Rubino, teria dito: "O general Noriega tem a posse de documentos que mostram tentativas de assassinato contra ele próprio e contra Torrijos, por parte de agências dos Estados Unidos."[3]Esses documentos não foram aceitos como evidências no julgamento, dado que o juiz acolheu as alegações do governo dos Estados Unidos de que a publicação de tais documentos violaria o Classified Information Procedures Act (Lei de procedimentos para informações confidenciais) .

Mais recentemente, John Perkins conta no seu livro Confessions of an Economic Hit Man que Torrijos teria sido assassinado por contrariar interesses americanos, e que agentes da CIA teriam plantado uma bomba a bordo de seu avião .[4][5]Alguns líderes empresariais e políticos americanos se opunham fortemene às negociações entre Torrijos e um grupo de empresários japoneses liderado por Shigeo Nagano, que estava promovendo a ideia de um canal novo e maior, no nível do mar, para o Panamá. Manuel Noriega, em America's Prisoner, diz que essas negociações haviam provocado reações extremamente desfavoráveis nos Estados Unidos.

Os documentos contendo investigações sobre a causa do acidente , que estavam em posse do governo do general Noriega, foram confiscados por militares norte-americanos durante a invasão do Panamá pelos Estados Unidos, em 20 dezembro de 1989, durante o governo de George H. W. Bush. Esses documentos nunca foram recuperados pelo governo panamiano.[6]

Vários anos mais tarde, em 2013, o coronel Roberto Díaz, antigo chefe de gabinete de Noriega e primo de Torrijos, acusou a CIA de envolvimento na morte de Torrijos e pediu a reabertura das investigações.[7] Em seu livro Estrellas Clandestinas (2009) Diaz conta como a CIA usou Manuel Noriega para assassinar Torrijos[8][9][10]

Torrijos morreu logo após Ronald Reagan assumir a presidência dos Estados Unidos e apenas dois meses depois de o presidente equatoriano, Jaime Roldós, morrer em circunstâncias muito semelhantes. Quando o tratado sobre o Canal do Panamá foi encaminhado à apreciação do Senado americano, Reagan, assim como outros membros do Partido Republicano, declarou que o presidente anterior, o democrata Jimmy Carter, havia 'dado de presente' um patrimônio dos Estados Unidos — o canal do Panamá e a Zona do Canal. Nas eleições primárias republicanas de 1976, Reagan declarou, com referência ao canal: "Nós o construímos, pagamos por ele. É nosso, e devemos dizer a Torrijos e companhia que vamos mantê-lo ."[11]

A antipatia da administração Reagan por Torrijos também pode ser explicada pela simpatia e pelo suposto apoio de Torrijos à Frente Sandinista de Libertação Nacional da Nicaragua, que, em meados de 1979, havia liderado a revolução popular que pôs fim à ditadura da família Somoza, apoiada pelos Estados Unidos - um outro fiasco de Carter, segundo os republicanos.

Referências

  1. Constitución de Panamá 1972, p.72
  2. Perkins, John (2005). Confissões de um Assassino Econômico. Brasil: Cultrix 
  3. "Noriega Strategy Unfolds Attorneys Hope To Drag Past U.S. Role Into Trial. Por Warren Richey. Sun Sentinel, 1° de maio de 1991.
  4. Perkins, John. Confessions of an Economic Hit Man. San Francisco: Berrett-Koehler Publishers, Inc., 2004, pp 156-157 .
  5. Confessions of an Economic Hit Man: How the U.S. Uses Globalization to Cheat Poor Countries Out of Trillions . Democracy Now!, 9 de novembro de 2004. Entrevista concedida por John Perkins a Amy Goodman.
  6. Uma boa teoria de conspiração. Por Miguel do Rosário, 21 de agosto de 2014.
  7. Colonel Requests Investigation into Omar Torrijos Death. The Panama Digest, 2 de março de 2013
  8. The CIA Used Manuel Noriega to Assassinate Panamanian Leader Omar Torrijos Arquivado em 17 de dezembro de 2014, no Wayback Machine.. Deadline Live, 4 de agosto de 2009.
  9. US responsible for death of Omar Torrijos. Newsroom Panama, 17 de fevereiro de 2013.
  10. EU eliminó a Torrijos para impulsar a Noriega en Panamá, afirma exmilitar. La Prensa, 16 de fevereiro de 2013.
  11. Holly Sklar. Washington's War on Nicaragua (South End Press), p. 24.
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