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A Operação Cabralzinho foi um plano do governo brasileiro de anexar o território francês da Guiana Francesa, em 1961. Fez parte da Guerra da Lagosta.

O PlanoEditar

No dia 3 de agosto de 1961, o presidente brasileiro, Jânio Quadros, reuniu-se com o então governador do Amapá, Moura Cavalcanti, a reunião era secreta e tinha o objetivo de discutir a exploração clandestina do Manganês em território brasileiro e que esse manganês seria supostamente enviado para a Guiana Francesa, de onde era exportado para a Europa, o que significava em um prejuízo nos cofres públicos do Brasil. Com todo esse contexto, Jânio propôs ao governador do Amapá a invasão, ocupação e anexação da Guiana Francesa. [1] [2]

O plano consistia em uma invasão relâmpago ao território da Guiana Francesa que deveria contar com uma ação conjunta dos três ramos das Forças Armadas Brasileiras.

A força brasileira iria contar com 5 brigadas do exército (cerca de 2.500 homens) que deveriam abrir vias clandestinas desde o território brasileiro até o território inimigo e com isso iriam ir em rumo aos seus alvos. O alvo principal seria a capital da Guiana Francesa, Caiena. A ofensiva brasileira também contaria com o apoio de uma força naval de fragatas e corvetas e a força aérea iria dar suporte para as tropas em terra. [3]

Algum tempo depois dessa reunião, a ordem para a preparação das tropas foi enviada para o estado maior das forças armadas e forças brasileiras já estavam se preparando para abrir as vias em território inimigo.

O fim do planoEditar

Alguns dias depois, mais especificamente no dia 25 de agosto de 1961, o presidente Jânio Quadros renunciou o seu cargo e com isso o plano de invasão acabou por ser cancelado.

Alguns especialistas acreditam que o Brasil poderia ter chance em vencer a guerra, já que a França contava com maioria de suas forças na Argélia no contexto da Guerra de Independência Argelina, já outros acreditam que o Brasil teria grandes chances de perder, já que o plano de invasão foi de última hora e acelerado, sem uma grande preparação, algo semelhante ao que ocorreu na Guerra das Malvinas em 1982. [4]

O nomeEditar

O nome da operação é uma referência ao General Francisco Xavier da Veiga Cabral, responsável por expulsar tropas francesas que invadiram o território brasileiro em 1895, no âmbito da Intrusão Francesa no Amapá, a partir do território da Guiana Francesa.

Referências

  1. «O DELÍRIO DO PRESIDENTE : ANEXAR A GUINANA FRANCESA AO BRASIL !». geneton.com.br. 29 de Maio de 2004. Consultado em 27 de Março de 2018 
  2. «Jânio quis ocupar a Guiana Francesa». Diário do Amapá. 28 de Janeiro de 2017. Consultado em 27 de Março de 2018 
  3. «O dia em que um presidente brasileiro quis anexar um vizinho». 9 de Março de 2017. Consultado em 27 de Março de 2018 
  4. «O dia em que um presidente brasileiro quis anexar um vizinho». 9 de Março de 2017. Consultado em 27 de Março de 2018