Organização de Ativistas Lésbicas e Gays

A Organização de Ativistas Lésbicas e Gays (OLGA) foi uma organização em prol dos direitos LGBT na África do Sul. O grupo foi fundado originalmente sob o nome Lésbicas e Gays Contra Opressão (LAGO) e, em 1987, reorganizado sob o novo nome. As duas organizações lutaram pelos direitos LGBT e eram anti-apartheid. A OLGA era afiliada à Frente Democrática Unida (UDF) e enviou sugestões para uma constituição mais inclusiva ao Congresso Nacional Africano (ANC).

HistóriaEditar

A Associação Gay da África do Sul (GASA), uma organização de direitos LGBT na África do Sul, não havia adotado uma postura em relação ao ativismo antirracismo.[1] Em 1986, o grupo se desfez e os negros gays e lésbicas sul-africanos que saíram formaram a Rand Gay Organisation, enquanto ativistas brancos se uniram para formar a Lésbicas e Gays Contra Opressão (LAGO). Ela foi criada na Cidade do Cabo em 1986 e adotou uma posição definitiva contra o apartheid.[2] Além disso, o grupo possuía conexões com outros grupos anti-apartheid. A iteração posterior do LAGO, OLGA, se afiliou à Frente Democrática Unida (UDF).[3] Alguns dos fundadores da LAGO foram ativistas proeminentes contra o apartheid, incluindo Derrick Fine, Sheila Lapinsky, Julia Nicol e Ivan Toms.[4][5] O grupo consistia, inicialmente, de seis membros.[6]

A constituição criada pela LAGO exigia que todas as decisões fossem tomadas por consenso unânime. Em outubro de 1987, a organização foi dissolvida por causa do impasse gerado por essa regra.[4] Ela foi imediatamente recriada como a Organização de Ativistas Lésbicas e Gays, com os mesmos objetivos originais, mas com uma constituição modificada.[7] Apesar da OLGA ter sido fundada inicialmente por gays e lésbicas majoritariamente brancos, ela possuía membros de outras etnias.[8] Em 1991, ela possuía 35 membros, e 200 pessoas interessadas em seu trabalho. A OLGA foi dissolvida em 1994.

AtividadesEditar

A OLGA ajudou na conscientização sobre os direitos de gays e lésbicas vestindo camisetas e buttons com slogans pró-LGBT.[9] O grupo também esteve envolvido na luta contra o HIV.[7] A organização também lutou explicitamente contra o apartheid. Eles estavam envolvidos em eventos públicos, como reuniões, workshops e manifestações.

A OLGA submeteu propostas ao Comitê Constitucional do Congresso Nacional Africano (ANC) que incluía termos garantindo direitos às pessoas LGBT.[7] Este projeto foi chamado de Carta dos Direitos de Lésbicas, Gays e Bissexuais, e foi decidido que o ANC também deveria lutar pelos direitos LGBT.[10]

Referências

  1. Epprecht, Marc (2004). Hungochani: The History of a Dissident Sexuality in Southern Africa. McGill-Queen's University Press (em inglês). London: [s.n.] 211 páginas. ISBN 978-0-7735-7211-9 
  2. Christiansen, Eric C. «Ending the Apartheid of the Closet: Sexual Orientation in the South African Constitutional Process». International Law and Politics. 32: 1023-1024 – via GGU Law Digital Commons 
  3. Louw, Ronald. «Advancing Human Rights Through Constitutional Protection for Gays and Lesbians in South Africa». In: Graupner, Helmut; Tahmindjis, Phillip. Sexuality and Human Rights : A Global Overview. Harrington Park Press. Binghamton, NY: [s.n.] 148 páginas. ISBN 978-1-134-73257-9. OCLC 880877782 – via Internet Archive 
  4. a b «Remembering and Honouring Julia Nicol» (PDF). GALA 
  5. Nicol 2005, p. 72-73.
  6. Nicol 2005, p. 72.
  7. a b c Nicol. «Organisation of Lesbian and Gay Activists» . Agenda: Empowering Women for Gender Equity: 45–46. ISSN 1013-0950 – via JSTOR 
  8. Brown, Gavin. «Standing by Ivan Toms: lesbians and gay men against apartheid #IDAHO». Non-Stop Against Apartheid (em inglês) 
  9. Nicol 2005, p. 73-74.
  10. Thoreson, Ryan Richard. «Somewhere over the Rainbow Nation: Gay, Lesbian and Bisexual Activism in South Africa» . Journal of Southern African Studies. 34: 689-690. ISSN 0305-7070 – via JSTOR 

FontesEditar