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Chacina do Pe. Francisco Pinto em 1608
Padre Francisco Pinto

Francisco da Costa Pinto, padre Jesuíta, nascido em 1552, da cidade de Angra, Ilha de Terceira. Morto em 11 de janeiro de 1608, na Chapada de Ibiapaba[1].

Angra, Pernambuco e SalvadorEditar

Açoriano, veio para o Brasil, quando criança, acompanhando a família que imigrou para o Brasil. Aos 17 anos de idade, deixou o Estado de Pernambuco seguiu para a Bahia e em 31 de outubro de 1568 ingressou na Companhia de Jesus. Não chegou a completar o curso, recebendo a o título de Coadjutor espiritual formado. Em 1588 recebeu a ordens sacras, sendo considerado padre. Devido a seu conhecimento das línguas indígenas é indicado para a Missão do Maranhão[2].

Teria sido curado pelo Padre Anchieta[3].

AmanaiaraEditar

No dia 20 de janeiro de 1607, partiu do Recife, em uma embarcação que ia buscar sal coletado nas salinas na foz do Rio Mossoró[4], juntamente com o padre Luís Figueira para o Siará Grande, com o intuito de catequizar os nativos daquele território.

Em 2 de fevereiro do 1607, celebraram a primeira missa no território do atual Estado do Ceará, na foz do Rio Jaguaribe.

Durante a viagem, esteve em um aldeamento denominado como Paupina, que corresponde atualmente ao centro de Messejana[5].

Os dois avançaram até a Chapada de Ibiapaba, chegando a habitar com os índios Tabajara. Em 11 de janeiro de 1608, foi assassinado pelos índios Tocarijus, instigados pelos franceses que mantinham contatos na região por meio da Feitoria da Ibiapaba. O martírio ocorreu, provavelmente, onde, atualmente, está localizado o Município de Carnaubal[6], sendo enterrado no sopé da Serra Grande[1].

[...] investindo com furor e crueldade diabólica contra o servo de Deus, lhe deram repetidos golpes com suas "ybirassangas", que são uns paus duros, largos e compridos, na cabeça, até que lha amassaram toda e lhe deram uma morte muito cruel, aos onze de janeiro de 1608

[3]

Depois da sua morte e sepultamento recebeu o alcunha de Amanaiara(o senhor da chuva) em Tupi, entre a etnias indígenas, transformando-se assim numa entidade espiritual. Os seus restos mortais viraram amuletos para o combate à seca, sendo estes trasladados até a Parangaba pelos índios Potiguara.

Processo de canonizaçãoEditar

Em janeiro de 2016, foi celebrada uma missa em Tianguá, para celebrar o início de seu processo de canonização[5].

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Antropónimos FIGUEIRA, Luís, S.J. (1574/6 ­ 1643), acesso em 1º de novembro de 2016.
  2. Girão, Raimundo. Três Documentos do Ceará Colonial. Fortaleza, Departamento de Imprensa Oficial, 1967. pág. 20 - 34
  3. a b OS PRIMEIROS MISSIONÁRIOS E DESCOBRIDORES DO MARANHÃO, acesso em 04 de novembro de 2016.
  4. A RELAÇÃO DO MARANHÃO: A FÚRIA DE CONTRASTES ENTRE JESUÍTAS E NATIVOS NO CEARÁ DO SÉCULO XVII, acesso em 03 de novembro de 2016.
  5. a b Padre Francisco Pinto pode ser canonizado, acesso em 06 de novembro de 2016.
  6. Caravana celebrará martírio de jesuíta pioneiro no Ceará, acesso em 03 de novembro de 2016.