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HistóriaEditar

Era um dos mais célebres centros de peregrinação do antigo mundo grego, pois era onde se pensava ter nascido a deusa grega Afrodite. Foi a capital de Chipre já no tempo das civilizações grega e romana.

Em 15 a.C., sofreu um grande terramoto, e foi reconstruída com ajuda de Augusto e do senado romano, com a condição de passar a se chamar Augusta.[1] O apóstolo Paulo de Tarso visitou-a no século I d.C..[2]

MitologiaEditar

Existem várias tradições sobre a fundação da cidade:

Segundo Pausânias, a cidade foi fundada por Agapenor, filho de Anceu e neto de Licurgo; Agapenor era o rei da Arcádia durante a Guerra de Troia, liderou as forças árcades e, no retorno, após ter sido desviado por uma tempestade, aportou em Chipre e fundou a cidade.[3]

Segundo Pseudo-Apolodoro, o fundador da cidade foi Cíniras, filho de Sandocus, que se casara com Metharme, filha de Pigmaleão,[4] o rei de Chipre que fez uma estátua tão bela que se apaixonou por ela, e conseguiu de Vênus que a estátua ganhasse vida.[5] De acordo com Ovídio, Pafos era o nome da filha de Pigmaleão e a estátua.[5][nota 1]

Patrimônio arqueológicoEditar

Em Pafos podem ser vistos os Jardins de Afrodite, o Forte de Pafos e mostras históricas da mitologia que foram declarados patrimônio mundial da Unesco. Foi aqui que esteve o tão famoso santuário de Afrodite[2].

O odeão de Pafos é um pequeno anfiteatro de pedra calcária datado do século II d.C.. Atualmente é usado no verão para espetáculos musicais e teatrais. [2]

Contudo, o principal centro de interesse de Pafos é constituído por um grupo de quatro monumentos: as "casas" de Dioniso, Teseu e Aion e pela Vila de Theseus, com muitas das suas inúmeras salas pavimentadas com mosaicos de uma beleza ímpar, documentos preciosos para o estudo da interligação do real e do mitológico do povo que os construiu[2].

GaleriaEditar

 
Vista Pedra de Afrodite (Petra tou Romiou) na costa de Pafos.

Ver tambémEditar

Notas

  1. A estátua, na mitologia greco-romana, não tinha nome, mas, a partir do renascimento, passou a ser denominada Galateia, nome pelo qual ela é atualmente conhecida.

Referências

  1. Dião Cássio, História romana, Livro LIV, 23.2 [em linha]
  2. a b c d Dados retirados do website Cultura Cipriota
  3. Pausânias, Descrição da Grécia, 8.5.2 [em linha]
  4. Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, 3.14.3 [em linha]
  5. a b Ovídio, Metamorfoses, Pigmaleão e a estátua, Livro X, 243-297 [em linha]

Ligações externasEditar

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