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Parque Natural Municipal Saint’Hilaire

Disambig grey.svg Nota: "Parque Saint’Hilaire" redireciona para este artigo. Para o parque no Paraná, veja Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange.
Parque Natural Municipal Saint-Hilaire
Entrada do parque
Localização  Rio Grande do Sul
País  Brasil
Área 1148,62 ha
Inauguração 29 de novembro de 1947 (71 anos)
Administração Prefeitura de Porto Alegre

O Parque Natural Municipal Saint-Hilaire é uma Unidade de Conservação da Natureza, categoria Parque situada nos municípios de Viamão (a maior parte) e Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. O parque é aberto diariamente (7h30min às 18h30min) para visitação. A entrada do parque está no município de Viamão, na avenida Senador Salgado Filho, 2785, bairro Vera Cruz, Viamão-RS.

O Parque está em um processo de alteração da gestão, havendo participação do município de Viamão.[carece de fontes?]

O Parque abriga as nascentes mais distantes da foz do Arroio Dilúvio, que se acumulam na Represa Lomba do Sabão, possuindo papel fundamental na conservação da bacia hidrográfica.

HistóricoEditar

O Parque Saint-Hilaire foi inaugurado em 29 de novembro de 1947 como um jardim botânico municipal. Seu nome homenageia o conhecido naturalista e viajante francês Auguste de Saint-Hilaire, que deixou um vivo relato sobre aspectos sociais e naturais do Rio Grande do Sul em seu livro Viagem ao Rio Grande do Sul, de 1820.

 
Auguste de Saint-Hilaire (1799-1853)

Desde 1898 a antiga Companhia Hidráulica Porto Alegrense, proprietária de grande parte da área, captava água com fins de distribuição à população. Na década de 1940 construiu a Barragem da Lomba do Sabão, um reservatório para captação de Água com 75 ha de lâmina d'água. A água, captada e tratada, era bombeada para a Hidráulica Moinhos de Vento em Porto Alegre, para distribuição à população. O recalque da água utilizava a madeira para gerar energia, motivo pelo qual a Companhia plantou Eucaliptos no local. A sua importância hídrica foi o motivo pelo qual a Prefeitura de Porto Alegre adquiriu a área em 1944, com fins de proteção da qualidade ambiental da bacia hidrográfica e suas águas.

Em 16 de setembro de 2003, foi enquadrado no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) através do Decreto nº 14.289.[1], ganhando seu nome atual. Sua área total é de 1.148,62 hectares, dos quais parte é considerada Área de uso intensivo onde é permitida a visitação, havendo ainda Áreas intangíveis, dentre outras caracterizadas no zoneamento do Plano de Manejo. A área de uso intensivo conta com churrasqueiras, quiosques, canchas esportivas e campos de futebol. Esta área é destinada ao lazer dos visitantes.

Cerca de 89% do parque se localiza no município de Viamão e 11% no de Porto Alegre, sendo desde 1977 administrado por este último através de sua Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM).

Unidade de Conservação de Proteção IntegralEditar

 
Aviso e mapa na entrada do parque

O Parque foi enquadrado no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza em 2003, pelo Decreto Municipal nº 14.289, com os seguintes objetivos:[2]

  • I - proteção e preservação dos ecossistemas e da diversidade biológica;
  • II - obtenção de conhecimentos científicos básicos e incentivos à pesquisa;
  • III - integração da Unidade de Conservação (U.C.) com o entorno;
  • IV - educação sócio-ambiental continuada;
  • V - operacionalização da Unidade de Conservação;
  • VI - revisão periódica do Plano de Manejo.[3]

Ecologia do parqueEditar

 
Represa Lomba do Sabão

A sua importância para o meio ambiente reside no fato de ser um núcleo da Mata Atlântica em região urbana e do Bioma Pampa, abrigando cerca de 50 nascentes que contribuem para a Bacia do Arroio Dilúvio, inclusive a mais distante da foz do arroio. Sua flora original foi alterada antes da sua regulamentação com o plantio de mais de 450 mil exemplares de Eucalyptus, e com a construção de uma represa para regularização do arroio Dilúvio, que criou vários banhados na área, os quais, entretanto, servem hoje como pontos de nidificação de várias espécies nativas. Com cerca de 480 ha de matas nativas, 360 ha de campo nativo e uma população crescente de Butiazeiros (ecossistema ameaçado de extinção no RS), o parque Natural abriga uma biodiversidade importante na região metropolitana. Avalia-se que no parque vivam cerca de 161 espécies, algumas delas ameaçadas de extinção como a canela preta (Ocotea catharinensis), corticeira da serra (Erythrina falcata) e figueiras do gênero Ficus: Ficus enormis, Ficus insipida e Ficus organensis.[2] Os ambientes existentes no parque são diversos: campo nativo, florestas higrófilas, mesófilas, butiazais e banhados.[2] 78% das aves registradas nos Parques de Porto Alegre encontra-se no parque totalizando 131 espécies, 24 das quais existe somente ali, por exemplo, o cisqueiro (Clibanornis dendrocolaptoides), espécie ameaçada de extinção.[2]

Viveiro MunicipalEditar

O Viveiro Municipal está localizado dentro do Parque e ocupa uma área de 10 hectares desenvolvendo atividades de produção e pesquisa de espécies nativas próprias para a arborização da cidade em suas ruas, parques e praças, possuindo 217 espécies de árvores nativas e 164 arbustos. A importância deste trabalho reside na necessidade de preservar as espécies nativas que, por sua vez, dão sustentabilidade para a fauna nativa, proporcionando alimento e abrigo para as mesmas. A arborização também tem efeito sobre o clima e a poluição, no primeiro caso melhorando as condições e, no segundo, diminuindo os efeitos.

GaleriaEditar

Referências

  1. «Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) de Porto Alegre». Consultado em 20 de junho de 2010 
  2. a b c d Folder produzido pela Prefeitura de Porto Alegre e distribuído aos visitantes do parque
  3. «LEI No 9.985, DE 18 DE JULHO DE 2000.». Consultado em 20 de junho de 2010 

Ligações externasEditar