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Viamão

Município do estado do Rio Grande do Sul, Brasil
Viamão
  Município do Brasil  
Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição
Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição
Símbolos
Bandeira de Viamão
Bandeira
Brasão de armas de Viamão
[[Brasão|Brasão de armas]]
Hino
Lema Juntos somos mais Viamão
Apelido(s) "Primeira Capital do RS

Terra do Arroz com Leite"

Gentílico viamonense
Localização
Localização de Viamão no Rio Grande do Sul
Localização de Viamão no Rio Grande do Sul
Viamão está localizado em: Brasil
Viamão
Localização de Viamão no Brasil
Mapa de Viamão
Coordenadas 30° 04' 51" S 51° 01' 22" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Região metropolitana Porto Alegre
Municípios limítrofes Capivari do Sul, Glorinha, Gravataí, Alvorada, Porto Alegre e Santo Antônio da Patrulha
Distância até a capital 25 km
História
Fundação 14 de setembro de 1741 (278 anos)
Aniversário 14 de setembro
Administração
Prefeito(a) André Pacheco (PSDB[1] até 2019)

Sem Partido (desde 2019, 2017 – 2020)

Características geográficas
Área total [1] 1 494,263 km²
População total (IBGE/2014[2]) 251 033 hab.
Densidade 168 hab./km²
Clima subtropical (Cfa)
Altitude 111 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [3]) 0,808 muito alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 1 728 600,488 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 6 704,06
http://www.viamao.rs.gov.br/ (Prefeitura)
http://www.camaraviamao.rs.gov.br/ (Câmara)

Viamão é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, do qual é o sétimo mais populoso, com população estimada de 251 033 habitantes em 2017. É o maior município em extensão territorial da Região Metropolitana de Porto Alegre.

EtimologiaEditar

A origem do nome Viamão é controversa. A versão mais comum é de que a partir dos morros da região e do topo da igreja matriz, é possível se avistar o Lago Guaíba e seus cinco rios afluentes: Jacuí, Caí, Gravataí, Taquari e dos Sinos, que formam uma mão aberta. Daí a frase: "Vi a mão". Já a versão mais provável, seria originária do nome "ibiamon", que significa "Terras de Ibias" (pássaros). Outros afirmam que seria uma passagem entre montes, o que chamavam de via-monte. E existe ainda o relato de que teria como origem o antigo nome da província de Guimarães, em Portugal: Viamara.[5]

HistóriaEditar

No século XVIII a região do atual estado do Rio Grande do Sul deixou de ser somente uma zona de passagem entre Laguna e a Colônia do Sacramento (atual cidade de Colônia no Uruguai). Devido à farta presença do gado vacum trazido pelos jesuítas em 1680 às Missões, que já se havia espalhado pelo Continente de São Pedro, vários colonizadores se fixaram nas terras propícias à pecuária e ao plantio.[5]

Os chamados Campos de Viamão abrangiam uma imensa área no nordeste do atual Rio Grande do Sul. Os tais campos correspondiam às terras situadas ao sul do rio Mampituba, tendo ao leste o oceano Atlântico e a oeste e a sul a baliza fluvial do Guaíba e da lagoa dos Patos. Para os paulistas e lagunistas que exploraram o Rio Grande a partir do "Caminho da Praia", os campos eram todas as planícies despovoadas à margem esquerda do Rio de São Pedro. Nessa região se estabeleceram os mais antigos povoadores do Continente, que inicialmente povoaram seus campos de animais, para só depois trazerem suas famílias. Posteriormente, com o desenvolvimento populacional, foi criada a freguesia de Viamão (1747), desmembrada de Laguna. A freguesia de Viamão deu origem, nas décadas seguintes, a diversas outras freguesias, como Triunfo (1756), Santo Antônio da Patrulha (1763) e Porto Alegre (1772), entre outras. [6]

No ano de 1725, Cosme da Silveira, filho de António Silveira de Ávila, natural do Conselho da Calheta, ilha de São Jorge, Açores, Portugal, Capitão-mor da referida localidade da Calheta, na ilha de São Jorge, integrou a frota de João de Magalhães, nomeado capitão pelo seu sogro Francisco de Brito Peixoto. Instalou-se nas cercanias do atual município de Viamão. Outro marco foi a chegada e fixação de residência de Francisco Carvalho da Cunha, em 1741, no sítio Estância Grande, onde foi erguida a capela da Nossa Senhora da Conceição.[5]

A partir dos primeiros colonizadores, a chegada dos açorianos deu o impulso definitivo no povoamento da região. Em 1747 foi elevada à categoria de freguesia. Com a invasão da cidade do Rio Grande, único porto marítimo e Capital da província, pelo espanhol Pedro de Cevallos, governador de Buenos Aires 1766, a sede do governo da capitania teve de ser transferida para Viamão. A cidade conservou-se como sede do governo até 1773. Nesta época, a sede foi transferida para Porto dos Casais (atual Porto Alegre), já que esta localidade tinha um porto, ainda que não marítimo, o que facilitava tanto a proteção do domínio - então ameaçado - português na própria região, quanto à preparação de uma possível retomada de Rio Grande. E o Porto de Viamão (Porto Alegre), de qualquer forma, era por onde saiam todas as mercadorias, dali para Rio Grande e de Rio Grande para todo o (resto do) Brasil. No ano de 1880, Porto Alegre separou-se de Viamão.

Em 1889, com o advento da República e a dissolução das Câmaras Municipais como sede do poder executivo local (municipal), é eleito seu primeiro prefeito, o Tenente-Coronel Tristão José de Fraga, que anteriormente já era o presidente da Câmara Municipal já mencionada. Seu segundo prefeito será o Coronel Felisberto Luiz de Barcellos.

Da importância econômica da região, por ser sede das primeiras estâncias de criação de gado, originou-se o comércio e transporte da carne de gado (charque) e couro para Laguna e São Paulo. As três rotas comerciais da época iniciavam-se onde é hoje o município de Viamão, conhecida como o Caminho do Viamão. A principal delas, a Estrada Real, saía dali e passava por Vacaria, Lages, Curitibanos, Papanduva, Rio Negro, Campo do Tenente, Lapa, Palmeira, Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul, Jaguariaíva, Itararé, chegando a Sorocaba. Outra rota era através do litoral até Laguna.

PolíticaEditar

 
O icônico morro com 150m de altitude deu origem ao nome do bairro onde fica localizado, Morro Grande, junto com o Distrito de Águas Claras, com uma estimativa populacional de 24 mil habitantes.

Ver Lista de prefeitos de Viamão

GeografiaEditar

Viamão está a 25 quilômetros de Porto Alegre. A altitude no Centro é de 111 metros. O perímetro é de 227 quilômetros, sendo 110 quilômetros de margem para o Lago Guaíba e Lagoa do Casamento. Tem um clima subtropical, com verões quentes e invernos frios, com chuvas bem distribuídas ao longo dos meses do ano. As temperaturas podem chegar a 40 °C e 0 °C. O relevo tem morros em parte do município e planícies ao norte e ao sul.

HidrografiaEditar

É um município que conta com as águas do lago Guaíba e da Lagoa dos Patos, o que faz com que possua inclusive praias no distrito de Itapuã.

Possui muitos lagos e lagoas, sendo o lago Tarumã, na área central da cidade, o mais conhecido.

Conta também com a represa Lomba do Sabão, uma das nascentes do arroio Dilúvio (um dos limites naturais entre Viamão e a capital, Porto Alegre) e o arroio Fiuza.[7]

EcologiaEditar

A gestão ambiental no município é feita pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, criada no final de 2013 pela Lei municipal 4.192, ficando a cargo de planejar, implementar, executar e controlar a política ambiental do município. Atualmente o município está fazendo audiências públicas para a construção dos planos municipais de Saneamento Básico e Resíduos Sólidos. Porém o desrespeito ao meio ambiente ainda é recorrente.[8]

Temos no município vários locais de interesse ecológico como o Parque Estadual de Itapuã, APA do Banhado Grande, Refúgio da Vida Silvestre Banhado dos Pachecos, Parque Municipal Saint-Hilaire e as Reservas Particulares de Patrimônio Natural. [9]

Dentre esses locais, destaca-se o Parque Saint-Hilaire, com mananciais de água não poluída e exuberante vida selvagem, não obstante a proximidade de grande região urbanizada. O parque, com a pressão populacional da área nas últimas décadas,[10] vem sendo ameaçado na sua integridade. Seu nome homenageia o famoso viajante e pesquisador Auguste de Saint-Hilaire, que passou pelo Rio Grande do Sul no século XIX, descrevendo aspectos naturais e costumes regionais. É-lhe atribuída a seguinte frase, referindo-se ao clima : "Neste Estado não há viventes, só há sobreviventes.". O parque é administrado pela prefeitura de Porto Alegre, que possui 11% do território do parque.

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  2. «Estimativa populacional 2014 IBGE». Estimativa populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2014. Consultado em 29 de agosto de 2014 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  5. a b c Biblioteca do IBGE (2009). «Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística» (PDF). IBGE. Consultado em 5 de maio de 2013 
  6. Kuhn, Fábio (2002). Breve História do Rio Grande do Sul. p. 49. ISBN 85-86880-35-3
  7. Prefeitura Municipal de Porto Alegre. «Represa da Lomba do Sabão». Consultado em 13 de dezembro de 2011 
  8. «Empreendimento ameaça APP do Lago Tarumã em Viamão». Consultado em 3 de maio de 2013 
  9. «Audiência Pública na Camara de Vereadores de Viamão - Meio Ambiente e Futuro do Planeta». Consultado em 3 de maio de 2013 
  10. «Parque Saint-Hilaire, Porto Alegre: Conflitos e Tentativas de Soluções - Sergio Luiz Lampert de Mattos - pag 19» (PDF). Consultado em 3 de maio de 2013 

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar