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Poço das Trincheiras é um município brasileiro do estado de Alagoas. Sua população estimada em 2004 era de 14.111 habitantes. É considerado um dos municípios mais estruturado de Alagoas .[6] É formado por fazendas, sítios e povoados tendo como principais: Quandu, Várzea de Dona Joana, Tapuio, Pedra d'Água dos Alexandres, Jacu e Moco, Alto do Tamanduá, Jorge, Saco do Ramalho, Patos, Gravatazinho, Manuê, Barra da Tapera, Serra do Poço, Serra do Almeida, Serra dos Bois, Serrinha dos Bois, Camuxinga, Guarí e Barro Vermelho.

Município de Poço das Trincheiras
"A princesinha do sertão alagoano"
Bandeira indisponível
Brasão de Poço das Trincheiras
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Aniversário Lei 2100 de 15 de julho de 1958, homologada em 20 de janeiro de 1959
Fundação 1959
Gentílico pocense
Padroeiro(a) São Sebastião
Prefeito(a) (PMDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Poço das Trincheiras
Localização de Poço das Trincheiras em Alagoas
Poço das Trincheiras está localizado em: Brasil
Poço das Trincheiras
Localização de Poço das Trincheiras no Brasil
09° 18' 46" S 37° 17' 09" O09° 18' 46" S 37° 17' 09" O
Unidade federativa Alagoas
Mesorregião Sertão Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Santana do Ipanema IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Maravilha, Senador Rui Palmeira, Santana do Ipanema, Itaíba-PE e Águas Belas-PE.
Distância até a capital 195 km
Características geográficas
Área 302,916 km² [2]
População 13 873 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 45,8 hab./km²
Clima semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,499 muito baixo PNUD/2000[4]
PIB R$ 33 743,746 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 690,03 IBGE/2008[5]

HistóriaEditar

A tradição oral dos moradores antigos ensina que a cidade de Poço das Trincheiras era uma fazenda pertencente a João Carlos de Melo, cuja casa-grande era no local, onde depois foi o estabelecimento comercial de João Maurício Wanderley. Segundo Medeiros 1997, existia ou existe uma escritura de venda de terras nas imediações da Ribeira do Panema (Santana do Ipanema), datada de 19 de março de 1771, de João Carlos de Melo e Martinho Vieira Rego, que faz referência à Tapera do Jorge, hoje, pertencente ao município de Poço das Trincheiras. Essa escritura estaria na posse da família do falecido Senhor Ademar Medeiros, em Maceió. O mesmo ainda relata que nas imediações da Fazenda Poço, surgiram moradores e o mais antigo de que se prova foi Romualdo de Oliveira, patriarca do clã formado entre as famílias Wanderley e Medeiros e depois outras que construiu sua casa no alto oposto ao da capelinha, atualmente um pouco acima da Praça Olavo Medeiros. Medeiros 1997 relata que, local recebeu o nome de "Poço", porque, no rio Ipanema, havia um poço profundo mais abaixo das cachoeiras, esse trecho do rio ficou conhecido como Poço Grande. Antes da da grande enchente, no dia 7 de março de 1941, a maior que se tem conhecimento, nesse poço, com o tempo e as águas sedimentosas daquela enxurrada violenta acabou sendo soterrado. Essa escavação funda, natural, no rio, deu o nome também à serra(Serra do Poço)cuja ponta, Serrote dos Culetes, aparece junta à do Almeida, porque fica escondida pelos serrotes Vera Cruz e Boqueirão. O termo "das Trincheiras" acrescido ao Poço foi importante, por melhor identificar o lugar e como lembra as lutas que se deram com os habitantes, que as construíram para se defender contra os inimigos. De acordo Medeiros 1997, o documento mais antigo que com o nome "Poço das Trincheiras", é a relação dos assassinatos, roubos e incêndios praticados pelos Irmãos Morais, manuscritos do Capitão Manoel Antônio Pereira Junior, de 1848. "Prosseguem em marcha; passam na Palmeira de Fora e seguem para a Ribeira do Panema e na Povoação do Poço das Trincheiras assaltam a propriedade do velho Machado, matam a este e a moço de Penedo, que naquella infeli ocasião alli achava-se o negócio. Cinco mortes em um instante! Antes, a procura distância do Poço, encontraram um escravo do Vigário de Águas Belas - João Lins dos Reis com uma carga de bahus do mesmo vigário, conduziram: escravo, bahus, e cavallo. O vigário ia adiante e vendo o grupo, seguio a todo galope a caminho d'Agoas Belas; botaram-lhe sequases, mas não poderam chegar a ele". A Lei provincial nº 927, de 10/07/1883, criou o distrito do Poço das Trincheiras e a Lei nº 960 de 18/07/1885 a paróquia sob a invocação de São Sebastião, mas não houve instituição canônica do Bispo de Olinda. Na Enciclopédia dos Municípios consta: "Na vila de Poço das Trincheiras os holandeses escavaram uma trincheira, da qual ainda hoje há vestígios, e que deu nome à vila". Segundo relatos as rusticas trincheiras foram construídas no tempo dos holandeses, nas imediações da embocadura do Riacho do Sítio, nos Pacus, e na Cruz do Tempero na Passagem, as quais acreditam ser que foram construidas no século XVII.

Poço das Trincheiras, antigo distrito subordinado ao município de Santana do Ipanema, foi elevado à categoria de município pela lei estadual nº 2100 de 15 de dezembro de 1958 (instalação: 20 de janeiro de 1959).[7][8][9][10]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  6. Pobreza e Desigualdade
  7. {{citar livro|= MEDEIROS, Tobias, Padre Batista. Maceió, SERGASA, 1997. p. 13-16.
  8. {{citar web|url=http://pocodastrincheiras.al.gov.br/historico-do-municipio/
  9. «Poço das Trincheiras - História». municipiosalagoanos.com.br. 2012. Consultado em 23 de agosto de 2012 [ligação inativa]
  10. «Poço das Trincheiras - Histórico (IBGE)» (PDF). biblioteca.ibge.gov.br. 2008. Consultado em 23 de agosto de 2012 
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