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da Macedónia, um dos protagonistas da Guerra Cretense

A Guerra de Creta de 205–200 a.C. foi um conflito militar que opôs o rei Filipe V da Macedónia, a Liga Etólia, várias cidades cretenses (entre as quais se destacaram Hierapitna e Olunte) e piratas espartanos a Rodes, Pérgamo, Bizâncio, Cízico e Cnossos.

Os macedónios tinham acabado de terminar a Primeira Guerra Macedónica e Filipe, antevendo uma oportunidade de derrotar Rodes, formou uma aliança com piratas etólios e espartanos, os quais começaram a atacar navios ródios. Filipe formou igualmente uma aliança com várias cidades cretenses importantes, como Hierapitna e Olunte. Filipe acreditava que a derrota Rodes estava ao seu alcance devido aos estragos causados à frota e economia ródias pelas depredações dos piratas. Para ajudar a que o seu objetivo fosse cumprido, o rei macedónio fez ainda uma aliança com o imperador selêucida Antíoco, o Grande contra Ptolemeu V do Egito (os outros estados diádocos, como a Macedónia). Filipe começou por atacar os territórios de Ptolemeu e os aliados de Rodes na Trácia e em volta do Propôntida.


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Afresco de Cnossos "damas em Azul", do palácio de Cnossos

A Civilização Minoica surgiu durante a Idade do Bronze Grega em Creta, a maior ilha do Mar Egeu, e floresceu aproximadamente entre os séculos XXX e XV a.C. Foi redescoberta no começo do século XX durante as expedições arqueológicas do britânico Arthur Evans. O historiador Will Durant refere-se à civilização como "o primeiro elo da cadeia europeia". Os primeiros habitantes de Creta remontam a pelo menos 128 000 a.C., durante o Paleolítico Médio. No entanto, os primeiros sinais de práticas agrícolas não surgiram antes de 5 000 a.C., caracterizando então o começo da civilização.

Com a introdução do cobre em torno de 2 700 a.C. foi possível o início da manufatura de bronze. A partir deste marco a civilização desenvolveu-se gradativamente pelos séculos seguintes, irradiando sua cultura para boa parte dos povos do mediterrâneo oriental. Sua história apresentou períodos de conturbação interna, possivelmente causados por desastres naturais, que culminaram na destruição da maior parte de seus centros urbanos. Por volta de 1 400 a.C., enfraquecidos internamente, os minoicos foram totalmente assimilados pelos habitantes do continente grego, os micênicos, que repovoaram alguns dos principais assentamentos na ilha e fizeram com que esta prosperasse por mais alguns séculos.


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Zeus, Busto em Otricoli (Sala Rotonda, Museu Pio-Clementino, Vaticano). Cópia romana de original grego, século IV

Mitologia grega é o estudo dos conjuntos de narrativas relacionadas aos mitos dos gregos antigos, de seus significados e da relação entre eles e os povos — consideradas, com o advento do cristianismo, como meras ficções alegóricas. O mito grego explica as origens do mundo e os pormenores das vidas e aventuras de uma ampla variedade de deuses, deusas, heróis, heroínas e outras criaturas mitológicas.

Ao longo dos tempos esses mitos foram expressos através de uma extensa coleção de narrativas, que constituem a literatura grega e também na representação de outras artes, como a pintura da Grécia Antiga e a pintura vermelha em cerâmica grega. Inicialmente divulgados em tradição oral-poética, atualmente esses mitos são tratados apenas como parte da literatura grega. Essa literatura abrange as mais conhecidas fontes literárias da Grécia Antiga: os poemas épicos Ilíada e Odisseia (ambos atribuídos a Homero e que focam sobre os acontecimentos em torno da Guerra de Troia, destacando a influência de deuses e de outros seres), e também a Teogonia e Os Trabalhos e os Dias, ambos produzidos por Hesíodo. Os mitos também estão preservados nos hinos homéricos, em fragmentos de poemas do Ciclo Épico, na poesia lírica, no âmbito dos trabalhos das tragédias do século V a.C., nos escritos de poetas e eruditos do período helenístico e em outros documentos de poetas do Império Romano, como Plutarco e Pausânias.


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The Southern Peloponessus

A Guerra contra Nábis, conhecida também como Guerra Lacônica, de 195 a.C., foi travada entre as forças da cidade-estado de Esparta e as de uma coalizão composta pela República Romana, o Reino de Pérgamo, a Peraia Rodense e o Reino da Macedônia.

Durante a Segunda Guerra Macedônica (200-196 a.C.), a Macedônia cedeu a Esparta o controle sobre Argos, uma importante cidade na costa egeia do Peloponeso. A continuação da ocupação espartana depois do fim da guerra foi utilizada como pretexto por Roma e seus aliados para declarar guerra. A coalização anti-espartana cercou Argos, capturou a base naval de Gítio e marchou contra a própria Esparta. No final do conflito, as negociações levaram a uma paz nos termos impostos pelos romanos, sob os quais Argos e as cidades costeiras da Lacônia foram separadas de Esparta e os espartanos foram obrigados a pagara uma indenização de guerra aos romanos pelos oito anos seguintes. Argos se juntou à Liga Aqueia, sob cuja proteção foram colocadas as cidades lacônicas.

Como resultado da guerra, Esparta perdeu sua posição como uma potência relevante na Grécia e as tentativas subsequentes dos espartanos de recuperação fracassaram até que Nábis, o último monarca espartano, acabou sendo assassinado. Logo depois, Esparta foi forçada a se juntar à Liga Aqueia, sua antiga rival, encerrando séculos de independência política.


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