Primoso de Cartago

Primoso (em latim: Primosus) foi um diácono bizantino do século VI, ativo durante o reinado do imperador Justiniano (r. 527–565). Em 552, após consentir com o exílio do metropolita Reparato, foi elevado como bispo, a contragosto do clero e povo,[1] posição que reteria até meados dos anos 560.[2] Segundo J. A. S. Evans, sua elevação deveu-se à necessidade de se nomear prelado mais flexível, capaz de usar da combinação de persuasão e força para aplicar as decisões imperiais.[3] Em 553, o imperador convocou o Segundo Concílio de Constantinopla, que Primoso, relutante, decidiu não comparecer.[2] A principal decisão do concílio foi banir os Três Capítulos, motivo de controvérsia desde a década anterior. Primoso foi a única fonte de apoio à política papal, então alinhada aos interesses imperiais, em detrimento do clero africano,[4] bem como utilizar-se-ia do encarceramento de clérigos dissidentes: Vítor de Tununa e seu colega Teodoro de Cabarsussos, por ainda apoiarem o exilado Reparato, foram presos em Cartago e então deportados para o Egito.[5]

Primoso de Cartago
Nacionalidade Império Bizantino
Ocupação Bispo
Religião Catolicismo
Soldo de Justiniano (r. 527–565)

Referências

  1. Burns 2014, p. 79-80.
  2. a b Ferguson 2013, p. 218.
  3. Evans 2002, p. 189.
  4. Herrin 1989, p. 123.
  5. Burns 2014, p. 80.

BibliografiaEditar

  • Burns, J. Patout; M. Jensen, Robin (2014). Christianity in Roman Africa: The Development of Its Practices and Beliefs. Grand Rapids, Michigão: Wm. B. Eerdmans Publishing. ISBN 146744037X 
  • Evans, J. A. S. (2002). The Age of Justinian: The Circumstances of Imperial Power. Londres e Nova Iorque: Routledge. ISBN 1134559763 
  • Ferguson, Everett (2013). Encyclopedia of Early Christianity, Second Edition. Londres e Nova Iorque: Routledge. ISBN 1136611584 
  • Herrin, Judith (1989). The Formation of Christendom. Princeton, Nova Jérsei: Imprensa da Universidade de Princeton. ISBN 0691008310