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BiografiaEditar

Filho do empresário e promotor cultural paraense Abraham Medina e de Rachel Medina, Rubem Medina trabalhou nas empresas do pai até formar-se em Economia pela então Universidade do Estado da Guanabara (UEG) em 1964. Um ano antes, durante sua estadia nos Estados Unidos, participou da equipe brasileira que entrevistou o presidente John Kennedy a poucos dias de o mesmo ser assassinado em 22 de novembro de 1963. Rubem Medina agora trabalha na empresa Artplan e também no Rock in Rio ao lado do seu irmão Roberto Medina. Rubem tem quatro filhos, Ricardo, Rodrigo, Rafaella e Vitória

TelevisãoEditar

Começou sua vida pública na televisão, realizando reportagens especiais no programa Noite de Gala, da TV Rio, que havia sido criado em 1955 por seu pai, Abraham Medina. O programa era líder de audiência e contava com a participação de pioneiros na televisão brasileira, como Flávio Cavalcanti, Sérgio Porto e Murilo Néri.[2] Na mesma emissora foi exibida a entrevista com John Kennedy realizada na Casa Branca antes dos trágicos acontecimentos em Dallas. Ainda no Noite de Gala condenou a atitude do governo militar que havia prendido o ex-presidente Juscelino Kubitschek. Antes do encerramento o programa foi retirado do ar pela censura. Juscelino agradeceu publicamente o gesto de Medina.[3]

PolíticaEditar

Começou sua carreira política pelo MDB ao eleger-se deputado federal pela Guanabara em 1966 tornando-se um dos parlamentares mais experientes da Câmara dos Deputados a ponto de desde os tempos do antigo Distrito Federal, Guanabara e a seguir do novo estado do Rio de Janeiro, ter menos mandatos apenas que Miro Teixeira e ser vice-líder nessa estatística ao lado de Simão Sessim [4]

Em 13 de dezembro de 1968, dia de promulgação do Ato Institucional Número Cinco, Rubem Medina estava entre os presos por ordem do Regime Militar de 1964 sendo libertado no Natal do mesmo ano.

Exerceu a vice-liderança do MDB entre 1970 e 1971, e várias vezes a liderança de bancada ao longo da carreira parlamentar. Por seis vezes foi indicado pelo Comitê de Imprensa da Câmara como um dos dez deputados mais ativos.

No Congresso Nacional, concentrou suas atividades na área econômica, atuando nas Comissões de Economia, Indústria e Comércio; Orçamento e Finanças; e Relações Exteriores. Em 1967 e 1968 foi relator da comissão especial do Congresso sobre as “Transações Efetuadas entre Empresas Nacionais e Estrangeiras”. No ano seguinte relatou a investigação sobre os “Recursos minerais existentes no território nacional de interesse para o desenvolvimento da energia nuclear”. Entre 1977/78 presidiu a CPI do Congresso sobre a “Desnacionalização da Economia Brasileira”, e participou da CPI sobre “Especulação Imobiliária”. [5] Na Assembleia Nacional Constituinte concentrou-se nos trabalhos da Comissão da Ordem Econômica. [6]

Projetos de leiEditar

Foi o autor de projetos de lei para a criação do estágio remunerado para estudantes (PL 604 de 1967) e para o menor aprendiz (PL 384 de 1995). Elaborou uma proposta de Reforma Tributária (PEC 579/1998) que reduziria o número de impostos de cinquenta para apenas seis; e de uma Política Nacional para o Microempresário. [7]

São suas ainda a proposta de concessão de estímulos fiscais a aplicação de recursos, pelas empresas, em pesquisas e formação de técnicos (PL 1568 de 1968); da criação do Ministério do Turismo (PL 738 de 1972) e de uma política nacional para o turismo (PL 4612 de 1994); da proibição da discriminação em função da idade para o exercício do trabalho (PL 3783/1984); e a autorização para o funcionamento do comércio, em horário livre, nos fins-de-semana e feriados (PL 2382 de 1983). Foi relator do primeiro Plano Nacional de Desestatização (Lei nº 8.031/90).

RedemocratizaçãoEditar

Com o início da abertura política, em 1979, Rubem Medina passou apoiou a iniciativa do presidente João Figueiredo, que enfrentava resistências à redemocratização. Em 1984 foi um dos fundadores do Partido da Frente Liberal [8], dissidência do partido governista que optava pela eleição de Tancredo Neves para Presidente da República. Participou ativamente da campanha, afinal vitoriosa, que encerrou o ciclo do poder militar no Brasil.

Em 1985,foi candidato a Prefeito do Rio de Janeiro,ficando em segundo lugar,atrás de Saturnino Braga.

Em 1992 integrou a delegação oficial brasileira à II Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano, conhecida como Eco-92.

Ainda como Deputado Federal, participou da Comissão Especial sobre a Fuga de Capital e Evasão de Divisas do Brasil, em 1994. Em 2003 relatou a Emenda Constitucional no 40, que reestruturou o Sistema Financeiro Nacional.

Prefeitura do RioEditar

Entre 2003 e 2008 Rubem Medina foi Secretário de Turismo da Cidade do Rio de Janeiro, e também presidente da Riotur, responsável pelos grandes eventos do Carnaval e Réveillon. Os momentos de maior destaque no período incluem a infraestrutura de turismo para os Jogos Panamericanos de 2007; a construção de um Centro de Convenções na Cidade Nova; e o início da revitalização da zona portuária com a construção da Cidade do Samba. Desenvolveu ainda um ambicioso programa de qualificação profissional para trabalhadores e autônomos no turismo, chamado “Rio Hospitaleiro”, que alcançou 12 mil participantes.

PublicidadeEditar

Desde 1985 é vice-presidente da Artplan[9] , agência de publicidade do Rio de Janeiro que dirige com seu irmão Roberto Medina. A Artplan assina alguns dos eventos mais marcantes para a promoção do Rio de Janeiro, como as nove edições do festival Rock in Rio [10] e a apresentação de Frank Sinatra no Maracanã em 1975.

Títulos e condecoraçõesEditar

  • Comenda para o Mérito de Rio Branco e Mérito Legislativo.
  • Ordem do Rio Branco (pela Presidência da República)
  • Medalha do Mérito Legislativo (pela Câmara dos Deputados)
  • Medalha Pedro Ernesto (pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro)
  • Medalha Tiradentes (pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro)
  • Ordem do Mérito Aeronáutico, Ordem do Mérito do Ipiranga, Ordem ao Mérito Judiciário do Trabalho.
  • Cidadão Honorário dos municípios de Volta Redonda, Laje do Muriaé, São Fidélis, Cabo Frio e Saquarema.

Livros PublicadosEditar

  • "Desnacionalização - Crime Contra o Brasil" - Rio de Janeiro, Ed. Saga, 1970
  • "Brasil, Atalho para o amanhecer" - Rio de Janeiro, Ed. Morumbi, em 1981
  • "Brasil: Idade da Razão", 1988

Referências