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Santana da Boa Vista

município do Rio Grande do Sul
Santana da Boa Vista
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Santana da Boa Vista
Bandeira
Brasão de armas de Santana da Boa Vista
Brasão de armas
Hino
Lema Terra de luta e fé

Apelidos: "Capital da cordialidade"

Gentílico santanense-da-boa-vista
Localização
Localização de Santana da Boa Vista no Rio Grande do Sul
Localização de Santana da Boa Vista no Rio Grande do Sul
Santana da Boa Vista está localizado em: Brasil
Santana da Boa Vista
Localização de Santana da Boa Vista no Brasil
Mapa de Santana da Boa Vista
Coordenadas 30° 52' 19" S 53° 06' 54" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Municípios limítrofes Caçapava do Sul, Pinheiro Machado, Cachoeira do Sul, Piratini e Encruzilhada do Sul
Distância até a capital 293 km
História
Fundação 1965 (54 anos)
Aniversário 17 de setembro
Administração
Prefeito(a) Arilton de Oliveira Freitas (PT, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 1 420,617 km²
População total (Censo IBGE/2010[2]) 8 244 hab.
Densidade 5,8 hab./km²
Clima temperado
Altitude 306 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[3]) 0,724 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 79 436,293 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 8 952,59

Santana da Boa Vista é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

HistóriaEditar

Jacinto Inácio da Silva (1772–1841), filho de Leonardo Fagundes e Inácia de Jesus, ambos naturais de Ilha Terceira, nos Açores (segundo registros civis), morador da Costa do Camaquã/Campina (então Caçapava do Sul), homem de posses e pessoa de projeção no seu meio, sofreu o ataque de uma Onça, popularmente chamada de "tigra", ferindo-se gravemente no ano de 1821. Religioso, invocou o nome de Nossa Senhora de Santa Ana, apelando por salvação. Ao se colocar atrás de um árvore, o cachorro que o acompanhava mordeu a Onça, chamando a atenção desta, que deu as costas para Jacinto Inácio. Neste momento, ele aproveitou para abater a fera. Para agradecer pela sua salvação, mandou que fosse erguida uma capelinha de sapê, em agradecimento à Santa Ana.

Em 1 de novembro de 1821, deu-se a permuta da terra onde hoje está a cidade de Santana da Boa Vista, que pertenceu a João Aleixo Carvalho. A área permutada localizava-se em "Faxinal", nome primitivo do lugar.

O município de Santana da Boa Vista foi pró-emancipado a 26 de julho de 1965, e emancipado a 17 de setembro de 1965. Data de 6 de maio de 1966 a instalação do município.

Símbolos do municípioEditar

BandeiraEditar

A bandeira de Santana da Boa Vista possui como cores oficiais, o azul, o branco e o vermelho, constando de três faixas verticais. Ao centro a faixa branca e, sobre esta, está o brasão do município.

BrasãoEditar

O Brasão de Armas de Santana da Boa Vista é formado pelos seguintes elementos:

  • O Escudo em estilo Português apresenta no seu interior, uma representação do local conhecido como Toca da Tigra, no qual Jacinto Inácio enfrentou uma Onça, a qual também aparece no desenho. Já o Touro passante representa Força;
  • A Coroa mural de Quatro Torres aparentes, representa a elevação do stauts da localidade para Vila.[nota 1]
  • Já o Apoio é formado por ramos de Milho e Feijão;
  • Listel: traz o Mote formado pelo nome do município, seguido da sigla "RS", e em seus extremos, as datas de 1822 e de 1965, ano da emancipação política.

Ave símboloEditar

Papagaio-charão (Amazona pretrei)

Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Características: plumagem verde, realçada por penas vermelhas brilhantes na testa, ao redor dos olhos e nas bordas frontais das asas. Sua cauda é relativamente curta e quadrada na ponta, com algumas penas amareladas. Está ameaçado de extinção.
Alimentação: alimenta-se preferencialmente das sementes da conífera pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Além destas, come os frutos do pinho-bravo (Podocarpus sp.), de guabiroba, guabiju, camboatá, murta, jabuticaba e gemas florais de ipê-amarelo. Da flora exótica, pode alimentar-se de frutos de cinamomo, nêspera, pera, sementes e gemas florais de eucalipto.

GeografiaEditar

Localiza-se a uma latitude 30º52'19" sul e a uma longitude 53º06'55" oeste, estando a uma altitude média de 306 metros.

Possui uma área territorial de 1.420,617 km² e população de 8 163 habitantes.[5]

HidrografiaEditar

O município integra a bacia hidrográfica do Rio Camaquã. Existe ainda um grande número de arroios e curso d'águas menores, entre os quais se destacam o Rio Campinas, Arroio Areião e Arroio Toca da Tigra.[nota 2]

TurismoEditar

Os principais atrativos turísticos do município são:

  • Parque Municipal Toca da Tigra: local onde aconteceu a história que deu origem ao Município. Conta com trilhas ecológicas, cachoeiras, barragem para banhistas, pista para motocross, espaço para esportes e local para churrasco;
  • Passo das Carretas: pequena praia rasa, chamada de Barra de Pontal, situada no Rio Camaquã, formada pela sedimentação em um Meandro deste rio. Neste local, ocorreu uma batalha da Revolução de 1923 entre as tropas do Coronel Bozano (Borgista) e de Honório Lemos e Zeca Neto (Maragatos);
  • Cerro da Lagoa: ponto de maior altitude do município, é um platô,[6] que em seu topo, possui uma pequena lagoa.

Ver tambémEditar

Notas

  1. Note-se que a Coroa está em Ouro, quando de acordo com a Heráldica Portuguesa, deveria ser em Prata
  2. Também chamado de Olaria e Capela, em outras regiões do município pelas quais ele passa

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. Arquivado do original em 5 de julho de 2012 
  2. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. Arquivado do original em 16 de maio de 2011 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. Arquivado do original em 3 de outubro de 2011 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 11 de dezembro de 2010. Arquivado do original em 28 de fevereiro de 2016 
  5. «Censo 2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 
  6. «Identificaçao e estudo geomorfológico da superfície de aplainamento do Cerro da Lagoa». Instituto Francés de Estudios Andinos (em espanhol). Arquivado do original em 3 de março de 2016 

Ligações externasEditar