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Sertão (Rio Grande do Sul)

município no Rio Grande do Sul, Brasil
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Sertão é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

Município de Sertão
Sertão - RS.JPG

Brasão de Sertão
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 5 de novembro de 1963 (55 anos)
Gentílico sertanense
Prefeito(a) Edson Luiz Rossato (PMDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Sertão
Localização de Sertão no Rio Grande do Sul
Sertão está localizado em: Brasil
Sertão
Localização de Sertão no Brasil
27° 58' 48" S 52° 15' 36" O27° 58' 48" S 52° 15' 36" O
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Passo Fundo IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes ao Norte: Ipiranga do Sul e Estação, ao Sul: Coxilha, ao Leste: Getúlio Vargas, Tapejara e Charrua e a Oeste: Pontão e Erechim
Distância até a capital 330 km
Características geográficas
Área 439,471 km² [2]
População 6 225 hab. IBGE/2014[3]
Densidade 14,16 hab./km²
Altitude 735 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,809 muito alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 129 689,214 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 19 281,77 IBGE/2008[5]

HistóriaEditar

O próprio nome já diz, Sertão, no dicionário, é compreendido por região de interior, longe de povoações. É claro que os primeiros habitantes da região acabaram por adotar o nome .

No entanto, essa história foi se modificando. O progresso vagarosamente foi chegando na região, especialmente em Passo Fundo. A exploração das áreas aos arredores deste município fizeram com que Sertão fosse conhecido e ocupado aos poucos.

Em 1912 foi construída a estrada de ferro.

 
Igreja Matriz de Sertão

Em 1918, em local cortado pelos trilhos ferroviários, a localidade foi fundada, por um um grupo de italianos e seus descendentes, os quais, em seguida, iniciaram as plantações de milho e trigo.

Ainda na época era apenas uma seção do distrito de Coxilha, integrante do município de Passo Fundo.

Em 5 de agosto de 1933 foi criado o distrito de Sertão e instalado no dia 15 de outubro do mesmo ano, tendo como primeiro subprefeito o Sr. Ernesto Schuattz.

Primeiros moradoresEditar

Nos registros históricos e oficial constam os nomes de José Cioccari, Arnaldo Cioccari, Santo Pagoto, Domingos Donida, Luiz Piovesan, Luiz Dozza e Celeste Lazzaretti.

A colonizaçãoEditar

Neste resgate histórico percebemos que Sertão apresenta elementos ligados a sua exploração e desenvolvimento. Desde 1880 identificou-se a presença de elementos de “migração” . Mesmo sem registros oficiais, foi possível coletar fragmentos destas presenças.

Neste período temporal, que representa mais de um século, o elemento humano demonstrou diversidade de etnias. As mais expressivas foram espanhóis e paraguaias. Muitos dos imigrantes das etnias citadas foram diretamente de seus países para o território atual de Sertão. Também foram migrantes, dos mais variados lugares do Rio Grande do Sul. Os maiores grupos de migrantes que se deslocaram para Sertão, foram da região das colônias velhas, assim chamadas por terem sido as primeiras a receberem os imigrantes.

A chegada dos imigrantes em Sertão é muito diferente entre cada contexto. Esta diferença é marcada pelos diferentes interesses que trouxeram para cá estes pioneiros. Entre os diferentes objetivos de cada grupo podemos destacar:

  1. realizar a exploração vegetal.
  2. explorar a agricultura.
  3. explorar a pecuária.
  4. explorar os diferentes tipos de comércio que aqui se estabeleceu.
  5. trabalhar na estrada de ferro.
  6. trabalhar nas serrarias e como arrastadores de toras de madeira, dentro da mata.
  7. trabalhar na estação experimental.
  8. tomar posse de propriedades, que ganharam do governo, por serviços prestados.
  9. fugir das guerras ou revoluções.
  10. em busca de um pedaço de terra própria para sustento etc…

Os primeiros estabelecimentos de comércioEditar

Ao destacarmos o comércio, queremos apresentar como ocorria a troca de valores ou produtos. Este gerou negócios de compra e venda, conforme a estrutura do meio. Ao escrevermos sobre o comércio, é necessário destacar o tema “dinheiro”. Este quase não existia. Poucas vezes era usado para realizar negócios. Pessoas ficavam adultas sem ter visto ou pego na mão qualquer tipo de dinheiro.

Isto era possível porque o comércio que existia era muito elementar. Quando as famílias faziam “negócios”, quem os fazia era o pai. Estes sempre ocorriam com trocas de produtos por produtos. Estes negócios ocorriam nas famílias, nas casas comerciais. Como o que produziam, no início do século, era o estritamente necessário, o que conseguiam, no máximo fazer, era negociar pequenas quantidades de produtos por outros necessários à manutenção. O dinheiro era difícil de circular. Assim, era normal negociar terra por animais, por produtos; até a década de 50, mesmo tendo ocorrido um progresso. Poucas eram as famílias que negociavam com dinheiro. Nesta época, já existia nas famílias uma estrutura econômica boa. Cada família já produzia o necessário e muitas já tinham um excedente grande de produtos. Como todos produziam, não existia com quem comercializar. Nos anos seguintes, despertou o caminho da comercialização. Tudo que se produzia, tinha consumidor. As terras aumentaram de valor econômico, porque os produtos retirados da terra, podiam ser negociados. Aí surgiu a necessidade de mais terra para produzir mais. Os produtos da lavoura aumentaram de valor e aumentou a procura para negociar. Nos centros urbanos, houve crescimento populacional. Para estes, era necessário alimentos. A produção que sobrava, então não era negociada. Passa a ser toda comercializada. Surgem os comerciantes que compram e revendem, as famílias passam a ter uma vida mais humana, podendo produzir, comercializar, comprar o necessário e assim, a economizar. Neste momento histórico é que se inicia nas camadas sociais mais populares: a economia e a poupança.

Como muitas famílias produziam bastante, passaram a produzir mais, em função da procura de produtos, para serem consumidos. Tudo o que era produzido e não fosse reserva para a vivência do ano, as famílias passaram a vender. Este excedente de produtos passou a formar a reserva de capital. Esta passou a fazer parte da necessidade de investir em bens imóveis e móveis. O consumismo, “ideia capitalista”, passou a ser assumido por quase todos, esta deu início no meio ao processo de exploração da “oferta e da procura”.

  • O comércio, até a década de 1960, em Sertão, na época ainda distrito de Passo Fundo, tinha uma expansão muito restrita. Existiam núcleos, com casas comerciais. Estas ficavam distante das fontes de produção da matéria-prima (arroz, feijão, milho, trigo, porcos…); as vias de transporte eram outro fator que dificultava. Muitos produtores possuíam os produtos e não conseguiam fazer com que estes chegassem aos locais de consumo. Assim, os que tinham reservas econômicas, passaram a negociar diretamente… Os demais viram intermediários.
  • Neste início de comércio, merecem destaque “os atacadistas” desde 1950 a 80. Estes organizavam suas casas comerciais em pontos estratégicos. Criavam uma infraestrutura comercial que atendia a demanda das comunidades da região. As casas comerciais iniciavam com comércio limitado, mas logo tornaram-se famosas. Serviam como ponto de referência. Comercializavam madeiras, combustível ao vestuário, implementos agrícolas e produtos de veterinária. Estas casas comerciais oportunizavam o crescimento e o desenvolvimento da comunidade.
  • A participação/formação de comunidades quilombolas também ocorreu nesse município como forma não apenas de resistência mas também da criação de um outro modelo de sociedade.

EmancipaçãoEditar

Devido às pressões da população, um Plebiscito Popular foi realizado em 25 de agosto de 1963, com o intuito de consultar o povo sobre a emancipação político-administrativa. O “sim” vence, como era de se esperar, o município de Sertão foi criado em 5 de novembro do mesmo ano, pelo Decreto n° 4.597, assinado pelo então governador do estado, Ildo Meneghetti.

Aspectos atuaisEditar

Sertão apresenta uma excelente condição para o desenvolvimento e expansionismo, das atividades agropastoris, e é uma cidade pacata, onde o número de habitantes não passa de 7 mil.

As principais fontes de renda são: agricultura (soja, milho e trigo), bacia leiteira, a avicultura e a suinocultura.

Da vegetação nativa existente, merece destaque o “Mato do Incra”, parque municipal, composta de pinheiros e árvores nativas. estando a mesma ameaçada pela exploração que está sendo submetida por piratas.

Também existem alguns bosques ou pequenas matas mistas, que são mantidas por iniciativas particulares, em função do gosto pela natureza ou por não terem maiores necessidade de exploração econômica destas madeiras.

GeografiaEditar

Localiza-se a uma latitude 27º58'47" sul e a uma longitude 52º15'35" oeste, estando a uma altitude de 735 metros.

Possui uma área de 443,86 km² e sua população estimada em 2010/ibge era de 6294

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Estimativa populacional 2014 IBGE». Estimativa populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2014. Consultado em 29 de agosto de 2014 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 

Ligações externasEditar

Ver tambémEditar