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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com solidão.
Pintura de Frederick Leighton retratando a solitude.

Solitude é o estado de privacidade de uma pessoa, não significando, propriamente, estado de solidão. Pode representar o isolamento e a reclusão, voluntários ou impostos, porém não diretamente associados a sofrimento. Uma distinção foi feita entre solitude e solidão. Nesse sentido, essas duas palavras se referem, respectivamente, à alegria e à dor de estar sozinho.[1][2][3]

Solitude pode ser usada positivamente para adicionar oportunidades de meditação, concentração, introspecção ou oração individuais e alcançar um estado de paz e consolo.

Efeitos psicológicosEditar

Efeitos positivosEditar

Há muitos benefícios em passar o tempo sozinho. A liberdade é considerada um dos benefícios da solitude, pois as restrições dos outros não terão nenhum efeito sobre a pessoa em solitude. Com o aumento da liberdade, as escolhas de uma pessoa são menos propensas a serem afetadas pela interação com outras pessoas. A liberdade de distrações tem o potencial de estimular a criatividade.[4] Em 1994, o psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi descobriu que os adolescentes que não suportam ficar sozinhos muitas vezes param de aumentar os talentos criativos.

Outro benefício comprovado da solitude é o desenvolvimento de si mesmo ao experimentar mudanças em seu autoconceito, ajudando uma pessoa a formar ou descobrir sua identidade sem distrações externas. A solitude também proporciona tempo para contemplação, crescimento da espiritualidade pessoal e auto-exame. Nestas situações, a solidão pode ser evitada desde que a pessoa em solitude saiba que tem relações significativas com os outros.

Efeitos negativosEditar

Passar muito tempo sozinho nem sempre é algo benéfico ao indivíduo. Muitos dos efeitos negativos foram observados em prisioneiros.[5] A reclusão pode desencadear respostas fisiológicas que aumentam os riscos para a saúde.[6]

Os efeitos negativos do isolamento também podem depender da idade. Crianças em idade escolar primária podem reagir negativamente. Isso ocorre principalmente porque, muitas vezes, estar sozinho nessa idade não é algo escolhido pela criança. Crianças podem procurar afastar-se quando elas não têm certeza de como interagir socialmente com os outros, preferindo ficar sozinhas, causando timidez ou rejeição social.

Enquanto os adolescentes são mais propensos a se sentirem solitários ou infelizes quando não estão perto dos outros, eles também são mais propensos a ter uma experiência mais agradável com os outros, se tiverem tempo sozinhos primeiro. No entanto, adolescentes que freqüentemente passam o tempo sozinhos não têm um ajuste global tão bom quanto aqueles que equilibram seu tempo de solidão com seu tempo social.[7]


Ver tambémEditar

Referências

  1. Alexander Pope. «Ode on Solitude». Consultado em 1 de abril de 2016 
  2. «The Difference Between Solitude and Loneliness». Singlescafe.net. Consultado em 6 de março de 2013. Arquivado do original em 15 de fevereiro de 2013 
  3. Cym (2 de março de 2011). «Effortless Flow: The Difference Between Solitude and Loneliness». Effortlessflow.blogspot.it. Consultado em 6 de março de 2013 
  4. Long, Christopher R. & Averill, James R. «Solitude: An Exploration of the Benefits of Being Alone»  Texto "https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/1468-5914.00204" ignorado (ajuda);
  5. Kupers, Terry A. «What To Do With the Survivors? Coping With the Long-Term Effects of Isolated Confinement»  Texto "http://www.nrcat.org/storage/documents/usp_kupers_what_do_with_survivors.pdf" ignorado (ajuda);
  6. https://www.psypost.org/2015/11/loneliness-triggers-cellular-changes-that-can-cause-illness-study-shows-39407
  7. Larson, R. W. «The emergence of solitude as a constructive domain of experience in early adolescence»  Parâmetro desconhecido |https://www.jstor.org/stable/1131927?item_view= ignorado (ajuda);